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Os melhores livros de Lygia Fagundes Telles para quem gosta de uma boa leitura

Infelizmente neste domingo, dia 03 de abril tivemos a notícia da morte da nossa tão admirada Lygia Fagundes Telles, considerada uma das mais notáveis escritoras brasileiras, destacando-se como uma grande contista e romancista.

E para homenageá-la,  reunimos uma lista (com base numa lista, feita pelo site Folha de São Paulo) com alguns livros da extensa obra de Lygia Fagundes Telles, alguns dos quais nunca mais foram reeditados.

Porão e sobrado (1938)

Primeiro livro publicado por Fagundes Telles, em 1938, quando ela tinha quinze anos, com a ajuda do pai. Reúne nove contos, sendo que alguns já tinham saído em jornais da época, quando ela tinha treze anos. Já a partir do título, é possível perceber a consciência social que ela já tinha desde a adolescência. Tanto esse quanto Praia viva e O cacto vermelho foram renegados posteriormente pela escritora, nunca mais sendo reeditados.

Praia viva (1944)

Com dez contos, o livro só conseguiu ser publicado em 1944, embora ela tenha tentado lançá-lo anos antes. Não conseguia pois os editores com quem se encontrava estavam mais interessados em destacar sua beleza do que o seu trabalho, conforme se vê em uma carta que ela enviou a Erico Verissimo, em 9 de setembro de 1941, e que pode ser lida no site do Instituto Moreira Salles. Tanto esse quanto Porão e sobrado e O cacto vermelho foram renegados posteriormente pela escritora, nunca mais sendo reeditados.

O cacto vermelho (1948)

Lançado em 1948 e ganhador do Prêmio Afonso Arinos da Academia Brasileira de Letras, traz doze contos, entre os quais “O menino” e “A confissão de Leontina”, que voltaram a aparecer em Antes do baile verdeA estrutura da bolha de sabão e outras obras posteriores. Tanto esse quanto Porão e sobrado e Praia Viva foram renegados posteriormente pela escritora, nunca mais sendo reeditados.

Ciranda de pedra (1954)
Companhia das Letras. 224 pp. R$ 52,90

Primeiro romance de Fagundes Telles, que saiu em 1954, considerado por ela e pelo crítico Antonio Candido como o livro que marca a sua maturidade literária. Dividido em duas partes, conta a história de Virginia, uma menina que vive com a mãe, desquitada, que está à beira de um colapso mental. Suas duas irmãs mais velhas vivem com o pai em uma casa grande e confortável e com um jardim amplo. A segunda parte traz Virginia já mais velha tendo que lidar com familiares e amigos. A obra já tratava de temas como homossexualidade feminina, impotência sexual e vida sexual ativa da mulher. Foi duas vezes adaptado pela TV Globo como novela, uma em 1981 e outra em 2008.

Histórias do desencontro (1958)

É o retorno aos contos de Fagundes Telles, que reúne catorze histórias lançadas em 1958. Cinco desses contos foram publicados novamente em Antes do baile verde, entre os quais o famoso “Venha ver o pôr do sol”, sobre dois jovens que marcam o seu último encontro em um cemitério. A obra recebeu o prêmio de melhor livro de contos do Instituto Nacional do Livro.

Histórias escolhidas (1961)

Primeira antologia da escritora paulistana, publicada em 1961, trazendo seis contos de O cacto vermelho, oito de História do desencontro e dois inéditos: “O noivo” e “As cerejas”, um dos melhores exemplos de como a autora se utiliza do erotismo em seus contos, através da relação entre uma mulher e o sobrinho do seu marido, tudo narrado pelo ponto de vista de uma parente mais jovem. Aqui já se percebe uma prática que Fagundes Telles vai seguir ao longo da carreira: a revisão e alteração na escrita das histórias originais.

Verão no aquário (1963)
Companhia das Letras. 232 pp. R$ 59,90

O segundo romance de Fagundes Telles foi lançado em 1963, e conta a história de Raiza, uma moça que está apaixonada por um jovem rapaz que pretende se tornar padre. Ao mesmo tempo, ela desconfia de que ele esteja tendo um caso com sua mãe. Aqui é possível perceber claramente a influência do narrador machadiano, em especial o de Dom Casmurro, pois fica no ar a pergunta se a mãe de Raiza estava realmente tendo um caso com André. Essa influência também se estendeu para o cinema, pois Fagundes Telles, junto com Paulo Emilio Salles Gomes, escreveu o roteiro de Capitu, filme de 1968 dirigido por Paulo Cezar Saraceni, uma adaptação cinematográfica da obra-prima machadiana.

O jardim selvagem (1965)

A primeira edição desse livro de 1965 reúne doze contos, contendo alguns dos mais famosos da obra lygiana: “Antes do Baile Verde”, “A caçada”, “Meia-noite em ponto em Xangai”, “O Jardim Selvagem”; “A Medalha” e “O espartilho”, que foram republicados em livros posteriores. A segunda edição, lançada na década de 70, traz apenas cinco contos da versão original, mas posteriormente não foi mais reeditado.

Antes do baile verde (1970)
Companhia das Letras. 208 pp. R$ 52,90

O livro de contos mais conhecido da obra lygiana, lançado em 1970, reunindo inicialmente vinte contos, entre inéditos e já publicados, que foram revisados por Fagundes Telles a fim de atingirem suas melhores formas. O conto “Antes do baile verde” recebeu o Grande Prêmio Internacional Feminino para Contos Estrangeiros, em Cannes, na França, em 1969.

As meninas (1973)
Companhia das Letras. 304 pp. R$ 54,90

O romance mais famoso da obra lygiana foi lançado em 1973, com a publicação de um relato de tortura que Fagundes Telles recebeu em casa, escrito em um panfleto. O livro mostra a sofisticação que a narrativa da escritora alcançou através de quatro narradores: um narrador em terceira pessoa e três jovens universitárias — Lorena (a burguesinha rica que se apaixona por um homem mais velho casado), Lia (que se envolve com grupos clandestinos que combatem o regime militar) e Ana Clara (a mais bonita das três, que é modelo e dependente de drogas). Vencedor do prêmio Jabuti, em 1974. Foi adaptado em 1995 para o cinema, com direção de Emiliano Ribeiro, com Adriana Esteves, Drica Moraes e Cláudia Liz nos papéis das “meninas”.

Seminário dos ratos (1977)
Companhia das Letras. 184 pp. R$ 54,90

Publicado em 1977, hoje o livro, após revisões e alterações, traz, ao todo, treze contos, entre os quais “Tigrela” e “As Formigas”, um dos mais lidos da autora ao lado de “Venha ver o pôr do sol”. Ambos capturam bem a aura de estranhamento criada por Fagundes Telles em seus contos, em que não se sabe se há ou não algo sobrenatural acontecendo. O conto homônimo que dá título ao livro também traz uma aura de surrealismo a um tema mais claramente político.

Filhos pródigos/A estrutura da bolha de sabão (1978)
Companhia das Letras. 184 pp. R$ 54,90. Posf. Alfredo Bosi.

Lançado em 1978 com o título de Filhos pródigos, é uma seleção de nove contos que haviam sido publicados anteriormente em periódicos, antologias coletivas ou livros da própria autora, mas que estavam esgotados. Em 1991, foi reeditado (com um conto a menos do que no original) com o título de outro conto famoso: “A estrutura da bolha de sabão”.

A disciplina do amor (1980)
Companhia das Letras. 224 pp. R$ 49,90. Posf. Noemi Jaffe.

O primeiro livro da ficção memorialística de Lygia Fagundes Telles, publicado em 1980, contendo “miniaturas”, como esses textos fragmentários eram chamados por Carlos Drummond de Andrade. É um estilo que mistura biografia e invenção, chamados de “coleção de ‘biografemas’” por Noemi Jaffe, que escreveu o posfácio da edição mais recente da Companhia das Letras. Ganhador do Prêmio Jabuti e o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

As horas nuas (1989)
Companhia das Letras. 256 pp. R$ 54,90. Posf. José Paulo Paes.

Quarto e último romance publicado por Fagundes Telles, em 1989, em que a autora faz várias autorreferências a obras anteriores, seja na forma de paródia, seja em repetições de frases e imagens. O livro começa dando a ideia de que a protagonista é Rosa Ambrosio, uma atriz decadente, e seu gato, Rahul, que é um dos narradores. Mais adiante, a trama vira uma espécie de romance policial em que tenta-se descobrir a resolução do mistério do desaparecimento de uma das personagens do romance. Mas a resolução está em um conto anterior da autora.

A noite escura e mais eu (1995)
Companhia das Letras. 128 pp. R$ 47,90

O título faz referência a um verso de Cecília Meireles e é o último livro de contos “ficcionais” de Fagundes Telles, publicado em 1995. Traz nove contos, dentre os quais “Dolly” e “Anão de Jardim” (narrado justamente por um anão de jardim), considerado o “conto total” da obra lygiana.

Invenção e memória (2000)
Companhia das Letras. 144 pp. R$ 49,90

Publicado no ano de 2000, reúne quinze textos da ficção memorialística lygiana. Entre textos explicitamente autobiográficos (como “Rua Sabará, 400”, que trata da sua rotina com Paulo Emilio Salles Gomes, que foi seu companheiro até a morte dele, em 1977) e narrativas fantásticas, como a história de um vampiro norueguês que busca sua amada, uma indígena brasileira, Fagundes Telles mistura ficção e realidade com maestria.

Durante aquele estranho chá (2002)
Companhia das Letras. 160 pp. R$ 47,90

Uma reunião de textos breves, de origens, naturezas e épocas diversas, trazem vida às memórias de Lygia Fagundes Telles, em livro publicado originalmente em 2002. Traz suas conversas com Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre, visitas a Jorge Amado e Zélia Gattai, sua amizade com Hilda Hilst e um estranho diálogo com Jorge Luis Borges, passando por uma entrevista concedida à Clarice Lispector.

Passaporte para a China (2011)
Companhia das Letras. 112 pp. R$ 44,90

Relato de viagem realizada em 1960 para a China, em que Fagundes Telles fez parte da delegação brasileira convidada para comemorar o 11º aniversário do socialismo chinês. As 29 crônicas que compõem o livro, que saiu em 2011, são uma reunião dos textos que foram publicados por ela no jornal Última Hora, abordando desde paisagens, monumentos, roupas, costumes ao convívio com o povo chinês e detalhes do cotidiano. Conta ainda com um pequeno caderno de fotos tiradas durante a viagem.

Um coração ardente (2012)
Companhia das Letras. 104 pp. R$ 42,90

Coletânea de dez contos publicados pela escritora entre 1958 e 1981. As histórias trazem homens e mulheres, crianças e adultos flagrados em seus sentimentos mais secretos e em sua relação espinhosa com a vida.

 

Reprodução do site “Folha de São Paulo” em “Listão: Lygia Fagundes Telles”

Saiba quem foi a pessoa que mais doou livro no mundo. São mais de 100 milhões ao todo

Ela é simplesmente uma das maiores (senão, a maior) estrela da música country nos EUA. Já vendeu milhões de discos, é compositora consagrada e uma das artistas de maior sucesso comercial do mundo. Estamos falando, nada mais, nada menos, da cantora e compositora norte-americana, Dolly Parton. 

Dolly é uma das artistas mais queridas no mundo das celebridades. Ela está sempre envolvida com projetos sociais, ajudando milhares de pessoas, sobretudo, crianças. 

Só para se ter uma ideia, em 2018, Dolly foi homenageada pela Biblioteca do Congresso pelo envio de 100 milhões de livros  doados gratuitamente para crianças pobres nos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália.

Isso a torna, segundo o jornalista e radialista, Luiz Megale, como  a maior doadora de livros da história, mais ainda que qualquer um país ou comunidade tenha feito.

A chamada Biblioteca da Imaginação funciona assim: todo mês é enviado para cada família um livro,  escolhido por especialistas em literatura infantil, até a criança completar cinco anos. A ideia, segundo Dolly, é que essa criança, após ser alfabetizada, tenha à sua disposição uma coleção de bons livros para tomar gosto pela leitura.

A inspiração para a Biblioteca da Imaginação, foi o seu pai, Lee, um operário e trabalhador rural que morreu analfabeto, aos 79 anos. “Vi como isso marcou a vida de meu pai”, disse Dolly.

A família Parton vem de uma região rural e pobre no interior do Tennessee. A mãe de Dolly, aos 35 anos já havia dado a luz 12 crianças. Dolly, dona de voz suave e marcante, passou a apresentar em igrejas e rádios locais, ela, então, aos 18 anos mudou-se para Nashville, considerada a capital da música country, e foi lá que sua carrereira deslanchou. Passou, então, a fazer música e rapidamente atraiu atenção de cantores e gravadoras. Antes de completar 21 anos, por exemplo, já havia composto sucessos para Hank Williams Jr., Skeeter Davis e Kitty Wells. 

Em mais de 50 anos de carreira, Dolly Parton, segundo informações do Blog do Barcinski, onde baseamos parte deste artigo, Dolly compôs cerca de 3 mil canções, vendeu 100 milhões de discos, atuou em filmes e séries de TV, escreveu livros e produziu peças musicais. Mas seu maior feito, até agora, sem dúvida, é enviar, todo mês, 900 mil livros para 900 mil crianças.

Quanta nobreza não é mesmo? E olha, tem mais: recentemente, segundo informações que colhi neste blog, ela doou 1 milhões de dólares, mais de 5 milhões de reais, para o Centro Médico da Universidade Vanderbilt, em Nashville. O dinheiro será usado para ajudar nas pesquisas sobre a COVID-19, já que o mundo inteiro está correndo contra o tempo para achar uma solução à pandemia.

Dolly Parton tem feito também, durante a quarentena, lives no YouTube toda quinta-feira para lê livros infantis. A ideia é que as lives se prolonguem por dez semanas, com livros escolhidos de propósito para estes “dias de confinamentos”.

“Isto era algo que eu já tinha vontade de fazer há algum tempo, mas o momento nunca parecia certo”, explicou. “Acho que agora é a hora de partilhar uma história e um pouco de amor.”

No primeiro episódio, ela leu “The Little Engine That Could de Good Night with Dolly” de Watty Piper:

 

 

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10 livros divertidos e interessantes que você precisa ler!

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Conheça aqui uma indicação de dez obras interessantes e divertidíssimas que você precisa ler, se ainda não leu, da nossa literatura e da literatura estrangeira. Se já leu e gostou, recomende-os aos seus amigos – afinal, uma boa história deve ser sempre compartilhada!

 

1. O Meu Pé de Laranja Lima – José Mauro de Vasconcelos

Editora : Melhoramentos; 1ª edição (1 maio 2019)

 

Ele não sabia o que o céu significava pra mim.” Uma história linda, emocionante, que pode fazer brotar lágrimas nos olhos do leitor mais insensível. José Mauro de Vasconcelos é um dos escritores brasileiros menos lidos, o “Meu Pé” é sua obra mais conhecida, e que, inclusive, ganhou continuações. O protagonista é o pobre e travesso menino Zezé, que aprendeu a duras penas as dificuldades da vida. Lembre-se de deixar o lencinho sempre à mão quando for lê-lo.

 

 

 

 

 

 

 

2. O Grande Mentecapto – Fernando Sabino

Editora : Editora Record; 1ª edição (29 junho 2020)

 

“Oh Minas Gerais, quem te conhece não esquece jamais!” Um aventura deliciosa, inesquecível, com gosto de infância e nostalgia por Minas Gerais, uai! O incompreendido Geraldo Viramundo parte numa viagem rocambolesca, e se mete nas mais variadas confusões. A única coisa que faltou neste livro são os personagens comendo pão de queijo… Garantia certa de boas gargalhadas!

 

 

 

 

 

 

 

3. A Pata da Gazela – José de Alencar

ASIN : B089FVM28N

Já sei: lá na escola mandaram você ler Iracema. Você não entendeu nada do livro e ainda ficou traumatizado. Pois A pata da gazela vai destraumatizá-lo querido leitor. É um livro leve, divertido, bem escrito e com final surpreendente! A obra do Alencar é domínio público, isso significa que você encontra esse e outros títulos dele em e-book para baixar. Se você duvida faça o teste aí!

 

 

 

 

 

 

 

4. Contos de Aprendiz – Carlos Drummond de Andrade

Editora : Record; 53ª edição (1 janeiro 2001)

Drummond é conhecido principalmente pela sua poesia, mas poucos sabem que ele também foi cronista e contista. É inacreditável quando o próprio poeta diz que estava “experimentando” a arte da narrativa curta quando lemos seus contos. A bem da verdade, ele já possuía o domínio da pena ao entrar no mundo dos contos e crônicas que, aliás, na sua época ele foi amigo dos grandes escritores do gênero, como Sabino e Rubem Braga. Vai que eles deram uma forcinha pra ele e não sabemos né?!

 

 

 

 

 

 

 

 

5. Manuelzão e Miguilim – João Guimarães Rosa

Editora : Nova Fronteira; 11ª edição (23 outubro 2008)

Obra que abre a saga Corpo de Baile de Guimarães, mais especificamente Campo Geral, é uma novela deliciosa e comovente que narra a história do menino Miguilim, que ao final da saga retorna adulto como Miguel. João Guimarães Rosa é o escritor que soube trazer o sertão para a literatura de uma maneira que nenhum outro o fez. Há poesia, drama, ação, filosofia e misticidade em suas obras. Caro leitor, o menino Miguel vai deixar você com vontade de entrar dentro do livro e dar um abraço nele, ou trazê-lo para casa. Um dos livros mais lindos escritos por Rosa, e um dos mais belos da literatura brasileira.

 

 

 

 

 

 

 

Confira o restante da lista neste site, no qual retiramos as informações!

As imagens foram retiradas do amazon

FLORESTAN FERNANDES | LIVRO PARA DOWNLOAD

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Florestan Fernandes (1920 – 1995) foi um  importante sociólogo brasileiro.  Sua obra é ampla e variada, abordando estudos sobre vários temas. Contudo, seu  esforço para entender a sociedade brasileira como um todo – sua formação marcada por conflitos, seu desenvolvimento único e suas perspectivas futuras – foi caracterizado por uma perspectiva única que questionava não só a forma de ser da realidade social, como o pensamento sociológico em si. É por esse motivo que Florestan é considerado um dos fundadores da Sociologia crítica brasileira.

Para aqueles que queiram conhecer melhor a obra e o pensamento de Florestan Fernandes, segue abaixo 1  livro em PDF, para download:

Florestan Fernandes – CLIQUE AQUI!

 

Fonte: Domínio Público

Supremo aprova súmula vinculante sobre imunidade tributária para livros eletrônicos

Em 2017, em uma decisão histórica para o mercado editorial, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu equiparar os e-books e e-readers ao livro, garantindo a estes produtos a imunidade tributária, garantida pela Constituição Federal de 1988.

Em decisão unânime, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou, em sessão virtual, a Proposta de Súmula Vinculante (PSV) 132, formulada pela Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), para fixar que a imunidade tributária dada pela Constituição Federal a papel, jornais, livros e periódicos se aplica também a livros digitais e seus componentes importados.

A proposta da Brasscom teve por base a jurisprudência consolidada do STF no julgamento conjunto dos Recursos Extraordinários (REs) 330817 (Tema 593)  e 595676 (Tema 259), com repercussão geral, em março de 2017. Na ocasião, o Plenário entendeu que, nos termos do artigo 150, inciso VI, alínea “d”, da Constituição Federal, estão isentos de imposto livros, jornais, periódicos e papel destinado a sua impressão e que essa imunidade deve abranger os livros eletrônicos, os suportes exclusivos para leitura e armazenamento e os componentes eletrônicos que acompanhem material didático.

A redação aprovada para a Súmula Vinculante 57, nos termos do voto do relator, ministro Dias Toffoli, presidente do STF, foi a seguinte:

“A imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, da CF/88 aplica-se à importação e comercialização, no mercado interno, do livro eletrônico (e-book) e dos suportes exclusivamente utilizados para fixá-los, como leitores de livros eletrônicos (e-readers), ainda que possuam funcionalidades acessórias”.

AR/AS//CF

 

Fonte: http://www.stf.jus.br/

Maior livraria flutuante do mundo está em Salvador

Logos Hope atraca em Salvador com missão de levar educação e esperança através da fé

A maior livraria flutuante do mundo, a Logos Hope possui acervo com mais de 5.000 livros de diferentes segmentos, mas com foco maior voltado à leitura cristã, a preços mais baratos do que o mercado. O navio, visitado pelo CORREIO, na manhã desta sexta-feira (25), fica em Salvador até o dia 5 de novembro, com entrada a R$ 5 por pessoa.

Operada pela Good Books For All (GBA), uma organização de origem cristã da Alemanha, o Logos Hope começou a funcionar em 2009. O navio conta com 9 andares e tem capacidade para uma média de 442 pessoas. É o maior navio da organização,  que já possuiu também os navios Logos, Doulos e Logos II, que juntos já passaram por mais de 160 países, contabilizando mais de  46 milhões de visitas desde os anos 70.

(…)

Espaço Jornada da Vida
(Foto: CORREIO/Marina Silva)

Na livraria é possível encontrar um espaço chamado de Jornada da Vida, onde as pessoas entram em uma história baseada na obra bíblica, o Filho Pródigo e que muda a aparência dos personagens, de acordo com o continente. Há ainda um espaço de teatro voltado para as crianças e o Café Internacional para os visitantes terem um momento de interação e conversa com os visitantes.

Segundo a organização, a ideia é promover uma “viagem da esperança”, evangelizando pessoas através do “conhecimento, ajuda e esperança”, surgiu depois que um casal americano que fazia o transporte de livros dos Estados Unidos para o México, através de uma Kombi, resolveu expandir a missão e através de parcerias. Eles compraram um navio, o Logos, em 1973, que saiu da Dinamarca para a Alemanha. 

Depois de 20 anos da primeira passagem no Brasil, a organização volta ao país, com a mesma missão de “trazer livros de boa qualidade, a um preço acessível para diferentes públicos”, diz a baiana Raquel Menezes, coordenadora de projetos da Logos Hope.

Raquel é uma das brasileiras que integra a tripulação de 400 pessoas de 60 nações diferentes que se voluntariaram para seguirem passando por países onde a situação é mais precária. “A ideia também é compartilhar conhecimento, ajuda e esperança. Então, muito mais do que ter o trabalho só a bordo, todos os dias também, trabalhamos com projetos sociais nos países em que nós passamos”, conta, completando que durante os 10 dias em que o navio vai estiver atracado em Salvador, uma parte dos tripulantes visitará igrejas, escolas, orfanatos e hospitais para fazer diferentes tipos de trabalho.

Apresentação de dança coreana 
(Foto: CORREIO/Marina Silva)

A livraria funciona de terça à sábado, das 10h às 21h e domingo, das 14h, às 21h.Entre crianças, adolescentes e adultos, os 400 tripulantes tentam levar uma vida normal no mar. Todos têm um trabalho com horário de entrada e saída e é comum encontrar famílias inteiras à bordo, como é o caso da família do comandante alemão, Samuel Hils, que vive com esposa e as duas filhas no navio.

Polêmia antes da chegada


Antes mesmo de chegar, a livraria-ambulante se envolveu em uma polêmica. Uma postagem de cunho discriminatório, feita no Facebook da livraria, pedia para os seguidores orarem por “proteção, força e sabedoria para os tripulantes durante a permanência do navio em Salvador – cidade conhecida pela crença das pessoas em espíritos e demônios”. 

A publicação gerou desconforto e críticas à organização da Logos, que na abertura da livraria aqui em Salvador, nesta sexta (25), ainda não sabia quem havia feito a postagem. “Ainda estamos identificando quem foi a pessoa que falhou com esse tipo de informação”, explicou o Márcio Lugão, diretor da ONG Operação Mobilização (OM), que está por trás da Logos Hopes e tem como objetivo levar conhecimento ao mundo através de estudos bíblicos, da arte, do trabalho e desenvolvimento.

Post que gerou polêmica (Foto: Reprodução)

 

Ainda segundo Márcio, a postagem foi feita de “maneira errônea” e uma nota pública será divulgada para imprensa. O diretor da OM afirma que esse tipo de postagem foge dos princípios da organização. “A gente leva respeito, companheirismo, ajuda humanitária, social, então é possível que tenha havido falhas como em qualquer lugar e profissão, mas a boa notícia para a imprensa e população de Salvador é que esse problema já foi solucionado’, afirmou.

Em vídeo, a promotora de Justiça Lívia Sant’Ana, afirmou que o Ministério Público do Estado da Bahia tomou conhecimento, através da Promotoria de Justiça de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, “de mensagem de cunho discriminatório emitido pela Logos Hope Livraria Flutuante”. “Já foi instaurado o devido procedimento e a organização do navio será notificada com recomendação para retirada da mensagem de todas as redes sociais, bem como para prestar esclarecimentos no prazo de três dias”, afirmou a promotora.

Além disso, foi enviada uma cópia do procedimento para “adoção das medidas cabíveis no que se refere ao direito do consumidor, uma vez que, pelo que foi verificado no local, trata-se de acervo de livros evangélicos, informação que não foi divulgada no material publicitário”, acrescenta.

A Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia (OAB-BA) divulgou nota de repúdio. Declarar que a tripulação estaria submetida a algum risco ao chegar em uma cidade “conhecida pela crença do povo em espíritos e demônios” ultrapassa os limites da liberdade de expressão e liberdade religiosa, diz a presidente da Comissão Especial de Combate à Intolerância Religiosa do órgão, Maíra Vida.  

“Nos é exigido um esforço transdisciplinar de superação das violências. O desafio é garantir que o enfrentamento jurídico seja célere, adequado e, ainda assim, transformador”, afirma.

A reportagem é do jornal Correio*

*Com orientação da editora Ana Cristina Pereira]

Obs. Não conseguimos identificar a autoria das imagens