Categoria Poemas

Edson Silveira: Terra Amada

Homenagem a Independência da Bahia

Oh, terra querida
Meu estado, minha vida,
Cuja capital é Salvador,
Bahia de infinito amor.

Cheia de lindas baianas,
Descendentes africanas…
É a diversidade e a mistura
De uma rica cultura.

Foste a primeira capital do país,
Importância que muitos não diz!
Terra de Jorge Amado,
Escritor arretado…
E do grande Anísio Teixeira
Protagonista da Educação brasileira.
Terra de Santa Dulce dos pobres,
Por cada gesto nobre…

Vale ressaltar nossos lindos litorais,
E nossas comidas tradicionais.
Êta Bahia,de Ilhéus e Salvador,
De um povo humilde e trabalhador.

A mais encantada do agreste
Um destaque em todo Nordeste.
Oh, terra amada
Tu és consagrada.

Salve, salve 2 de julho,
Salve, salve nossa Bahia!
Em sua independência, orgulho…
Seu Porto Seguro nos contagia!

Edson Silveira,
Condeúba- BAHIA.

 

 

edson pereira poeta condeubense café com poemas biografia 2

Edson é integrante do Movimento Cultivista Café com Poemas.

Natural de Condeúba- Bahia, Edson Pereira Silveira é um amante da arte e da poesia, em 2016 publicou seu livro: ” Memórias de Um Sonhador”. É integrante do Movimento Cultivista Café com Poemas. Com adesão à OFHM- Ordem Federativa de Honra ao Mérito, conquistou o Prêmio Cultivador da Cultura( Poeta Nacional). Participou de várias Antologias, dentre elas estão as Antologias Café com poemas, vol. I e vol.II.

Leia mais…

Que texto lindo e verdadeiro

"Permitir-se acolher o irmão e entender que ele é tão frágil e tão forte como nós é a meta."

Viajantes do tempo. O remetente e o destinatário.

Tudo que jogamos contra o vento vem ao nosso encontro.

Somos o próprio reflexo que vemos no espelho e além dele.

Somos a vida e a morte. O tudo e também o nada.

Somos idealizadores. Sonhadores. Propagadores.

Feitos de inocência num mundo de regras. Maldosos ou bondosos – no tempo exato.
Ora oferecemos riscos, ora somos a mais perfeita das ternuras.

O ponto de encontro está em cada um de nós. Encontrar-se é o desafio. Entender-se sagrado é o caminho.

Enxergar além de, é o que falta.

Permitir-se acolher o irmão e entender que ele é tão frágil e tão forte como nós é a meta.

Que ninguém é melhor do que ninguém. No final das contas somos, pó.

Nem sempre intactos. Nem sempre puros.O importante é buscar, olhar para dentro de si e observar

que o mundo é benção, que somos filhos da Graça – temos a divindade dentro de nós…

 

*Nas redes sociais, este texto é atribuído a São Tomás de Aquino, mas  a verdadeira autoria é de Vitor Ávila.

Imagem: Pixabay

O desejo de estar com você: Antônio Santana

Especial dia dos Namorados

Quantas vezes eu penso em você,
Quantas vezes eu sofro sem você.
Ah, os teus carinhos e os teus beijos,
A tua pele macia como algodão!
O teu rosto liso e quente como uma semente,
A tua boca ardente por um beijo meu.
Os teus olhos a brilharem de amor,
E o meu corpo a estremecer de tanto prazer.
De estar a cada dia mais perto de você,
De lhe agradecer por viver e tudo por me fazer.
O nosso amor acontecer para valer,
De poder me apaixonar de vez por você.
Poder chorar a sua ausência sem paciência,
Daquela vontade danada de o dia amanhecer.
Somente para eu ligar para você,
De poder te amar com todo o prazer.
De adormecer no interior do teu amadurecer,
Com o orvalho de um dia a felicidade corresponder.
Enquanto eu me preparo para te receber,
De viajar pelo teu corpo inteiro e nos teus seios me perder.
De desejar em todos os momentos do nosso prazer,
Em todos os dias poder dormir e acordar com você.

Feliz Dia dos Namorados!

Antônio Santana,
Escritor e Poeta.

 

Foto: Pixabay

Procura-se um alguém para amar: Leandro Flores

Especial dia dos Namorados

Alguém com um sorriso de criança,

Mas com um olhar furtivo de uma fera indomável.

Alguém que embriague meus desejos e sonde os meus pensamentos,

Apenas com um abraço. Alguém que jamais brigue comigo sem motivo,

Mas que me chame sempre atenção quando estiver errado.

Alguém que ouça comigo a musica que eu adoro,

Mas que não seja hipócrita para dizer que gostou só para me agradar.

Alguém que ria das minhas bobagens e nunca me deixe com cara de idiota na frente dos seus amigos.

Alguém incapaz de fazer mal a uma mosca,

Mas extremamente capaz de enfrentar o mundo por minha causa.

Alguém que me ache bonito, interessante, mesmo com a velha farda do trabalho.

E que, ainda assim, tenha orgulho de apresentar Para as suas amigas como o seu homem.

Alguém para que possa oferecer poemas de amor, músicas românticas e que valorize isso

como uma incontestável prova de carinho e reciprocidade.

Alguém que goste de chocolate, sorvete, cinema e poesia.

Alguém que goste de Jorge Ben Jor, Fagner ou Djavan,

mas que também saiba esbaldar-se numa noite louca, dançando a Dança do Creu na última velocidade…

Alguém que seja a minha amiga, amante e confidente.

Alguém com um jeitinho de menina, inocência de uma criança, mas atitude e relevância de uma mulher…

Enfim, alguém que tenha personalidade própria a ponto de não se submeter a qualquer relacionamento,

mas que saiba respeitar, envolver-se e compartilhar com a pessoa que estar ao seu lado, aprendendo e ensinando a cada dia.

 

Leandro Flores, escrita em 2009.

Foto: Pixabay

HOMENAGEM AO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

HOMENAGEM AO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Vamos refletir e observar
Como a cidade pode se estruturar
Com o meio ambiente limpo e sadio
Podemos ainda salvar o rio.

Com uma educação ambiental
Funcionando de verdade
Tem-se alimento com qualidade
Para atender toda a sociedade.

Educação e consumo sustentável
Preparam melhor a grande cidade
Para lidar com a sociabilidade
Com políticas públicas de responsabilidade.

A energia gerada na comunidade
Para servir a toda a popularidade
Que mora no campo e na cidade
Para servir com mais liberdade.

A criança ao estudar
Garante um bom futuro plantar
Onde o jovem possa trabalhar
Para o seu país transformar.

A Educação Ambiental,
Praticada na fazenda ou no quintal,
Serve para alimentar o homem e o animal
Desde o modo primitivo ao modelo industrial.

Antônio Santan

 

Antonio Santana é também Coordenador do Mov. Café com Poemas em Condeúba/BA

Antônio da Cruz Santana nasceu na cidade de Saubara, na Região do Recôncavo Baiano, em 9 de abril de 1971. Em sua cidade natal, fez o curso primário, na Escola Estadual Professor Caio Moura, e o ginásio, no Centro Educacional Cenecista de Saubara.

Leia mais…

“Faça que seu próprio medo tenha medo de você” – Bráulio Bessa, Poesia que transforma

Toda coragem precisa de um medo pra existir.

Que o medo de chorar
não lhe impeça de sorrir.
Que o medo de não chegar
não lhe impeça de seguir.
Que o medo de falhar
não lhe faça desistir.

Que o medo do que é real
não lhe impeça de sonhar.
Que o medo da derrota
não lhe impeça de lutar.
E que o medo do mal
não lhe impeça de amar.

Que o medo de cair
não lhe impeça de voar.
Que o medo das feridas
não lhe impeça de curar.
E que o medo do toque
não lhe impeça de abraçar.

Que o medo dos tropeços
não lhe impeça de correr.
Que o medo de errar
não lhe impeça de aprender.
E que o medo da vida
não lhe impeça de viver.

O medo pode ser bom
serve pra nos alertar,
tem função de proteger,
mas pode nos ensinar
que às vezes até o medo
vem pra nos encorajar…

Repare,

Se há medo de perder,
é sinal para cuidar.
Se há medo de desistir,
é sinal para tentar.
Se há medo de ir embora,
é sinal para ficar.

Se há medo da maldade,
é sinal para amar.
Se há medo do silêncio,
é sinal para falar.
Se o silêncio insistir,
é sinal para cantar.

Se há medo do escuro,
é sinal para iluminar.
Se há medo de um erro,
é sinal para caprichar.
Se há medo, meu amigo,
é sinal para enfrentar.

Toda coragem precisa
de um medo pra existir.
Uma estranha dependência
complicada de sentir.
A coragem de levantar
vem do medo de cair.

Use sempre a coragem
para se fortalecer.
E quando o medo surgir
não precisa se esconder.
Faça que seu próprio medo
tenha medo de você.

 

Bráulio Bessa, Poesia que transforma.

Ela ama ser mãe, mas ama também ser mulher

Dia das mães

Ela gosta sim de flores, gosta de carinho, de um mimo; de ter um dia só para ela, de se sentir importante, amada… 
Gosta das mensagens que recebe no Whatsapp. Dos posts lindos que encontra no Facebook. Dos poemas e homenagens feitos pelos poetas. Tudo isso é bom. Mas o que ela mais valoriza de fato são as atitudes diárias. O respeito por parte de quem lhe diz palavras bonitas em seu aniversário ou em datas como agora no dia das mães. Ela quer ser valorizada como mulher. Como alguém que também precisa ser percebida, admirada, levada para certos lugares. Quer ter o direito de não se sentir forte o tempo todo, sair um pouco da realidade. Da condição inevitável de ser a alavanca, coluna principal do mundo. Ela não aguenta mais esse rótulo de heroína. De super mulher. De ter de ser forte em tudo e com todos. Ela só quer alguém para dividir o peso de tudo aquilo que carrega. Quer brincar com os filhos até cansar. Sorrir escandalosamente feliz ao lado de alguém, sem essas preocupações de tudo.
Ela quer ter paz, momentos de diversão com as amigas. Chorar, às vezes, quando preciso e ser resgatada, acalentada, compreendida…

É claro que ela ama ser mãe, mas ama também ser mulher.
E ambas as condições se completam em uma só vontade: de ser apenas ela mesma, como mãe e como mulher. Sem rótulos e sem paradoxos.

 

*Texto escrito por Leandro Flores. É livre a reprodução, porém, é obrigatório citar as devidas referências de autoria e fonte.

 

Imagem: Anastasia Gepp/Pixabay

 

Autor

Leandro Flores é fundador e produtor de todos os Projetos ligados ao Café com Poemas até aqui.

 

Jornalista, Sertanista, Comendador, Poeta, Editor de Livros e Revistas e Designer Gráfico. Leandro é autor dos livros “Sorriso de Pedra – A outra face de um Poeta” e “Portfólio: Traços e Conceitos”.

É membro-fundador da Academia de Letras do Sertão Cultivista, membro da CAPPAZ – Confraria Artistas e Poetas pela Paz, além de outras instituições Acadêmicas pelo país. Também é Coordenador e Idealizador do Movimento Cultivista Brasileiro e do Projeto Cartas e Depoimentos. Já fez participações em dezenas de antologias poéticas, além de ORGANIZAR e AUXILIAR outras publicações. Leia mais…

 

 

Ela é uma moça de poses delicadas, sorrisos discretos e olhar misterioso

“Ela é uma moça de poses delicadas,

sorrisos discretos e olhar misterioso.
Ela tem cara de menina mimada,

um quê de esquisitice, uma sensibilidade de flor,

um jeito encantado de ser,
um toque de intuição e um tom de doçura.
Ela reflete lilás, um brilho de estrela, uma inquietude,
uma solidão de artista e um ar sensato de cientista.
Ela é intensa e tem mania de sentir por completo,
de amar por completo e de ser por completo.
Dentro dela tem um coração bobo,
que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez.
Ela tem aquele gosto doce de menina romântica
e aquele gosto ácido de mulher moderna.”

—  Caio Fernando Abreu

 

Imagem de Uwe Kern por Pixabay

Meu pé de Ipê – José Veríssimo

Um pé, de pé, ainda em pé
É um pé amarelo, outro roxo
É um pé rosa, outro branco
Todos são a gosto, outros setembro
Meu pé de Ipê

É um cheiro, laço, um abraço
O elo do amarelo, o gosto do roxo
O poema do branco, todos coloridos
O amarelo do amigo
Meu pé de Ipê

É um renascer do ser nascer
Montanha amontoada no meu quintal
Flor temporona no meu olhar
Um beijo pra arrebentar a semente
E fazer florir, sem medo o doce desejo
Meu pé de Ipê

É na praça, de graça
No teatro, no texto
No poema, na caneta
Na boca, no beijo
Na barriga, no elo
No amarelo, texto e contexto
Meu pé de ipê

José Veríssimo

Fotos: internet

“Uma História”, poema de Casimiro de Abreu

A brisa dizia à rosa:
– “Dá, formosa,
Dá-me, linda, o teu amor;
Deixa eu dormir no teu seio
Sem receio,
Sem receio minha flor!

Da tarde virei da selva
Sobre a relva
Os meus suspiros te dar;
E de noite na corrente
Mansamente
Mansamente te embalar!” –

E a rosa dizia à brisa:
– “Não precisa
Meu seio dos beijos teus;
Não te adoro… és inconstante…
Outro amante,
Outro amante aos sonhos meus!

Tu passas de noite e dia
Sem poesia
A repetir-me os teus ais;
Não te adoro… quero o Norte
Que é mais forte
Que é mais forte e eu amo mais!” –

No outro dia a pobre rosa
Tão vaidosa
No hastil se debruçou;
Pobre dela! – Teve a morte
Porque o Norte
Porque o Norte a desfolhou!…

 

Saiba quem foi Casimiro de Abreu