Categoria Leandro Flores

Procura-se um alguém para amar: Leandro Flores

Especial dia dos Namorados

Alguém com um sorriso de criança,

Mas com um olhar furtivo de uma fera indomável.

Alguém que embriague meus desejos e sonde os meus pensamentos,

Apenas com um abraço. Alguém que jamais brigue comigo sem motivo,

Mas que me chame sempre atenção quando estiver errado.

Alguém que ouça comigo a musica que eu adoro,

Mas que não seja hipócrita para dizer que gostou só para me agradar.

Alguém que ria das minhas bobagens e nunca me deixe com cara de idiota na frente dos seus amigos.

Alguém incapaz de fazer mal a uma mosca,

Mas extremamente capaz de enfrentar o mundo por minha causa.

Alguém que me ache bonito, interessante, mesmo com a velha farda do trabalho.

E que, ainda assim, tenha orgulho de apresentar Para as suas amigas como o seu homem.

Alguém para que possa oferecer poemas de amor, músicas românticas e que valorize isso

como uma incontestável prova de carinho e reciprocidade.

Alguém que goste de chocolate, sorvete, cinema e poesia.

Alguém que goste de Jorge Ben Jor, Fagner ou Djavan,

mas que também saiba esbaldar-se numa noite louca, dançando a Dança do Creu na última velocidade…

Alguém que seja a minha amiga, amante e confidente.

Alguém com um jeitinho de menina, inocência de uma criança, mas atitude e relevância de uma mulher…

Enfim, alguém que tenha personalidade própria a ponto de não se submeter a qualquer relacionamento,

mas que saiba respeitar, envolver-se e compartilhar com a pessoa que estar ao seu lado, aprendendo e ensinando a cada dia.

 

Leandro Flores, escrita em 2009.

Foto: Pixabay

Poetas homenageiam a cidade de Condeúba

A cidade, localizada no interior da Bahia, completou nesta quinta-feira, dia 14/05/2020, 159 anos de emancipação política

Em comemoração aos 159 anos de emancipação política da cidade de Condeúba, interior da Bahia, os poetas Leandro Flores e Antônio Santana fizeram homenagens a essa encantadora cidade, confira:


 

 

 

BEM VINDO À CONDEÚBA

 

Declaro o meu amor

A esse lugar tão encantador

Que se chama Condeúba.

Cidade mãe, cidade linda,

Para quem já conhece.

Para quem não conheceu ainda,

Condeúba tem muito a nos ensinar.

Sua história, seu povo,

Sempre tem algo a contar.

Venha visitar Condeúba,

Você vai se apaixonar.

Pela cultura, pela história,

Pela beleza desse povo:

Grande de alma e coração.

Condeúba é uma joia perdida,

Escondida nas entranhas

Desse imenso sertão.

(Leandro Flores)

Condeúba é a cidade de coração do poeta. Foi lá onde Leandro passou a maior parte de sua vida e escreveu suas mais belas histórias, como no texto acima, escrito em 2014, evidentemente, sem o clima de “porteira fechada”, como este que estamos vivendo por conta da COVID-19. Mas, de toda forma, passado essa fase ruim, certamente a cidade terá o maior prazer em receber as pessoas, sempre com boas-vindas, igualzinho no poema.

Leandro Flores é fundador e produtor dos Projetos ligados ao Café com Poemas.

 

Jornalista, Sertanista, Comendador, Poeta, Editor de Livros e Revistas e Designer Gráfico. Leandro é autor dos livros “Sorriso de Pedra – A outra face de um Poeta” e “Portfólio: Traços e Conceitos”.

É membro-fundador da Academia de Letras do Sertão Cultivista, membro da CAPPAZ – Confraria Artistas e Poetas pela Paz, além de outras instituições Acadêmicas pelo país. Também é Coordenador e Idealizador do Movimento Cultivista Brasileiro e do Projeto Cartas e Depoimentos. Já fez participações em dezenas de antologias poéticas, além de ORGANIZAR e AUXILIAR outras publicações. Leia mais…

 


Antônio Santana
Também, quem homenageou Condeúba foi o poeta Antônio Santana, nosso coordenador local do Movimento Cultivista (Café com Poemas). Morador da cidade há vários anos, Santana é um declarado amante da cidade. Escreveu vários livros e é um incansável articulador cultural na região. Confira a homenagem: 

 


 

 

CONDEÚBA

Do chão seco sem chuva
Da mata verde como uma uva
Do inverno que chega sem chuva
Do verão sem vento com resfriamento.

A primavera dos bons momentos
Um rio que seca sem ressentimento
Um convite de casamento
A tradição dos velhos tempos.

O barro seco do esgotamento
O discurso do juramento
Da barragem de cimento
Condeúba do meu pensamento.

Da mata sem idade
Do povo da saudade
Do baile da terceira idade
No Centro Cultural da cidade.

(António Santana)

 

 

 


 

homenagem santana a Condeúba poeta café com poemas

homenagem santana a Condeúba poeta café com poemas

 

Antonio Santana é também Coordenador do Mov. Café com Poemas em Condeúba/BA

Antônio da Cruz Santana nasceu na cidade de Saubara, na Região do Recôncavo Baiano, em 9 de abril de 1971. Em sua cidade natal, fez o curso primário, na Escola Estadual Professor Caio Moura, e o ginásio, no Centro Educacional Cenecista de Saubara.

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Ela ama ser mãe, mas ama também ser mulher

Dia das mães

Ela gosta sim de flores, gosta de carinho, de um mimo; de ter um dia só para ela, de se sentir importante, amada… 
Gosta das mensagens que recebe no Whatsapp. Dos posts lindos que encontra no Facebook. Dos poemas e homenagens feitos pelos poetas. Tudo isso é bom. Mas o que ela mais valoriza de fato são as atitudes diárias. O respeito por parte de quem lhe diz palavras bonitas em seu aniversário ou em datas como agora no dia das mães. Ela quer ser valorizada como mulher. Como alguém que também precisa ser percebida, admirada, levada para certos lugares. Quer ter o direito de não se sentir forte o tempo todo, sair um pouco da realidade. Da condição inevitável de ser a alavanca, coluna principal do mundo. Ela não aguenta mais esse rótulo de heroína. De super mulher. De ter de ser forte em tudo e com todos. Ela só quer alguém para dividir o peso de tudo aquilo que carrega. Quer brincar com os filhos até cansar. Sorrir escandalosamente feliz ao lado de alguém, sem essas preocupações de tudo.
Ela quer ter paz, momentos de diversão com as amigas. Chorar, às vezes, quando preciso e ser resgatada, acalentada, compreendida…

É claro que ela ama ser mãe, mas ama também ser mulher.
E ambas as condições se completam em uma só vontade: de ser apenas ela mesma, como mãe e como mulher. Sem rótulos e sem paradoxos.

 

*Texto escrito por Leandro Flores. É livre a reprodução, porém, é obrigatório citar as devidas referências de autoria e fonte.

 

Imagem: Anastasia Gepp/Pixabay

 

Autor

Leandro Flores é fundador e produtor de todos os Projetos ligados ao Café com Poemas até aqui.

 

Jornalista, Sertanista, Comendador, Poeta, Editor de Livros e Revistas e Designer Gráfico. Leandro é autor dos livros “Sorriso de Pedra – A outra face de um Poeta” e “Portfólio: Traços e Conceitos”.

É membro-fundador da Academia de Letras do Sertão Cultivista, membro da CAPPAZ – Confraria Artistas e Poetas pela Paz, além de outras instituições Acadêmicas pelo país. Também é Coordenador e Idealizador do Movimento Cultivista Brasileiro e do Projeto Cartas e Depoimentos. Já fez participações em dezenas de antologias poéticas, além de ORGANIZAR e AUXILIAR outras publicações. Leia mais…

 

 

UMA CARTA PARA MINHA MÃE

Mensagem para o dia das mães

Querida mãe,

 

Que fase, né! Imagine, eu não poder passar aí para te dá aquele abraço de sempre, para comemorar contigo esse dia que é todo seu! Todo nosso.

Imagine, mãe, ter que passar esse dia tão especial distante de ti! Sem a família toda reunida no sofá, sem almoço de domingo, sem selfs e correria de menino pela casa. Como meu coração não fica em saber que esse dia especial vai ser desse jeito… de longe… sem colo, sem grude, sem seus afagos de mãe.

Mas, apesar da distância, apesar do abraço virtual e, sem aquele cheiro de proteção que só a senhora tem, saiba que te amo muito. E não vai ser um vírus que vai nos separar, que vai nos impedir de sentir a sua presença em todos os instantes.

Que Deus te proteja de todas as angustias destes tempos!

Sossegue teu coração e se cuide!

Feliz dia das mães.

 

*Texto escrito por Leandro Flores. É livre a reprodução, porém, é obrigatório citar as devidas referências de autoria e fonte.

 

Autor

Leandro Flores é fundador e produtor de todos os Projetos ligados ao Café com Poemas.

 

Jornalista, Sertanista, Comendador, Poeta, Editor de Livros e Revistas e Designer Gráfico. Leandro é autor dos livros “Sorriso de Pedra – A outra face de um Poeta” e “Portfólio: Traços e Conceitos”.

É membro-fundador da Academia de Letras do Sertão Cultivista, membro da CAPPAZ – Confraria Artistas e Poetas pela Paz, além de outras instituições Acadêmicas pelo país. Também é Coordenador e Idealizador do Movimento Cultivista Brasileiro e do Projeto Cartas e Depoimentos. Já fez participações em dezenas de antologias poéticas, além de ORGANIZAR e AUXILIAR outras publicações. Leia mais…

 

Frases – Leandro Flores

“Em tempos de infecção,
Que o amor seja o único
a se proliferar cem por cento
no coração das pessoas…”

Leandro Flores

ENCONTRO COM OS ALUNOS DO COLÉGIO ADELMÁRIO PINHEIRO – POR LEANDRO FLORES

1 de ago. de 2018 22:18

Recentemente, fui convidado para um bate-papo com os alunos do Colégio Adelmário Pinheiro, no povoado da Feirinha, município de Condeúba-BA.

O convite partiu do professor e coordenador, Rubens Ribeiro, quando eu ainda estava em Salvador. A gente se conhece há muito tempo e o projeto de eu ir à escola no qual ele leciona é antigo. Por conta das minhas andanças pelo Brasil a fora, o encontro quase nunca dava certo. Até que ele me convidou novamente e como eu já estava em Condeúba, acabou dando certo.

E olha, foi uma experiência muito boa, viu. No momento da “palestra” um dos alunos até me perguntou qual evento que eu tinha ido e que tinha mais gostado. A resposta foi instantânea e verdadeira: era aquele evento… Por mais que eu já tivesse feito isso diversas outras vezes, principalmente em Salvador, Belo Horizonte (nos centros culturais e em escolas públicas), Rio de Janeiro e outros lugares, aquele evento no Colégio Adelmário Pinheiro era especial.

A começar, porque foi em minha própria terra. Condeúba é um lugar que me viu crescer, onde eu tenho um profundo carinho e até certas doses (exageradas, por sinal) de paixão. Foi aqui (ou lá) onde publiquei o meu primeiro livro, onde me inspirei para criar diversos personagens e poemas, foi onde enfrentei as maiores dificuldades (que me fizeram crescer, evidente), onde tenho meus amigos, minha família, enfim… Condeúba é um lugar que conta muito de mim, onde eu conto muito também (da cidade) por onde eu vou… afinal de conta, é aqui o lugar onde partilho dos maiores desafios (tanto no passado, no presente e, quem sabe, no futuro).

Foi uma tarde sensacional, onde tive o privilégio de falar sobre as minhas experiências como poeta e escritor, ao longo desses 10 anos de dedicação à literatura, falar das minhas obras, dos meus projetos e sobre diversos outros temas.

Os alunos, sempre bem atentos, faziam perguntas e mostravam também os seus talentos. Descobri, por exemplo, que alguns deles já haviam participado de um projeto de leitura nacional e até publicado alguns trabalhos. Vi o quanto, principalmente sobre orientação da professora Rosângela, eles produziam trabalhos (artísticos diversos). Teve até uma pequena encenação (adorei essa parte) de um aluno com o meu nome. E o pior é que o guri parecia realmente comigo (risos).

O colégio era muito bem avaliado (pelo IDEB, inclusive), como confessou a Diretora Delma Nascimento (que, coincidentemente, foi minha colega do ensino médio, juntamente com outros professores que eu tive o prazer de revê-los).

Saí de lá com as melhores impressões; dos alunos, dos professores, do colégio, da administração, enfim, de todos.

Voltaria mil vezes, como eu disse (com gratidão) a um aluno de tão proveitoso que foi esse encontro.

É isso que espero para a educação do meu país, da administração da minha cidade. Condeúba (e agora Cordeiros também) é uma cidade privilegiada por produzir bela referência na cultura (principalmente na literatura). Mas também precisa passar por essa valorização para que haja sempre belas histórias para contar (e, quem sabe, publicar). Existem muitos talentos a serem lapidados, incentivados, acolhidos e valorizados na região. Basta apenas uma oportunidade, um olhar com atenção e esses talentos aparecem (e ficarão para sempre na história porque as escritas nunca morrem, assim como os poetas também não).

Confira algumas fotos:

Leandro Flores é fundador e produtor de todos os Projetos ligados ao Café com Poemas.

Jornalista, Sertanista, Comendador, Poeta, Editor de Livros e Revistas e Designer Gráfico. Leandro é autor dos livros “Sorriso de Pedra – A outra face de um Poeta” e “Portfólio: Traços e Conceitos”.

É membro-fundador da Academia de Letras do Sertão Cultivista, membro da CAPPAZ – Confraria Artistas e Poetas pela Paz, além de outras instituições Acadêmicas pelo país. Também é Coordenador e Idealizador do Movimento Cultivista Brasileiro e do Projeto Cartas e Depoimentos. Já fez participações em dezenas de antologias poéticas, além de ORGANIZAR e AUXILIAR outras publicações. Leia mais…

Paixões ao extremo levam à perdição

Esse ambiente político/religioso é um campo minado de hipocrisia e desonestidade. 
Não há positividade em quem se apaixona aos extremos… Não há luz, nem verdades, em quem se posiciona estreitamente em um determinado lado e, sem preceitos, condena o outro com a única finalidade de se ter um algoz, com exclusiva pertinência de promoção factual. 

 

➤ Leia também:

 

Sim, agora ele (o opressor) é o porta-voz daquela parcela de rebanhos. Criou-se bando, organização e o seu único propósito é a representação político/partidária. 

Mesmo que a lucidez seja o meio termo, entre a razão e a fé, entre a Direita e a Esquerda, entre o dito “Sagrado” e o “Profano”, os extremistas preferem a representação, o confronto, a bandalheira.

Não podemos nos apaixonar por ideias fabricadas e retocadas, por “deuses” alheios (indiferentes a nossa realidade), por conceitos extremistas de contradições e negações que provoquem uma ‘desarmonia’ e que afetem as convicções das pessoas. 

Há um misto de possibilidades, mas sabemos que existe apenas uma verdade: aquela que se carrega em particular. 

Defenda tudo que acredita sim, mas faça isso com equilibro e com tolerância. Lute pelos os seus propósitos sim, mas sem ofensas. Sem prejudicar, nem invadir o direito do outro de pensar diferente do que você. 

É isso que Jesus gostaria que aprendêssemos quando disse: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos (Mateus 5:6).”

Há sempre uma recompensa para quem procede com justiça e retidão, sem extremismo suicida e sem paixão à ignorância.

 

 

*Texto escrito por Leandro Flores em 2016. É livre a reprodução, porém, é obrigatório citar as devidas referências de autoria e fonte.

 

 

 

Leandro Flores é fundador e produtor de todos os Projetos ligados ao Café com Poemas.

É membro-fundador da Academia de Letras do Sertão Cultivista, membro da CAPPAZ – Confraria Artistas e Poetas pela Paz, além de outras instituições Acadêmicas pelo país. Também é Coordenador e Idealizador do Movimento Cultivista Brasileiro e do Projeto Cartas e Depoimentos. Já fez participações em dezenas de antologias poéticas, além de ORGANIZAR e AUXILIAR outras publicações. Leia mais…

Jornalista, Sertanista, Comendador, Poeta, Editor de Livros e Revistas e Designer Gráfico. Leandro é autor dos livros “Sorriso de Pedra – A outra face de um Poeta” e “Portfólio: Traços e Conceitos”.

Nietzsche: “Temos a arte para não morrer ou enlouquecer perante a verdade”

Nietzsche, filósofo e poeta prussiano já dizia que: “Temos a arte para não morrer ou enlouquecer perante a verdade. Somente a arte pode transfigurar a desordem do mundo em beleza e fazer aceitável tudo aquilo que há de problemático e terrível na vida” (2008).

Nunca uma frase como essa, do grande e incomparável pensador do século XIX, fez tanto sentido como agora, nestes tempos de afogamento de esperança, de sonhos, em que o país e o mando passam por diversas transformações que muitas vezes nos deixam fora de eixo, sem chão, sem saída e desesperançosos em relação ao futuro.

A arte vem como refúgio, como fuga nesse processo de endurecimento de alma. Acaba sendo uma das poucas ferramentas – ainda – capazes de trazer um sorriso, uma paixão, uma vontade de deixar as coisas mais leves, de trazer algum sentido para o mundo, traduzindo aquilo que ainda conseguimos observar e sentir como BELO, como SIGNIFICATIVO e aproveitoso para alguém e para o universo como todo.

O mundo está em cacos, se diluindo em ideologias cada vez mais extremistas, cada vez mais conflitantes e, a arte, mesmo sendo também uma ferramenta de perseguição dessa escalada da estupidez, acaba sobrevivendo (para o nosso bem) e, assim, quem sabe, algum dia possamos lembrar novamente Nietzsche, só que desta vez como chave de memória, não como lamentação de um estado fático, podendo dizer também que a arte venceu finalmente. “E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música.”

*Texto escrito por Leandro Flores. É livre a reprodução, porém, é obrigatório citar as devidas referências de autoria e fonte.

 

 

Fotos: Pixabay

 

Leandro Flores é fundador e produtor de todos os Projetos ligados ao Café com Poemas.

Jornalista, Sertanista, Comendador, Poeta, Editor de Livros e Revistas e Designer Gráfico. Leandro é autor dos livros “Sorriso de Pedra – A outra face de um Poeta” e “Portfólio: Traços e Conceitos”.

É membro-fundador da Academia de Letras do Sertão Cultivista, membro da CAPPAZ – Confraria Artistas e Poetas pela Paz, além de outras instituições Acadêmicas pelo país. Também é Coordenador e Idealizador do Movimento Cultivista Brasileiro e do Projeto Cartas e Depoimentos. Já fez participações em dezenas de antologias poéticas, além de ORGANIZAR e AUXILIAR outras publicações. Leia mais…

Leandro Flores – Algo bom está para acontecer

Às vezes, tenho a sensação de que ALGO DE MUITO BOM ainda está por vir em minha vida.

Não sei o quê, nem quando isso irá acontecer, mas tenho a plena convicção de que alguma coisa muito boa já está reservada, empacotada, endereçada, diretamente à minha vida e que tenho apenas que ir buscar no lugar certo, na hora certa…

E cá entre nós: estou mesmo precisando viu…

Um novo amor, daqueles de final de novela, um emprego dos sonhos que me traga estabilidade financeira, um cantinho só meu, um passeio ao Rio de Janeiro, tirar minha carteira de motorista, fazer uma faculdade, comprar um carro novo, escrever um monte de livros, ser reconhecido, sei lá, são tantas coisas que desejo que assim fica até difícil saber o que eu realmente quero ou preciso, neste momento.

Também, a vida não tem sido muito generosa comigo, viu. Tenho enfrentado fases muito difíceis, ultimamente, a ponto de, até pensar em desistir.  Juro que dar vontade de jogar tudo para o alto e recomeçar de novo em um outro lugar diferente, seguir outras direções ou quem sabe até retornar do mesmo lugar de onde comecei!

Mas, acontece que não sou desses que desistem fácil de um determinado objetivo. Para mim, uma luta só vale a pena se tiver condição de levá-la ao final, até o último round, de preferênciaMas, não escondo o meu medo de estar fazendo (ou ter feito) tudo errado. De nadar, nadar e nadar, depois, morrer afogado, decepcionado na praia, sem força, com aquela sensação miserável de quem diz “o que é que eu vim mesmo fazer aqui?”.

Vivo sempre me perguntando: até onde vai um sonho ou a vontade de realizar certas necessidades?

Mas, se a vida é mesmo um tiro no escuro, como alguém já disse, então, vou ser o primeiro a puxar o gatilho, só mesmo para garantir a minha sobrevivência. Pá, pá, pá!!!! Há tanta coisa para conquistar que nem sei por onde começar direito,  então eu atiro. Já me acertaram demais às escuras. Já fui baleado diversas vezes, por estar frente ao alvo, sem coragem de atirar. Agora é tudo ou nada. Esses “inimigos” precisam ser combatidos antes de prosseguir rumo à minha vitória.

A realidade me consome a cada dia que passa. Tenho vontade de abraçar o mundo inteirinho de uma só vez, depois, jogar tudo no chão e catar somente os caquinhos que me interessam. Tenho pressa de conseguir o que quero logo de uma só vez, e é ai que descubro as minhas fragilidades, sou pequeno demais diante dos meus próprios sonhos.

Sei que cada coisa tem o seu tempo, e ninguém é superior a isso.

Por isso, é preciso deixar a vida me conduzir devagarzinho.

Entrar no barco e me atirar ao rio. Sem medo, sem pressa.

Sem me preocupar muito aonde vou parar, quem ou quê, irei encontrar pelo caminho,  pois, acredito que quem estará na direção é/será o maior marinheiro de todos, é quem tem me trazido até aqui. É quem se preocupa comigo. Ele sabe de tudo. Sabe dos caminhos, sabe do que preciso, do que é melhor para mim…

Que ele me guie, então, em direção aquele lago tranquilo e silencioso que se chama felicidade.

Peço a Ele apenas saúde e força para continuar seguindo em diante e assim, vou sonhando com dias melhores, bem distante de tudo e de todos que me faziam bem. Até mesmo da minha felicidade, que antes era tão próxima a mim, agora vive longe… bem longe!!

E, sem saber, ou me dando conta, vou vivendo. O tempo vai passando e tudo que eu deixo é apenas poesia e a esperança de que, ao final, tudo dê certo. Do jeitinho que quero, do jeitinho que espero e preciso.

Então, que as minhas apostas sejam certeiras. Só preciso mesmo é me convencer disso.

Estou indo buscar a minha encomenda nos correios.

Autor: Leandro Flores

Imagem: Pixabay

Obs. Texto publicado em qua, 19 dez 2012 , pelo site Ddez.com e atualizado em 15/01/2020 pelo autor.

Leandro Flores é fundador e produtor de todos os Projetos ligados ao Café com Poemas.

Jornalista, Sertanista, Comendador, Poeta, Editor de Livros e Revistas e Designer Gráfico. Leandro é autor dos livros “Sorriso de Pedra – A outra face de um Poeta” e “Portfólio: Traços e Conceitos”.

É membro-fundador da Academia de Letras do Sertão Cultivista, membro da CAPPAZ – Confraria Artistas e Poetas pela Paz, além de outras instituições Acadêmicas pelo país. Também é Coordenador e Idealizador do Movimento Cultivista Brasileiro e do Projeto Cartas e Depoimentos. Já fez participações em dezenas de antologias poéticas, além de ORGANIZAR e AUXILIAR outras publicações. Leia mais…

Consciência Negra

Consciência de raça 
Consciência de cor 
Consciência de seu papel 
Consciência de seu valor 

Consciência libertária 
Consciência que faz acontecer
Consciência Igualitária
Consciência para se viver

Consciência das diversidades e crenças
Consciência de que o mundo tem várias cores
Consciência de que é preciso mais respeito
Consciência de alguns valores

Consciência de que não há diferença
Consciência de que somos todos iguais
Consciência de que preconceito é doença
Consciência de que o amor vale mais

Um poema de Leandro Flores



Leandro Flores é fundador e produtor de todos os Projetos ligados ao Café com Poemas.

Jornalista, Sertanista, Comendador, Poeta, Editor de Livros e Revistas e Designer Gráfico. Leandro é autor dos livros “Sorriso de Pedra – A outra face de um Poeta” e “Portfólio: Traços e Conceitos”.

É membro-fundador da Academia de Letras do Sertão Cultivista, membro da CAPPAZ – Confraria Artistas e Poetas pela Paz, além de outras instituições Acadêmicas pelo país. Também é Coordenador e Idealizador do Movimento Cultivista Brasileiro e do Projeto Cartas e Depoimentos. Já fez participações em dezenas de antologias poéticas, além de ORGANIZAR e AUXILIAR outras publicações. Leia mais…