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Homenagem ao dia do Professor

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SER PROFESSOR

Ser professor é:
Acima de tudo um pai, um educador;
É ser um orientador, um construtor de sonhos,
Em meio a tantas dificuldades;
É um sonhador de uma sociedade mais justa
E humana para todos que nela habitam;
É ser um formador de caráter, de ideias e de opiniões;
É um ser que auxilia na formação de mestres e doutores,
Para o percurso da vida pessoal e profissional;
Ser professor é um dom, uma arte e o prazer de ensinar,
Aprendendo com os seus alunos no cotidiano da escola;
Ser professor é árduo mais é história;
Ser professor é um título nobre, uma profissão e um sacerdócio,
Gravado na memória de uma sociedade;
Ser professor é como a presença de um pai e de uma mãe
Orientando seus filhos no seio de uma escola;
Ser professor é ser um instrumento de libertação para salvar uma nação.

Antônio Santana,
Professor e poeta.

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Casal de músicos cegos se apresenta no escuro e público tem olhos vendados para vivenciar a sua realidade

A turnê do duo de músicos cegos rendeu o primeiro DVD cego da história, já que as imagens foram registradas no escuro para que o público vivenciasse a realidade de um deficiente visual.

Ouvir a música com o coração. É desta forma que o público assiste a um espetáculo do duo de músicos cegos, A Corda em Si, de Florianópolis (SC). São eles, o contrabaixista Mateus Costa, 43 anos, e a cantora Fernanda Rosa, 38 anos.

Com todas as luzes apagadas e com os olhos vendados, o público vive uma experiência inesquecível com a turnê “Livremente”, terceiro da dupla com músicas autorais.

No local é instalado um piso tátil e as ações no palco são narradas por um audioescritor. E desta forma, o público não só sente a música, mas como também vivencia a realidade de um deficiente visual.

Casal de músicos cegos se apresenta no escuro e o público “assiste” de olhos vendados. Foto: Antonio Rossa

“O duo de contrabaixo e voz é uma formação bastante rara, e tem essa coisa do não preenchimento, a gente insinua muitas vezes coisas que não estamos tocando, por exemplo, uma flauta, que não está sendo tocada de verdade e bagagem musical de cada pessoa que assiste preenche essa lacuna. É um show que nos rendeu prêmios e é uma proposta de inclusão, de que todos tenham a mesma percepção e que todos são tratados iguais”, contou o casal.

No site da A Corda em Si é possível conhecer outros álbuns do duo e seu trabalho incrível!

O casal se entende pelos sons

O casal se conheceu num curso de música, e numa disciplina de canto e coral, uma amiga em comum apresentou eles. Começaram nos corredores propondo fazer um som. Hoje, estão há 10 anos na estrada e juntos. Da união dos músicos, nasceu também o Francisco, de dois anos, único sem deficiência visual em casa.

Casal está junto há 10 anos na estrada e na vida. Juntos, tiveram o filho Francisco, de dois anos. Foto: Antonio Rossa

Mateus não nasceu cego. Ele desenvolveu a deficiência progressivamente quando aos 14 anos foi diagnosticado com retinose pigmentar.

“Eu tenho memória visuais muito forte, inclusive, quando eu sonho, eu consigo ver as pessoas, os rostos. Comecei a tocar vários instrumentos desde pequeno, violino, piano. Um dia, numa festa da escola, passei do lado de uma caixa de som e eu nunca esqueço que o meu corpo todo vibrou e quando toquei o contrabaixo, o meu corpo também vibrou e essa memória afetiva me fez optar por esse instrumento”, contou emocionando.

Fernanda nasceu com glaucoma e possui 13% da visão. “A minha experiência de visão é bem diferente do Mateus, as minhas referências são mais as misturas de sons e cheiros. Desde criança eu cantava bastante e a minha mãe e a minha avó cantavam bastante. Mas na época, a mulher que cantava na noite não era bem vista. E hoje estou aqui fazendo a voz dessas mulheres”, disse.

Em casa, eles fazem de tudo: trocam fralda, fazem comida, inclusive, relataram que até esquecem que são deficientes visuais, já que a casa é bem adaptada. Fazem tudo juntos!

“A gente acredita que o Francisco já sabe que somos deficientes visuais, apesar de ainda não entender. Então, ele tenta trazer referências de toque e som para dizer o que ele quer. Ele pega a nossa mão para mostrar o que ele quer”, relataram.

O DVD pode ser acessado pelo canal A Corda em Si. Está lindo! Abaixo uma linda apresentação da dupla.

Notícia retirada do site Razões para Acreditar

Evento do Café com Poemas reúne diversos poetas na Feira Internacional do Pelourinho (Flipelô/2019)

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Aconteceu no Museu Tempostal, no circuito da Feira Internacional do Pelourinho (Flipelô), o ESTANDE DO MOV. CULTIVISTA (Café com Poemas) com o relançamento do livro “Café com Poemas: antologia poética, vol. II”, organizada por Leandro Flores e exposição de livros de poetas como Audelina Macieira, Rita Queiroz, Gilberto Nogueira de Oliveira, Milena Moreira, Leandro Flores, Sandra L. Stabile, além dos livros e antologias de Projetos ligados ao Café com Poemas.

Música, sons, gente de todos os lugares, cores, cenários históricos, poesia, poetas vindos de outros movimentos culturais iamse achegando com suas declamações, rotatividade poética… O evento foi um destes de final de tarde (entre muitos ali no berço cultural da Bahia) que só o PELÔ oferece…

O espaço não podia ser melhor. O Museu Tempostal é o lugar ideal para quem busca algo mais sutil e revigorante, sem, no entanto, deixar de participar dos diversos sons que o circuito oferece…

Vários poetas entraram nesse clima, com uma mensagem de consciência e de integração poética. Logo no início, apresentação com Edgar Velame (autêntico declamador do poeta, homenageado naquela edição da Flipelô, Castro Alves), Gabriela Pinheiro de 13 anos (que participou pela primeira vez do projeto, recitando poemas de sua autoria), além de uma outra criança (que recitou Vinícius de Moraes com sua mãe), Varenka De Fátima Araújo (que fez uma homenagem aos poetas Gilberto Nogueira de Oliveira e Celeste Farias, recitando poemas de ambos), Carlos Souza (que falou da importância da percepção política que nos cerca), Alexandra Patrocínio, Michelle Saimon, Fabíola Cunha, além dos participantes da antologia Café com Poemas: Rita Queiroz, Audelina Macieira (que também lançava seu livro “Pobre Mulher Feminina Nordestina) e Vinícius Santana.

A coletânea Café com Poemas – Antologia Poética, vol. II, reúne 35 participantes de diferentes localidades do país, sendo, entre eles, poetas experientes, consagrados, com diversas publicações, poetas que publicam pela primeira vez, alunos da rede pública de ensino e jovens do projeto artístico literário Movimento Cultivista (Café com Poemas). É um caldeirão de sabores que visa promover um verdadeiro banquete literário, com poemas cuidadosamente selecionados e apetitivos. O primeiro lançamento aconteceu no dia 25/05/2019 na linda cidade do sudoeste baiano: Cordeiros/BA, a qual, mantém uma das bases funcionais do Movimento Cultivista Brasileiro (que é um projeto de formação e promoção intelectual/cultural, nascido e desenvolvido no sertão).

Fonte: ASCOM/Café com Poemas
Fotos: Rita Queiroz/Varenka/Audelina