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Jovem pedreiro, que sustentava a família com seu salário, ganha bolsa de estudos e vai se tornar arquiteto

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Ariel explica que os pais não tiveram a oportunidade de estudar, mas que sempre lhe ensinaram a importância da educação para transformar vidas!

Muitas pessoas encontram dificuldades quando tentam perseguir seus sonhos, não porque se sentem desmotivadas ou não tenham força de vontade, mas porque as adversidades fazem com que os objetivos fiquem cada vez mais distantes.

Nem todos têm a chance de concluir os estudos, ainda na infância ou adolescência, muitos precisam abandonar a escola para trabalhar a fim de complementar a renda da família ou precisam se sustentar sozinhos. Com o trabalho, fica complicado conciliar os horários de aula e o ganha-pão, sendo lógica a escolha que o indivíduo faz.

Em Mendoza, na Argentina, o jovem Ariel Flores sempre ouviu de seus pais que deveria valorizar a educação. Mesmo sendo de uma família extremamente pobre, em que as oportunidades eram escassas, todos faziam questão de enaltecer aquilo que estava tão distante, talvez por ser um sonho para todos: a faculdade.

Os pais de Ariel não foram capazes de concluir os estudos, o árduo trabalho os impossibilitou de nutrir sonhos, e acabaram fazendo o que todos fazem: torcendo para que a realidade do filho fosse melhor.

A infância não foi confortável e, conforme foi crescendo, o jovem precisou trabalhar como pedreiro, segundo reportagem do jornal local Los Andes.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Diario Móvil.
Fonte: OSegredo

Mesmo tendo de viver uma dura realidade, os pais ajudaram a alimentar os sonhos e esperança do filho, que sempre quis se tornar arquiteto. A mãe trabalha como vendedora ambulante nas ruas de sua cidade, enquanto o pai foi aposentado por invalidez por causa de problemas de saúde adquiridos durante os anos no ramo da construção.

Mas a escassez financeira não foi uma barreira intransponível, com o pai Ariel aprendeu tudo o que podia sobre construção civil, até ele desenvolver uma hérnia de disco e precisar se afastar. E se manteve firme na escola, tirando boas notas e se esforçando para aprender o máximo que pudesse, aquilo sempre foi importante para toda a família.

 

Todos perceberam que Ariel tinha vocação para arquitetura desde a infância, já que assistia a desenhos animados na televisão e, de memória, copiava as construções usando lápis e papel.

O jovem também costumava desenhar cartuns, isso tomava todo o seu dia, quando o trabalho ainda não havia se tornado uma obrigação.

Seu conhecimento em desenho e na construção o fez pegar um caminho que o leva direto à realização de um sonho. Ariel foi aceito na Escola de Arquitetos Manuel Victor Civit, da Universidade de Congreso, e o reitor decidiu conceder-lhe uma bolsa de estudos, dada a atual crise econômica e sanitária do país.

Ariel não pode apenas fazer faculdade, mesmo com a bolsa de estudos, porque sua família conta com sua renda para ajudar a custear as despesas da casa. Ele decidiu que vai conciliar faculdade de Arquitetura com o trabalho como pedreiro, sabendo que isso vai ser difícil equilibrá-los. Mas o jovem está confiante em sua garra e persistência, além de se animar por poder talvez realizar seu grande sonho!

 

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Fonte: Reprodução na íntegra do site O Segredo

Obs. Não conseguimos identificar a autoria de todas as imagens 

 

Jovem baiana é primeira brasileira a ganhar prêmio global da ONU sobre meio ambiente

Por: Ricardo Senra – @ricksenra – Da BBC Brasil em Londres

A baiana Anna Luisa Beserra, de 21 anos, acaba se tornar a primeira brasileira a vencer o prêmio Jovens Campeões da Terra, principal premiação ambiental das Nações Unidas para jovens entre 18 e 30 anos.

A homenagem acontecerá em um baile de gala marcado para o dia 26, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Acostumada a laboratórios químicos e termos científicos desde a adolescência, Beserra explica com simplicidade a invenção para aqueles nunca viram um tubo de ensaio na vida.

“A gente passa protetor quando vai à praia justamente para nos protegermos contra a radiação ultravioleta. Em humanos, ela causa câncer de pele. Mas, para vírus e bactérias, ela é letal. A gente aproveita a mesma radiação ultravioleta para fazer o tratamento na água, que passa a ser potável”, diz.

Nascida em Salvador, Beserra começou a desenvolver a tecnologia aos 15 anos, em 2013, depois de ganhar uma bolsa para jovens cientistas oferecida pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), do governo federal.

De lá para cá, ela criou 10 versões distintas até chegar à tecnologia atual, que purifica água não-potável usando a luz solar, sem produtos químicos ou filtros descartáveis.

Segundo a ONU, 1,8 bilhão de pessoas bebem água imprópria ao consumo humano no mundo. No Brasil, segundo dados divulgados neste ano pelo Intituto Trata Brasil, cerca de 35 milhões de pessoas não têm acesso a redes de água potável.

Batizado de Aqualuz, o dispositivo foi acoplado em fase de testes a cisternas na região do semi-árido do nordeste brasileiro e já garante acesso a água limpa para 265 pessoas.

“Até o fim do ano chegaremos a mais 700”, afirma. “É uma metodologia muito fácil e viável para estas regiões. O dispositivo dura 20 anos, em média, e só precisa ser limpo com água e sabão.”

‘Democratizar o acesso a água potável’

Dispositivo foi acoplado a cisternas na região do semi-árido do nordeste brasileiro e já garante acesso a água limpa para 265 pessoas

Vencedora da categoria América Latina e Caribe da premiação oferecida pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Beserra quer agora expandir a tecnologia para fora do Brasil.

“A gente não esperava (o prêmio), foi uma grande surpresa. Agora, sabemos que não só vamos ter o retorno financeiro para investir no projeto, como também estamos abrindo portas para expandir a tecnologia para África, Ásia e outros países da América Latina”, diz.

“A meta é democratizar o acesso a agua potável”, prossegue a criadora do Aqualuz, que é capaz de limpar até 10 litros de água em 4 horas.

Agora elevada a uma das “ideias mais inovadoras e arrojadas para solucionar os desafios ambientais mais urgentes do nosso tempo”, segundo a ONU, a solução criada pela jovem brasileira pode frear os impactos devastadores da nona principal causa de mortes em todo o mundo.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, só em 2016, 1,4 milhão de pessoas morreram em decorrência de doenças diarréicas contraídas pelo consumo de água contaminada.

A ONU aponta que estas mortes estão “diretamente ligadas à falta de água potável e à falta de saneamento e de acesso à higiene” e que os problemas atingem principalmente “populações jovens, vulneráveis ou que vivem em zonas rurais remotas”.

 

Foto: autoria desconhecida