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Os 10 melhores poemas de César Vallejo: poesia, dor e humanidade

Os 10 melhores poemas de César Vallejo: poesia, dor e humanidade

Poucos poetas conseguiram transformar a experiência humana em poesia com a intensidade de César Vallejo. Nascido em Santiago de Chuco, no Peru, em 1892, o escritor tornou-se uma das vozes fundamentais da poesia latino-americana do século XX.

Em seus versos encontramos a dor, a pobreza, a família, a solidão, o amor, a morte, a desigualdade, a fé e a solidariedade. Ao mesmo tempo, Vallejo foi um extraordinário experimentador da linguagem, especialmente em Trilce, publicado em 1922. Sua obra atravessou gerações justamente porque parte de experiências particulares para alcançar questões profundamente universais. Los heraldos negros e Trilce estão entre seus livros fundamentais, enquanto poemas como “Pedra negra sobre uma pedra branca” e “Um homem passa com um pão ao ombro” integram sua produção posterior.

Escolher os dez melhores poemas de César Vallejo é, naturalmente, uma tarefa subjetiva. Esta seleção do Café com Poemas procura reunir diferentes momentos de sua produção e apresentar ao leitor um pouco da extraordinária humanidade presente em sua poesia.

1. Os mensageiros negros

Há golpes na vida, tão fortes… Eu não sei!
Golpes como do ódio de Deus; como se diante deles
a ressaca de tudo o que sofremos
se acumulasse na alma… Eu não sei!

São poucos; mas existem… Abrem valas escuras
no rosto mais feroz e no dorso mais forte.
Serão talvez os potros de bárbaros Átilas;
ou os mensageiros negros que a Morte nos envia.

São as quedas profundas dos Cristos da alma,
de alguma fé adorável que o Destino blasfema.
Esses golpes sangrentos são os estalos
de algum pão que se queima à porta do forno.

E o homem… Pobre… pobre! Volta os olhos, como
quando sobre o ombro alguém nos chama com uma palmada;
volta os olhos enlouquecidos, e tudo o que viveu
se acumula, como uma poça de culpa, no olhar.

Há golpes na vida, tão fortes… Eu não sei!

2. O pão nosso

Para Alejandro Gamboa

Bebe-se o café da manhã… A terra úmida
do cemitério cheira a sangue amado.
Cidade de inverno… A mordaz passagem
de uma carroça que parece arrastar
uma emoção de jejum acorrentada!

Quisera bater a todas as portas,
e perguntar por não sei quem; e depois
ver os pobres e, chorando em silêncio,
dar pedacinhos de pão fresco a todos.
E saquear dos ricos seus vinhedos
com as duas mãos santas
que, num golpe de luz,
voaram desprendidas da Cruz!

Pálpebra da manhã, não te levantes!
O pão nosso de cada dia nos dai,
Senhor…!

Todos os meus ossos são alheios;
talvez eu os tenha roubado!
Eu vim tomar para mim aquilo que talvez estivesse
destinado a outro;
e penso que, se eu não tivesse nascido,
outro pobre beberia este café!
Sou um mau ladrão… Para onde irei!

E nesta hora fria, em que a terra
transcende a pó humano e é tão triste,
eu quisera bater a todas as portas,
e pedir a não sei quem perdão,
e fazer para ele pedacinhos de pão fresco
aqui, no forno do meu coração…!

3. Os anéis fatigados

Há vontade de voltar, de amar, de não partir,
e há vontade de morrer, combatido por duas
águas que se encontram e jamais formarão um istmo.

Há vontade de um grande beijo que amortalhe a Vida,
que termina na África de uma agonia ardente,
suicida!

Há vontade de… não ter vontade, Senhor;
a ti aponto com o dedo deicida:
há vontade de nunca ter tido coração.

A primavera retorna, retorna e partirá. E Deus,
curvado no tempo, repete-se e passa, passa
carregando a espinha dorsal do Universo.

Quando as têmporas tocam seu lúgubre tambor,
quando me dói o sonho gravado num punhal,
há vontade de permanecer plantado neste verso!

4. Pedra negra sobre uma pedra branca

Morrerei em Paris sob um aguaceiro,
num dia do qual já guardo a lembrança.
Morrerei em Paris — e não recuo —
talvez numa quinta-feira, como hoje, de outono.

Será quinta-feira, porque hoje, quinta-feira, em que escrevo
estes versos, coloquei os úmeros
de mau jeito e, jamais como hoje, voltei,
com todo o meu caminho, a me ver sozinho.

César Vallejo morreu; batiam nele
todos, sem que ele lhes fizesse nada;
batiam forte com um pau e forte

também com uma corda; são testemunhas
as quintas-feiras e os ossos úmeros,
a solidão, a chuva, os caminhos…

5. Trilce XIII

Penso em teu sexo.
Simplificado o coração, penso em teu sexo,
diante do rebento maduro do dia.
Apalpo o botão da felicidade, está maduro.
E morre um sentimento antigo
degenerado em cérebro.

Penso em teu sexo, sulco mais prolífico
e harmonioso que o ventre da Sombra,
ainda que a Morte conceba e dê à luz
o próprio Deus.

Oh Consciência,
penso, sim, no bruto livre
que goza onde quer, onde pode.

Oh escândalo de mel dos crepúsculos.
Oh estrondo mudo.

Odumodnortse!

6. Trilce XXVIII

Só agora almocei, e não tive
mãe, nem súplica, nem “sirva-se”, nem água,
nem pai que, no eloquente ofertório
dos pratos, perguntasse por minha demora
com sua imagem nos maiores broches do som.

Como eu iria almoçar. Como poderia me servir
de pratos tão distantes dessas coisas,
quando o próprio lar já se partiu,
quando nem sequer mãe surge aos lábios.
Como eu iria almoçar coisa alguma.

À mesa de um bom amigo almocei
com seus pais recém-chegados do mundo,
com suas velhas tias que conversam
num recinto tordilho de porcelana,
sussurrando por todos os seus alvéolos viúvos;
e com talheres francos de alegres pífaros,
porque estão em sua casa. Ah, que graça!
E doeram-me as facas
desta mesa em todo o paladar.

O jantar dessas mesas, onde se prova
amor alheio em vez do próprio amor,
transforma em terra o bocado que não oferece
a MÃE;
transforma em golpe a dura deglutição; o doce,
em fel; em óleo fúnebre, o café.

Quando o próprio lar já se partiu
e o lar fechado de outro se abre,
como se não fosse melhor
ficar de pé.

7. Poema para ser lido e cantado

Sei que existe uma pessoa
que me procura em sua mão, dia e noite,
encontrando-me, a cada minuto, em seu calçado.
Ignora que a noite está enterrada
com esporas atrás da cozinha?

Sei que existe uma pessoa composta de minhas partes,
a quem integro quando minha cintura vai
cavalgando em sua exata pedrinha.
Ignora que ao seu cofre
não retornará a moeda que saiu com seu retrato?

Conheço o dia,
mas o sol me escapou;
conheço o ato universal que realizou em sua cama
com coragem alheia e essa água morna, cuja
frequência superficial é uma mina.
Será acaso tão pequena essa pessoa
que até seus próprios pés assim a pisam?

Um gato é a fronteira entre ela e eu,
bem ao lado de sua tigela de água.
Vejo-a nas esquinas, abre-se e fecha-se
sua veste, antes palmeira interrogante…
Que poderá fazer senão mudar de pranto?

Mas ela me procura e procura. É uma história!

8. Um homem passa com um pão ao ombro

Um homem passa com um pão ao ombro.
Vou depois escrever sobre meu duplo?

Outro se senta, coça-se, tira um piolho da axila, mata-o.
Com que coragem falar da psicanálise?

Outro entrou em meu peito com um pau na mão.
Falar depois de Sócrates ao médico?

Um coxo passa dando o braço a uma criança.
Vou depois ler André Breton?

Outro treme de frio, tosse, cospe sangue.
Caberá falar algum dia do Eu profundo?

Outro procura na lama ossos, cascas.
Como escrever depois sobre o infinito?

Um pedreiro cai de um telhado, morre e já não almoça.
Inovar depois o tropo, a metáfora?

Um comerciante rouba um grama no peso de um cliente.
Falar depois da quarta dimensão?

Um banqueiro falsifica seu balanço.
Com que cara chorar no teatro?

Um pária dorme com o pé às costas.
Falar depois a alguém de Picasso?

Alguém vai a um enterro soluçando.
Como depois ingressar na Academia?

Alguém limpa um fuzil em sua cozinha.
Com que coragem falar do além?

Alguém passa contando nos dedos.
Como falar do não-eu sem dar um grito?

9. Trilce LXXV — Estais mortos

Estais mortos.

Que estranha maneira de estar mortos. Qualquer um diria
que não estais. Mas, na verdade, estais mortos, mortos.

Flutuais nadamente atrás dessa membrana que, pendendo
do zênite ao nadir, vai e vem de crepúsculo em crepúsculo,
vibrando diante da caixa sonora de uma ferida que a vós
não dói. Digo-vos, pois, que a vida está no espelho,
e que vós sois o original: a morte.

Enquanto a onda vai, enquanto a onda vem, quão impunemente
se permanece morto. Somente quando as águas se quebram
nas margens confrontadas e se dobram e tornam a dobrar,
então vos transfigurais e, acreditando morrer, percebeis
a sexta corda que já não é vossa.

Estais mortos, sem jamais terdes vivido antes. Qualquer um
diria que, não sendo agora, em outro tempo fostes.
Mas, na verdade, sois os cadáveres de uma vida que nunca existiu.
Triste destino: não ter sido senão mortos desde sempre.
Ser folha seca sem jamais ter sido verde.
Orfandade das orfandades.

E, no entanto, os mortos não são, não podem ser cadáveres
de uma vida que ainda não viveram.
Eles morreram sempre de vida.

Estais mortos.

10. Trilce VII

Segui sem novidade pela rua sulcada
que conheço tão bem. Tudo sem novidade,
de verdade. E ancorei em coisas assim,
e fui passado.

Dobrei a rua pela qual raras
vezes se passa bem, saída
heroica pela ferida daquela
esquina viva, nada pela metade.

São as grandezas,
aquele grito, a claridade do confronto,
a barra submersa em sua função de
já!

Quando a rua está olheirenta de portas
e proclama desde púlpitos descalços
transamanhecer as salvas nos dobres.

Agora formigas minuteiras
entram adocicadas, adormecidas, apenas
dispostas, e se estropiam,
pólvoras queimadas, alturas de 1921.

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César Vallejo: poesia e humanidade

Ler César Vallejo é entrar em contato com uma poesia que não procura simplificar a experiência humana. Seus poemas atravessam a dor, a fome, a família, a ausência, o desejo, a injustiça, a morte e a solidariedade, ao mesmo tempo em que desafiam a própria linguagem.

De Los heraldos negros a Trilce e Poemas humanos, Vallejo construiu uma poesia capaz de ser profundamente pessoal e, ao mesmo tempo, universal. Sua obra permanece viva porque continua fazendo uma pergunta essencial: o que significa ser humano diante da dor — nossa e dos outros?

Autor dos poemas: César Vallejo (1892–1938)
Seleção: Café com Poemas
Tradução para o português: equipe da Agência Evidencie — Marketing para Escritores.

Nota editorial: As versões em português apresentadas nesta seleção foram traduzidas pela equipe da Agência Evidencie — Marketing para Escritores a partir dos textos originais em espanhol, preservando-se, tanto quanto possível, a construção poética e as particularidades da linguagem de César Vallejo. Os originais foram conferidos em edições e acervos que reúnem Los heraldos negros, Trilce e Poemas humanos.

EDITAL 002 – 1ª ANTOLOGIA LITERÁRIA DO MOVIMENTO CULTIVISTA DE ALAGOINHAS — VOL. 1

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EDITAL DE PARTICIPAÇÃO – 1ª ANTOLOGIA LITERÁRIA DO MOVIMENTO CULTIVISTA DE ALAGOINHAS —  Partilha da Memória: Fragmentos em Versos e Prosas

 

Organização: Leandro Flores e Débora Tauane
Publicação: Editora Novos Sabores Publicações

 

1. DA ANTOLOGIA

 

O Movimento Cultivista de Alagoinhas torna público o presente edital para participação na 1ª Antologia Literária do Movimento Cultivista de Alagoinhas — Vol. 1, Partilha da Memória: Fragmentos em Versos e Prosas, obra em língua portuguesa destinada à valorização, divulgação e circulação da produção literária de poetas e escritores.

A publicação será realizada pela Editora Novos Sabores Publicações, sob organização de Leandro Flores e Débora Tauane.

 

2. DO PÚBLICO-ALVO

 

A antologia será destinada prioritariamente a poetas e escritores de Alagoinhas e região.

Autores de outras localidades também poderão participar, desde que integrem o grupo de algum núcleo do Movimento Cultivista.

A participação de menores de 18 anos será permitida mediante autorização do responsável legal, conforme previsto no formulário de inscrição.


3. DA PARTICIPAÇÃO

 

Cada participante deverá fornecer, por meio do formulário de inscrição:

a) nome completo e, se houver, nome artístico;
b) CPF;
c) e-mail e telefone/WhatsApp;
d) endereço completo com CEP;
e) foto recente;
f) minibiografia;
g) texto para publicação;
h) demais informações solicitadas no formulário.


O poema poderá ter até 20 linhas por página.

O participante poderá publicar em uma ou mais páginas.

Caso o poema ocupe duas ou mais páginas, será considerado o valor correspondente ao número de páginas efetivamente utilizadas.


* Os textos submetidos deverão ser de autoria do próprio participante e não poderão ser manifestamente produzidos por ferramentas de Inteligência Artificial (IA). A utilização de recursos tecnológicos como apoio à revisão, correção ortográfica ou aprimoramento do texto não será considerada, por si só, produção por IA.

 

4. DAS INSCRIÇÕES

 

A inscrição será realizada exclusivamente por meio de formulário, disponibilizado pela organização.

O texto poderá ser anexado ao formulário ou inserido diretamente no campo destinado a essa finalidade.


Período de inscrições: até 10 de outubro de 2026.

5. DO VALOR DE PARTICIPAÇÃO E DOS EXEMPLARES

 

O valor de participação será de R$ 50,00 (cinquenta reais) por página publicada.

Para cada página contratada, o participante terá direito a 1 (um) exemplar da antologia, com frete incluso.

 

1 página — R$ 50,00 — 1 livro, com frete incluso
2 páginas — R$ 100,00 — 2 livros, com frete incluso
3 páginas — R$ 150,00 — 3 livros, com frete inclusoe assim sucessivamente.

 

O participante poderá contratar mais páginas, mantendo-se a proporção de R$ 50,00 por página e 1 exemplar por página, com frete incluso.

 

6. DOS EXEMPLARES AVULSOS

 

O exemplar avulso da antologia terá o valor de R$ 35,00 (trinta e cinco reais), com frete incluso.

 

7. DAS VAGAS GRATUITAS

 

Serão disponibilizadas 6 (seis) participações gratuitas destinadas a integrantes do Movimento Cultivista África e do Movimento Cultivista Jovem.

Os critérios para a escolha das vagas gratuitas, bem como a eventual disponibilização de novas vagas, serão definidos pela equipe organizadora.

A gratuidade refere-se à participação na publicação e não inclui os custos de envio dos exemplares.

 

8. DO PAGAMENTO

 

Os valores informados neste edital são para pagamento à vista, via PIX ou boleto.

PIX — CNPJ: 40.813.046/0001-44

O pagamento será identificado em nome de Novos Sabores Publicações, podendo também aparecer em nome da razão social da empresa, Leandro Flores do Nascimento.

Para pagamento por cartão de crédito, serão acrescidas as taxas da operação. As condições poderão ser consultadas pelo WhatsApp (71) 99153-5442 ou pelo e-mail movcultivista.alagoinhas@gmail.com.

O comprovante de pagamento deverá ser anexado ao formulário de inscrição ou enviado para um dos contatos acima.

 

9. DO IDIOMA

 

A antologia será publicada em língua portuguesa.

 

10. DA AUTORIZAÇÃO PARA PUBLICAÇÃO

 

Ao realizar a inscrição, o participante deverá declarar sua concordância com a publicação do texto enviado e com a utilização de sua imagem para fins relacionados à edição, publicação e divulgação da obra, conforme autorização constante no formulário de inscrição.

No caso de menores de 18 anos, a autorização deverá ser concedida pelo pai, mãe ou responsável legal.

 

11. DA PUBLICAÇÃO

 

Os textos integrarão a obra:

PARTILHA DA MEMÓRIA: FRAGMENTOS EM VERSOS E PROSAS — VOL. 1

1ª Antologia Literária do Movimento Cultivista de Alagoinhas

Organização: Leandro Flores e Débora Tauane
Publicação: Editora Novos Sabores Publicações

Esta será a primeira antologia literária do Movimento Cultivista de Alagoinhas e o início de uma coleção que pretende reunir, em novos volumes, diferentes autores, histórias e produções literárias.

 

12. DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

 

A inscrição implica conhecimento e concordância com as condições estabelecidas neste edital.

Cada participante é responsável pela autoria e pelo conteúdo do material enviado.

As situações não previstas neste edital serão analisadas pela organização.

 

ORGANIZAÇÃO

Leandro Flores — idealizador do Movimento Cultivista e atual Coordenador Geral.
Débora Tauane — Coordenadora do Movimento Cultivista de Alagoinhas.

 

PUBLICAÇÃO
Editora Novos Sabores Publicações

 

MOVIMENTO CULTIVISTA DE ALAGOINHAS

1ª Antologia Literária — Vol. 1

 

Para fazer sua incrição, clique aqui.

1ª ANTOLOGIA LITERÁRIA DO MOVIMENTO CULTIVISTA DE ALAGOINHAS — VOL. 1 Partilha da Memória: Fragmentos em Versos e Prosas

Da minha aldeia – Por Carina Gameiro

Esses dias, assistindo a uma entrevista de Elisa Lucinda, fiquei pensando na força de uma palavra quando ela nasce de um lugar verdadeiro.

Elisa fala de sua terra, de sua identidade, de sua gente. E eu pensei na minha aldeia.

Porque é dela que eu parto.

Daquilo que conheço, do que vivi, das coisas que me acontecem. Da minha rua, das minhas memórias, das pequenas histórias que, à primeira vista, parecem só minhas.

Mas escrever é descobrir que o particular também pode ser universal.

Quando falo da minha realidade, alguém se reconhece.

E quando o outro se reconhece, a minha palavra já não é somente minha.

Para mim, é aí que a escrita se torna um ato poelítico: poesia que nasce da vida, mas que também olha para ela, questiona, provoca e pode transformar.

Foi pensando nisso que voltei ao Manifesto ao Cultivismo.

Arte, cultura, educação e filosofia: quatro caminhos que se encontram na palavra. A arte que expressa, a cultura que guarda e compartilha, a educação que forma e a filosofia que provoca.

E a poesia, nessa visão, não precisa apenas ser bonita. Precisa carregar sentido. Precisa ter uma mensagem capaz de encontrar o outro.

Foi isso que pensei ao ouvir Elisa.

Sua palavra nasce da vida, mas não fica presa a ela. Ganha voz, corpo, pensamento. Sai da sua aldeia e encontra outras aldeias.

A poesia tem essa força: falar de onde viemos sem deixar de conversar com o mundo.
Eu falo da minha aldeia.

Falo de mim, do que vejo, do que vivo.

E quando a minha palavra encontra você, ela já não é só minha.

Ela ganhou mundo.

A Palavra em Movimento: o Manifesto ao Cultivismo e a Poética de Elisa Lucinda – Por Ricardo Oliveira

Há palavras que permanecem quietas sobre o papel.
Outras, porém, parecem não aceitar o repouso.
Caminham, atravessam ruas, entram nas casas, sentam-se à mesa, observam os gestos humanos e, quando menos esperamos, transformam aquilo que parecia cotidiano em matéria de poesia.
É nesse território de movimento que podemos aproximar o Manifesto ao Cultivismo da poética de Elisa Lucinda.
Não se trata de afirmar que a poeta tenha escrito sob os princípios do Cultivismo, nem de estabelecer uma filiação direta entre sua obra e o manifesto.
A aproximação é outra: observar se determinadas concepções sobre a palavra, a criação poética e a relação entre literatura e vida encontram, em sua produção, pontos de convergência.
O primeiro encontro talvez esteja justamente na compreensão da palavra como algo vivo.
A palavra não é apenas instrumento.
Ela é matéria.
É corpo.
É experiência.
É memória.
Quando sai do dicionário e encontra a boca de quem fala, passa a carregar uma história.
Quando encontra o ouvido de quem escuta, transforma-se novamente.
Quando chega ao poema, já não pertence inteiramente ao poeta.
É aí que a poética de Elisa Lucinda nos chama atenção.
Sua poesia frequentemente recusa a distância entre o poema e a vida.
A fala cotidiana pode tornar-se verso; o acontecimento aparentemente banal pode adquirir densidade poética; a experiência individual pode abrir caminho para uma reflexão coletiva.
Há uma poesia que não deseja permanecer encerrada na página.
Ela quer ser dita, escutada, compartilhada.
E talvez seja justamente nesse ponto que o Manifesto ao Cultivismo possa ser lido como uma defesa da palavra em movimento.
Cultivar é diferente de simplesmente produzir.
Quem cultiva prepara a terra, observa o tempo, reconhece as sementes e compreende que aquilo que nasce precisa de cuidado.
A palavra, quando cultivada, também exige atenção.
Não basta juntar frases bonitas.
É preciso permitir que a linguagem encontre aquilo que pulsa dentro da experiência humana.
Elisa Lucinda parece compreender esse princípio quando transforma a oralidade em força estética.
Sua poesia tem algo de conversa.
Mas não é uma conversa despretensiosa.
É uma conversa que sabe da força da língua.
O verso aproxima-se da fala sem perder sua elaboração poética.
O cotidiano entra pela porta da literatura sem precisar pedir licença.
E quando a poesia fala como quem conversa, acontece algo importante: o leitor deixa de ser apenas leitor e torna-se ouvinte.
A palavra poética passa a ter voz.
Esse aspecto encontra outra possível convergência com o Cultivismo: a valorização da linguagem como experiência, e não apenas como ornamento.
A poesia não precisa esconder sua força atrás de uma linguagem hermética para ser profunda.
Às vezes, a profundidade está justamente na capacidade de dizer aquilo que todos conhecem, mas poucos conseguem formular.
Uma palavra simples pode carregar uma tempestade.
Uma frase cotidiana pode revelar uma estrutura social.
Uma experiência íntima pode denunciar uma injustiça.
Uma lembrança pode tornar-se memória coletiva.
Na poética de Elisa Lucinda, a palavra frequentemente assume essa responsabilidade.
Ela não está interessada apenas em produzir beleza.
Há também uma necessidade de interrogar o mundo.
O poema pode falar de afetos, desejos, relações, identidade, desigualdades, preconceitos e das contradições da sociedade.
Assim, a poesia deixa de ser uma janela pela qual observamos o mundo e passa a ser uma forma de intervir nele.
Aqui encontramos outra possibilidade de diálogo com o Manifesto ao Cultivismo: a ideia de que cultivar a palavra é também cultivar consciência.
A literatura pode ser jardim, mas não um jardim isolado do mundo.
Há terra sob as unhas.
Há pedras.
Há chuva.
Há ervas daninhas.
Há sementes que insistem em nascer onde ninguém esperava.
A poesia de Elisa Lucinda parece caminhar por esse jardim sem medo de sujar os pés.
Sua palavra aproxima-se do humano em sua complexidade, inclusive quando esse humano é contraditório, doloroso ou socialmente incômodo.
E talvez seja por isso que sua poesia tenha uma dimensão tão performática.
A palavra parece pedir presença.
Quer corpo.
Quer respiração.
Quer pausa.
Quer silêncio entre um verso e outro.
A poesia, quando dita, ganha outra existência.
A voz modifica o sentido.
O gesto modifica a palavra.
O olhar modifica o poema.
Nesse sentido, a palavra não é estática: ela acontece.
É justamente o movimento que interessa.
Se o Manifesto ao Cultivismo pode ser compreendido como uma proposta de cultivo da linguagem e da experiência poética, Elisa Lucinda oferece, em sua prática poética, um exemplo expressivo de como a palavra pode sair da página e reencontrar a vida.
Há ainda uma convergência importante: a valorização da experiência humana como matéria literária.
O poeta não escreve a partir de um vazio.
Escreve a partir do que viu, ouviu, sentiu, sofreu, desejou, perdeu, imaginou.
A realidade entra na poesia não como simples reprodução, mas como transformação.
É possível dizer, portanto, que cultivar a palavra significa também cultivar o olhar.
Olhar para aquilo que todos passam correndo.
Olhar para a pessoa esquecida na esquina.
Olhar para o amor quando ele parece banal.
Olhar para a dor quando ela foi naturalizada.
Olhar para si mesmo quando seria mais confortável olhar para o outro.
A poesia começa muitas vezes nesse gesto de atenção.
E Elisa Lucinda sabe transformar atenção em linguagem.
Sua poética mostra que o cotidiano não é necessariamente o contrário do poético.
Pelo contrário: pode ser justamente sua matéria-prima.
O poema não precisa fugir da rua para encontrar a beleza.
Pode encontrá-la na rua, no corpo, na conversa, no conflito, no desejo e nas pequenas situações que compõem a existência.
Essa postura também permite pensar o Cultivismo para além de uma simples proposta estética.
Cultivar a palavra é uma forma de resistência.
Num mundo em que as palavras são constantemente banalizadas, aceleradas e utilizadas para manipular, recuperar o valor da linguagem torna-se uma atitude ética.
A poesia pode devolver peso às palavras.
Pode impedir que certas dores sejam esquecidas.
Pode questionar discursos prontos.
Pode abrir espaço para vozes historicamente silenciadas.
Pode transformar aquilo que parecia individual em experiência compartilhada.
Nesse ponto, a aproximação com Elisa Lucinda torna-se especialmente significativa.
Sua poesia demonstra que a linguagem pode ocupar um lugar de enfrentamento sem abandonar a sensibilidade.
A palavra pode ser delicada e contundente.
Pode acariciar e provocar.
Pode fazer rir e, segundos depois, obrigar-nos a pensar.
Pode falar de amor e, simultaneamente, revelar as estruturas que atravessam os sujeitos que amam.
Essa multiplicidade talvez seja uma das maiores forças da palavra em movimento.
Porque uma palavra verdadeiramente cultivada não fica parada.
Ela cresce.
Muda de significado.
Encontra outras vozes.
Passa de boca em boca.
Sai do poema e chega ao palco.
Sai do palco e chega ao leitor.
Sai do leitor e volta ao mundo transformada.
É nesse circuito que podemos encontrar a principal convergência entre o Manifesto ao Cultivismo e a poética de Elisa Lucinda: a compreensão da literatura como experiência viva da linguagem.
Não é possível afirmar que sejam a mesma coisa.
Não são.
O Manifesto ao Cultivismo constitui uma formulação própria, com seus princípios e sua concepção particular de criação.
Elisa Lucinda possui uma trajetória poética própria, construída por diferentes influências, experiências e formas de expressão.
Mas a leitura comparativa permite perceber um território comum.
De um lado, o Cultivismo propõe pensar a palavra como algo que deve ser cuidado, desenvolvido e vivenciado.
De outro, Elisa Lucinda demonstra, em sua poesia, que a palavra pode ganhar corpo, voz, presença e consciência social.
Em ambos os casos, a linguagem não aparece como objeto morto.
Ela está em movimento.
E talvez essa seja a imagem mais bonita para encerrar esta conversa: a poesia como uma semente que não aceita permanecer semente.
Ela quer romper a terra.
Quer encontrar o sol.
Quer atravessar o concreto.
Quer alcançar alguém.
Porque a palavra, quando verdadeiramente cultivada, não termina no ponto final.
Ela continua no leitor.
Continua na voz.
Continua na memória.
Continua na rua.
Continua no mundo.
E talvez seja esse o verdadeiro movimento da poesia: fazer com que aquilo que foi escrito continue acontecendo depois que o poema termina.
A palavra não repousa.
A palavra caminha.
E, enquanto caminha, transforma quem a diz, quem a escuta e, por vezes, até aquilo que parecia impossível transformar.
É nesse movimento que o Manifesto ao Cultivismo encontra a poética de Elisa Lucinda: não necessariamente por uma influência direta, mas pela possibilidade de reconhecer, em ambos, uma mesma confiança fundamental na potência da linguagem.
A palavra pode ser cultivada.
Mas, quando floresce, ela já não pertence ao jardim.
Pertence ao mundo.

Conceição em Nós – Por Débora Tauane

Conceição Evaristo,
Uma mulher negra,
Símbolo de força, ancestralidade e resistência,
Criadora do conceito de Escrevivências.

Não é à toa que, no Movimento Cultivista, ela é inspiração.
Foi então que surgiu o Manifesto Cultivista,
E, nos pilares presentes,
Está o famoso método de Conceição:
Escri-vivências: escrever vivências.

Tudo o que o Manifesto propõe na teoria
É o que Conceição chama de Escrevivência na prática:
A arte que nasce da nossa própria história.

O Manifesto nos ensina que
A arte não precisa de linguagem difícil.
Ela é simples, objetiva, inclusiva.
Ela pode estar presente no nosso dia a dia,
Nas nossas vivências e memórias.

Débora Tauane

E assim termina essa bela reflexão sobre Conceição Evaristo e o Manifesto Cultivista.

Opa, ainda falta uma…

Uma homenagem às:

Conceições

Dizem que toda Conceição
Acolhe e espanta a mágoa.
Evaristo e a Costa em ação,
Enchem os nossos Olhos d’Água.

— Breno Ferreira

Agora sim, obrigada pela atenção!

Beleza – Geovanna Rodrigues Mendes

Não acredito que a beleza seja algo estático como as estátuas ou monumentos erguidos em seu nome — apesar de possuírem, não são.

A beleza provém do movimento, aperfeiçoamento. É ir contra a natureza em que as coisas estão fadadas desde o princípio (o caos), trazer ordem, sentido a matéria bruta.

A própria natureza é um ótimo exemplo — talvez o melhor que se pode ter neste plano. Cada qual carrega e transmite de forma diferente a beleza. Outono, inverno, verão ou primavera; todos são singulares em suas performances, mas carregam algo em comum.

E (penso eu) que o movimento que traz o ponto de inflexão entre essas características seria a beleza. O encanto das quatro estações são apenas consequência do movimento da beleza, ou talvez, da beleza em movimento (assim como as obras de arte, arquitetura ou até os poemas e a boa música).

Outro ponto a considerar é que essa movimentação é simplesmente a natureza entregando o melhor de si com que ela possui. Talvez o homem tenha mais a aprender com ela do que pensa.

Agora sobre o exercício— muitas vezes, tentativa — da “beleza” do homem na sociedade, acredito que o maior erro que poderia cometer é tentar relativizar o sentido da palavra, com a intenção de suprimir a responsabilidade que se tem sobre ela. Não existem diferentes espécies de beleza, ela é um princípio absoluto mas a forma de cada um transmiti-la a permite ter muitos rostos.

Alguns são mais belos que outros — não uma beleza melhor (qualidade), mas maior (quantidade). Outros ainda conseguem transmitir através da matéria, a outra parte prefere mostrar através do convívio e o restante a enterra e prefere deixar apenas o desleixo e a desordem como herança.

No mais, somos todos artistas apresentando a singularidade que possuímos aos semelhantes. A beleza não está no quadro do artista, tampouco em suas mãos. Ela surge de quem o artista é, ou em quem ele pretende se tornar. A ideia de aperfeiçoamento — não das habilidades, mas da pessoa — traz completude, e esse movimento de “lixar as arestas” é um onde mora a beleza. A maior arte do artista é aquilo que ele mesmo carrega.

Em termos da teologia Cristocêntrica — acredito que seja a mais real —, a beleza impressa na raça humana é, na verdade, um indício da natureza de Deus. Então, refletir sobre a beleza que existe em cada respiração é a melhor forma que se pode conduzir a assinatura que a criatura carrega de seu criador.

Todos nós possuímos beleza, apesar do “ser” depender de uma escolha pessoal, ainda possuímos muito mais do que merecemos.

 

Sobre a autora: Estudante e escritor iniciante. Interessada em literaturas e nas complexidades da existência humana. 

Novos Sabores Publicações e Agência Evidencie participam da 2ª Feira Virtual do Livro Portugal

A Editora Novos Sabores Publicações e a Agência Evidencie – Marketing para Escritores participarão da 2ª Feira Virtual do Livro Portugal, evento promovido pela Confederação Internacional do Livro.

A programação contará com uma homenagem a Dom Dinis, poeta português e um dos maiores nomes do trovadorismo galego-português. O encontro reunirá participantes do Brasil, Angola e Moçambique.

A participação será conduzida pelo embaixador cultural e editor da Novos Sabores Publicações, Leandro Flores, fortalecendo o intercâmbio cultural e ampliando a presença da literatura brasileira em iniciativas internacionais.

📅 Domingo – 16 de agosto

🇵🇹 Portugal: 14h15
🇧🇷 Brasil: 10h15

Além deste evento, a Novos Sabores Publicações também participará de outras atividades dentro da programação da 2ª Feira Virtual do Livro Portugal, incluindo eventos em parceria com o Global Institute for Literature and Cultural Consciousness e com o Movimento Cultivista Brasil, que prestarão homenagens a importantes nomes da literatura portuguesa, como Fernando Pessoa e Florbela Espanca.

As ações contarão com a participação de escritores, pesquisadores, agentes culturais e convidados de diversos países, fortalecendo o intercâmbio entre diferentes nações de língua portuguesa e ampliando a presença da literatura brasileira em espaços internacionais.

A participação da Novos Sabores Publicações, em conjunto com a Agência Evidencie – Marketing para Escritores, reforça o compromisso das instituições com a difusão da literatura, a internacionalização de autores e a promoção do intercâmbio cultural entre países de língua portuguesa, contribuindo para aproximar escritores, leitores e agentes culturais de diferentes partes do mundo.

Homenagem do poeta Antônio Santana, a todos os pais de Condeúba

PAI

Aquele que cuida, ama e protege a sua família.
Aquele que administra a casa junto com a sua esposa,
Aquele que luta dia após dia
Para buscar o pão para seus filhos.
Pai, aquele que ama sem medir esforços;
Aquele que por amar os filhos trabalha,
Incansavelmente para dar-lhes o melhor.
Pai, aquele que sofre junto e sorrir junto,
Nos melhores e piores momentos da vida de um filho.
Pai, que para o filho não tem preço;
Que reconhce no seu pai
O valor de um homem batalhador,
Trabalhador, lutador, parceiro e guerreiro.
PAI, que a exemplo de Jesus Cristo,
Não abandonou os seus discípulos,
Nem mesmo quando caíram na fé.
Que seja um pai herói na virtude e na atitude
De como um filho deve proceder.
Na família, na sociedade e no mundo que nos cerca.
PAI, palavra santa de ordem
E de respeito profundo que tantos homens
Não conseguem alcançar.
Então, digamos no dia de hoje,
Meu querido paí, meu papai, meu papaizinho,
Meu paizão e o nosso Grande Pai.
Na sua infinita Misericórdia,
Ele que é o nosso DEUS todo Poderoso.
Que Deus nos abençoe!

Parabéns, a todos os pais!
Um abraço fraterno a todos!

Nosso editor Leandro Flores conquista prêmio internacional durante a III Feira Internacional do Livro de Jauja, no Peru

O editor do Café com Poemas, poeta, escritor, jornalista, advogado e embaixador cultural Leandro Flores conquistou o prêmio Escritor Revelação 2026, concedido pela Confederação Internacional do Livro, instituição sediada no Peru. A homenagem foi entregue durante a cerimônia de encerramento da III Feira Internacional do Livro de Jauja, um dos mais importantes eventos literários da América Latina.

A conquista representa mais um importante reconhecimento na trajetória de Leandro Flores, que também é coordenador do Movimento Cultivista Brasil, editor da Novos Sabores Publicações e idealizador do Café com Poemas, projeto dedicado à valorização da literatura, da poesia e da difusão cultural.

Realizada entre os dias 10 e 19 de julho, a feira reuniu escritores, poetas, editoras e instituições culturais de diversos países em uma programação híbrida, fortalecendo o intercâmbio entre autores e projetos literários internacionais.

Representando o Global Institute for Literature and Cultural Consciousness, o Movimento Cultivista Brasil e a Novos Sabores Publicações, Leandro Flores também integrou a programação oficial do evento como apresentador de uma das atividades internacionais. Durante sua participação, conduziu homenagens a Luiz Gama, um dos maiores nomes da história brasileira, e a Leandro Gomes de Barros, considerado o Pai da Literatura de Cordel Brasileira, apresentando ao público internacional importantes referências da literatura e da cultura do Brasil.

Segundo o escritor, a conquista é resultado de um trabalho contínuo voltado à construção de parcerias, ao fortalecimento de projetos culturais, à ampliação da presença internacional da literatura brasileira, à produção de conteúdos em diferentes idiomas e à participação em eventos literários.

Esse processo também conta com a parceria da Evidencie – Marketing para Escritores, que desenvolve ações estratégicas de posicionamento, divulgação, traduções e fortalecimento da presença digital de autores e projetos literários.

“Esse reconhecimento demonstra que resultados são construídos com planejamento, parcerias sólidas, presença, constância e uma estratégia bem definida. É uma conquista coletiva, fruto do trabalho de pessoas e instituições que acreditam no poder transformador da literatura”, afirmou Leandro Flores.

Para o Café com Poemas, a premiação representa não apenas uma conquista individual de seu editor, mas também um reconhecimento ao trabalho desenvolvido ao longo dos anos na promoção da literatura, da poesia e da integração cultural entre escritores de diferentes regiões do Brasil e do exterior. O prêmio fortalece ainda mais a missão do projeto de aproximar autores, leitores e instituições por meio da arte, da cultura e da palavra.

Condeúba celebra a arte do encontro através do Mov Cultivista Café com Poemas

Por: Mariana Penides

A Biblioteca Municipal de Condeúba foi palco de mais uma noite memorável nesta última segunda-feira, ao sediar o encontro tão esperado do Mov Cultivista Café com Poemas. Com o apoio da Secretaria de Cultura e da Prefeitura Municipal, o evento reafirmou o papel do município como um polo de efervescência literária na região.

O encontro reuniu vozes marcantes da nossa literatura, como os escritores Professor Agnério Evangelista, Antônio Santana e Paulo Henrique Cordeiro, além de contar com o apoio de ativistas e incentivadores da cultura local como Helen Catharine, Regina Célia, Políbio Carvalho, Maria Heloísa Noaves, Mateus, Sara Novaes, Sandra Maria, Cleide, Mariana Penides e do vereador Zé de Fernando.

Uma trajetória de sensibilidade

Muito mais do que um evento isolado, o encontro celebrou uma história que vem sendo escrita desde 2017. O Café com Poemas nasceu com a missão de fortalecer a arte da escrita, lapidar novos talentos e manter vivo o hábito de cultivar a boa poesia em Condeúba.

A noite foi preenchida por recitais que emocionaram o público presente. Para Mariana Penides, embaixadora e ativista do movimento, a essência do projeto vai além dos livros:

“O encontro de hoje nos convida a olhar para os talentos da nossa terra com mais carinho e a explorar a liberdade de compartilhar o que verdadeiramente sentimos através da poesia.”

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