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“O cachorro escuta tudo”, inclusive a sua lágrima antes de cair

Um cachorro escuta quatro vezes melhor que uma pessoa. Assim escuta a 8 metros o que o homem só escuta a 2 metros. Ele detecta a origem do som com precisão, em apenas 0,06 segundo.

Você nem entrou em casa e o cachorro já ouviu você chegando. Você mal acordou, pisou o pé dentro do chinelo e o cachorro já corre para a porta do seu quarto. Você vive querendo entender o que ele está descobrindo – porque ele flagra os sons de insetos, da água correndo, do vento mudando a sua direção, dos subterrâneos, das paredes. Escuta o que até aquele instante parece invisível.

De repente, a cabeça dele se inclina para um lado, como se ele estivesse de pé, em vigília, por um novo movimento. É um profeta do que surgirá. Pois alcança uma frequência entre 10 a 40.000 Hz, inacessível para a escala humana, presa entre 16 e 20.000 Hz.


Não são fantasmas, são ruídos vivos se formando em grandes distâncias.

O cachorro prostra-se em sentinela e late para algo que não aconteceu. Só não aconteceu para você, para ele aconteceu.


Antes do celular tocar, ele olha para o seu celular. Antes de algum objeto quebrar no chão, ele olha para os seus braços. Antes do interfone vibrar, ele olha para o interfone.

O cão tem uma hipersensibilidade auditiva. Um relâmpago é um terremoto para ele. Uma colisão de carros ao longe é uma colisão de trens.

O cachorro escuta, inclusive, a sua lágrima, antes de cair, o batimento do seu coração alterado, uma dor antes de ser palavra, e vem lamber o seu rosto e lhe oferecer conforto.

cão ouvindo
Foto: pixabay

Dá para entender agora a violência que são os fogos de artifício para os cachorros?

Por: Fabricio Carpinejar

Fonte: Osegredo

VALORIZE QUEM ESTÁ SEMPRE AO SEU LADO

Ele é aquele que te beija e te abraça (…)

(…) Que te abriga nos ombros ou nas costas, fazendo mil e uma palhaçadas.

Que te faz sorrir, mesmo naquele dia péssimo em que você prefere morrer.

É aquele que dá “aquela moral”, muitas vezes até exagerada sem você merecer.

É o único que tem coragem de falar abertamente quando te flagra fazendo algo errado. E tem a humildade de pedir desculpas quando perceber que também errou…

Que vibra com cada vitória que você conquista (com sinceridade de alguém que torce verdadeiramente pelo o seu sucesso)…

Quem é ele? Ele é o seu melhor amigo (a);

Se você tem um amigo assim, valorize-o, pois, os amigos ‘verdeiros’ estão cada vez mais raros (…)

FLORES, 2010

*Texto escrito originalmente em 2010, mas modificado em 2019 para atender uma categoria específica de postagens.

Veja o vídeo do poema original:

https://www.youtube.com/watch?v=vRxv4vge9sA
Canal “Flores na TV”

Veja mais videos Aqui

Imagem: Pixabay 

 



Leandro Flores é fundador e produtor de todos os Projeto ligados ao Café com Poemas.

Jornalista, Sertanista, Comendador, Poeta, Editor de Livros e Revistas e Designer Gráfico. Leandro é autor dos livros “Sorriso de Pedra – A outra face de um Poeta” e “Portfólio: Traços e Conceitos”.

É membro-fundador da Academia de Letras do Sertão Cultivista, membro da CAPPAZ – Confraria Artistas e Poetas pela Paz, além de outras instituições Acadêmicas pelo país. Também é Coordenador e Idealizador do Movimento Cultivista Brasileiro e do Projeto Cartas e Depoimentos. Já fez participações em dezenas de antologias poéticas, além de ORGANIZAR e AUXILIAR outras publicações. Leia mais…



A idiotização da sociedade como estratégia de dominação

Por Fernando Navarro

As pessoas estão tão imbuídas no sistema estabelecido que não conseguem conceber alternativas aos critérios impostos pelo poder.

Para conseguir isso, o poder usa o entretenimento vazio, com o objetivo de aumentar nossa sensibilidade social e se acostumar a ver a vulgaridade e a estupidez como as coisas mais normais do mundo, incapacitando-nos de alcançar uma consciência crítica da realidade.

No entretenimento vazio, explora-se ao máximo a mesmice de conteúdos sem nexo, como se pode ver constantemente na televisão ou na exploração massiva de shows musicais com “cantores” pre fabricados para esses fins. O futebol também serve como objeto de alienação, sendo assim, através deste, uma maneira eficaz que tem o sistema estabelecido para abortar a sociedade.

Imagem: Autoria Desconhecida

As “redes sociais” potenciam o “ser digital” (expressão de Will Storr): um ser narcisista, exibicionista — e, sem surpresas, permanentemente insatisfeito. Como no mito de Narciso, todos estamos apaixonados pelo reflexo da nossa imagem.

Nesta subcultura do entretenimento vazio, o que é promovido é um sistema baseado nos valores do individualismo possessivo, no qual a solidariedade e o apoio mútuo são considerados algo ingênuo.

No entretenimento vazio, tudo é projetado de modo que o indivíduo suporte estoicamente o sistema estabelecido sem questionar. A história não existe, o futuro não existe; apenas o presente e a satisfação imediata que o entretenimento vazio procura.

Por isso, não é estranho que proliferem os livros de auto-ajuda, o autêntico slop psicológico, ou o misticismo de Coelho, ou variantes infinitas do clássico “como se tornar um milionário sem esforço”.

Em última análise, o que está envolvido no entretenimento vazio é a ideia de nos convencer de que nada pode ser feito: que o mundo é como é e é impossível mudá-lo, e que o capitalismo e o poder opressor do Estado são tão naturais e necessários como a força da gravidade em si. É por isso que é comum ouvir: “É algo muito triste, é verdade, mas sempre houve oprimidos pobres e ricos opressores e sempre haverá. Não há nada que possa ser feito “.

Imagem: Pixabay

O entretenimento vazio alcançou a extraordinária façanha de tornar os valores do capitalismo também os valores daqueles que são escravizados por ele. Isso não é algo recente, La Boétie, no longínquo século 16, viu isso claramente, expressando seu estupor em seu pequeno tratado Sobre a servidão voluntária, em que ele afirma que a maioria dos tiranos perdura apenas devido à aquiescência de próprio tiranizado.

O sistema estabelecido é muito sutil, com suas estupidências forja nossas estruturas mentais e, para isso, usa o púlpito que todos temos em nossos lares: a televisão. Nela não há nada que seja inocente, em todos os programas, em todos os filmes, em todas as notícias, sempre exala os valores do sistema estabelecido, e sem perceber, acreditando que a vida real é assim, eles introduzem seus valores em nossas mentes.

Entretenimento vazio existe para esconder a relação óbvia entre o sistema econômico capitalista e as catástrofes que assolam o mundo. É por isso que há a necessidade de um espetáculo vazio: de modo que enquanto o indivíduo se recusa a chafurdar no lixo que o alimenta na televisão, ele não vê o óbvio, não protesta e continua a permitir que os ricos e poderosos aumentem seu poder e riqueza. enquanto os oprimidos do mundo continuam sofrendo e morrendo em meio a existências miseráveis.

Se continuarmos permitindo que o entretenimento vazio continue modelando nossas consciências e, portanto, o mundo à vontade, isso acabará nos destruindo. Porque o seu objetivo não é outro senão criar uma sociedade de homens e mulheres que abandonam os ideais e aspirações que os tornam rebeldes, para se contentarem com a satisfação de necessidades induzidas pelos interesses das elites dominantes. Assim, os seres humanos são despojados de toda a personalidade, transformados em animais vegetativos, sendo completamente desativados a velha ideia de lutar contra a opressão, atomizada em um enxame egoísta desenfreado, deixando as pessoas sozinhas e desligadas umas das outras mais do que nunca, absorvidas a exaltação de si mesmas.

Se continuarmos permitindo que o entretenimento vazio continue modelando nossas consciências e, portanto, o mundo à vontade, isso acabará nos destruindo.

Assim, dessa forma, os indivíduos não têm mais energia, para mudar as estruturas opressivas (que não são percebidas como tal), não têm mais força ou coesão social para lutar por um novo mundo.

No entanto, se quisermos reverter essa situação de alienação a que estamos sujeitos, apenas à luta permanece como sempre, só podemos nos opor a outros valores diametralmente opostos aos do vazio, para que surja uma nova sociedade. Uma sociedade em que a vida dominada pelo absurdo do entretenimento vazio é apenas uma lembrança dos tempos estúpidos em que os seres humanos permitiam que suas vidas fossem manipuladas de maneira tão obscena.

Artigo escrito por Fernando Navarro do site La Haine 

*Não conseguimos identificar a autoria de algumas imagens usadas neste post. 

Aleluia – por Rob Landes e Aubry Pitcher

https://www.youtube.com/watch?v=csW8hp1-PiU

Pai eu quero te amar
Ouvir as batidas do seu coração
E me derramar
Aos seus pés
mais perto eu quero estar senhor
e te adorar
com tudo que sou
e me render
glória e Aleluia
Aleluia, Aleluia
Aleluia, Aleluia Pai eu quero te amar
Ouvir as batidas do seu coração
E me derramar
Aos seus pés
mais perto eu quero estar senhor
e te adorar
com tudo que eu sou
e me render
glória e Aleluia Aleluia, Aleluia Aleluia, Aleluia Pai eu quero te amar
Ouvir as batidas do seu coração
E me derramar
Aos seus pés
mais perto eu quero estar senhor
e te adorar
com tudo que sou
e me render
glória e Aleluia
Aleluia, Aleluia
Aleluia, Aleluia Pai eu quero te amar
Ouvir as batidas do seu coração
E me derramar
Aos seus pés
mais perto eu quero estar senhor
e te adorar com tudo
que eu sou
e me renderglória e Aleluia
Aleluia, Aleluia
Aleluia, Aleluia

Fonte: Musixmatch

Compositores: Shimrit Or / Kobi Oshrat-VentooraLetra de Hallelujah © WB Music Corp., Sony/ATV Songs LLC, Universal, Sony/ATV Sounds LLC, Cookaway Music Ltd., Turtle Victory, Bad Monk Publishing, Sm Ent. Co. Ltd., Songs From The Indigo Room, BMG Silver Songs, Teddy Geiger Publishing LLC, Music Of Big Deal, Turtle First Music, The Family Songbook, Gogly Music Publ, Tunecore Digital Music, Tg Worldwide Publishing, Universal Music Mgb Songs, WORD MUSIC, LLC, UNIVERSAL – POLYGRAM INTERNATIONAL PUB INC, SOULWRITER MUSIC COMPANY, INC., WORDSPRING MUSIC, LLC, EMI CHRISTIAN MUSIC PUB OBO HILLSONG, SONY/ATV SONGS LLC OBO BAD MONK PUBLISHING, KOBALT MUSIC PUB AMERICA OBO MASTER MISTRESS MUSIC LLC

 

*Autoria de imagem: desconhecida

 

 

Curta, sinta, inspire-se!

Drummond: Não se mate

Carlos, sossegue, o amor
é isso que você está vendo:
hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo
e segunda-feira ninguém sabe
o que será.

Inútil você resistir
ou mesmo suicidar-se.
Não se mate, oh não se mate,
reserve-se todo para
as bodas que ninguém sabe
quando virão,
se é que virão.

O amor, Carlos, você telúrico,
a noite passou em você,
e os recalques se sublimando,
lá dentro um barulho inefável,
rezas,
vitrolas,
santos que se persignam, .
anúncios do melhor sabão,
barulho que ninguém sabe
de quê, praquê.

Entretanto você caminha
melancólico e vertical.
Você é a palmeira, você é o grito
que ninguém ouviu no teatro
e as luzes todas se apagam.
O amor no escuro, não, no claro,
é sempre triste, meu filho, Carlos,
mas não diga nada a ninguém,
ninguém sabe nem saberá.

 

ANDRADE, Carlos Drummond de. “Brejo das almas”. In:_____. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002.

“Não deixe as coisas criarem raízes para retirá-las da sua vida, pois a dificuldade é maior depois para removê-las.”

Se você é rico, mas não é feliz terá que encontrar a sua verdadeira felicidade de outra maneira. Se for famoso, mas tem a impressão que está fazendo a coisa errada, mesmo obtendo êxito no que faz, terá que mudar a sua vida e fazer tudo diferente. Se estiver mantendo um relacionamento há anos, mas não tem certeza que realmente é a pessoa que quer passar o resto dos seus dias, então caia fora enquanto há tempo…

Leandro Flores

Imagem: Pixabay

 

Leandro Flores é fundador e produtor de todos os Projeto ligados ao Café com Poemas.

Jornalista, Sertanista, Comendador, Poeta, Editor de Livros e Revistas e Designer Gráfico. Leandro é autor dos livros “Sorriso de Pedra – A outra face de um Poeta” e “Portfólio: Traços e Conceitos”.

É membro-fundador da Academia de Letras do Sertão Cultivista, membro da CAPPAZ – Confraria Artistas e Poetas pela Paz, além de outras instituições Acadêmicas pelo país. Também é Coordenador e Idealizador do Movimento Cultivista Brasileiro e do Projeto Cartas e Depoimentos. Já fez participações em dezenas de antologias poéticas, além de ORGANIZAR e AUXILIAR outras publicações. Leia mais…

“Felicidade é ter sempre razão para sorrir.”

A felicidade está onde você se sente bem. E está com quem você se sente bem. Felicidade é ter sempre razão para sorrir. É viajar, falar besteira, encontrar com os amigos, tomar uma (cerveja) no barzinho da esquina, beijar na boca, fazer amor… enfim, ser feliz é fazer o que nos faz bem.

Leandro Flores

Imagem: Pixabay 



Leandro Flores é fundador e produtor de todos os Projeto ligados ao Café com Poemas.

Jornalista, Sertanista, Comendador, Poeta, Editor de Livros e Revistas e Designer Gráfico. Leandro é autor dos livros “Sorriso de Pedra – A outra face de um Poeta” e “Portfólio: Traços e Conceitos”.

É membro-fundador da Academia de Letras do Sertão Cultivista, membro da CAPPAZ – Confraria Artistas e Poetas pela Paz, além de outras instituições Acadêmicas pelo país. Também é Coordenador e Idealizador do Movimento Cultivista Brasileiro e do Projeto Cartas e Depoimentos. Já fez participações em dezenas de antologias poéticas, além de ORGANIZAR e AUXILIAR outras publicações. Leia mais…



 

Então tá, né! Fazer o quê?

É ruim ter que dizer isso, né? O mundo parece que acaba naquele instante.

Você ter que concordar com algo que na verdade não queria concordar. Mas você concorda mesmo assim porque não tem outra escolha. Fazer o quê? 

Às vezes, a gente quer tudo; ser famoso (a), ter muito dinheiro, ter várias namoradas (os), ser importante, ser feliz e esquece que nem tudo é do jeito que queremos.  Logicamente não existe esse lance de predestinação. Acho que sonhos são conquistados e não herdados. Se quiser ser algo tem que lutar para ser e não aceitar que seu destino foi traçado e que você não pode mudá-lo porque alguém quis assim.

O que não pode é ser tudo ao mesmo tempo.

Se você é rico, mas não é feliz terá que encontrar a sua verdadeira felicidade de outra maneira. Se for famoso, mas tem a impressão que está fazendo a coisa errada, mesmo obtendo êxito no que faz, terá que mudar a sua vida e fazer tudo diferente. Se estiver mantendo um relacionamento há anos, mas não tem certeza que realmente é a pessoa que quer passar o resto dos seus dias, então caia fora enquanto há tempo…


Não deixe as coisas criarem raízes para retirá-las da sua vida, pois a dificuldade é maior depois para removê-las.


 

A felicidade está onde você se sente bem. E está com quem você se sente bem. Felicidade é ter sempre razão para sorrir. É viajar, falar besteira, encontrar com os amigos, tomar uma (cerveja) no barzinho da esquina, beijar na boca, fazer amor… enfim, ser feliz é fazer o que nos faz bem.

É simplesmente viver…

Foto: Pixabay

Mas temos que estar preparados para a infelicidade também, porque, se para ser feliz basta viver, para ser infeliz também.

Então, quando as coisas não saírem do jeito que você planejou, apenas diga: “Então tá, né! Fazer o quê?”

E vá à luta.

*Texto escrito em 2010.

Por: Leandro Flores

Fotos: Pixabay

 

Leandro Flores é fundador e produtor de todos os Projetos ligados ao Café com Poemas.

Jornalista, Sertanista, Comendador, Poeta, Editor de Livros e Revistas e Designer Gráfico. Leandro é autor dos livros “Sorriso de Pedra – A outra face de um Poeta” e “Portfólio: Traços e Conceitos”.

É membro-fundador da Academia de Letras do Sertão Cultivista, membro da CAPPAZ – Confraria Artistas e Poetas pela Paz, além de outras instituições Acadêmicas pelo país. Também é Coordenador e Idealizador do Movimento Cultivista Brasileiro e do Projeto Cartas e Depoimentos. Já fez participações em dezenas de antologias poéticas, além de ORGANIZAR e AUXILIAR outras publicações. Leia mais…

 

Repudiar um comportamento criminoso não é intolerância. É decência. E ninguém precisa se sentir culpado por ser decente.

Precisa, sim. Você precisa ser legal. O mundo já tem canalha demais fazendo das suas por aí. Quem já era mau soltou o freio de mão e despencou ladeira abaixo rumo à mais pura e simples safadeza. Agora anda cruel em franco descaramento. A quem ainda resta um pouquinho de consciência, é urgente cometer bondades em brutal atrevimento.

Tem gente por aí achando bonito ser grosseiro, brigão, vingativo. Não, isso não é bom! Tanta desculpa de “bateu, levou” e tanto pretexto de “olho por olho” fazem de nós pouco menos que bichos tomados de raiva, perdidos no caminho, sem rumo e sem jeito de voltar para casa. Passou da hora de contrabalançar essa história.

Não se pode estar à vontade onde tanta gente perdeu o pudor de agredir. Não se pode concordar com quem disfarça de “democracia” a mais descarada sanha de defender a tortura, a homofobia, o fascismo. Ninguém tem o direito democrático de defender o racismo, por exemplo, como se falasse de uma mera preferência inofensiva. Para escrotidão não há tolerância possível.

Ninguém precisa ser legal com todo mundo, não. Sobretudo com quem, por descuido ou por maldade, anda à vontade no papel de malfeitor. É urgente mandar às favas quem botou pra fora as asinhas fascistas. Sem medo de perder um “amigo” aqui e ali. Que vão! Se você acredita no que diz e no que pensa, não há o que perder. Já vai tarde quem acha justo manipular, mentir, inverter valores. Repudiar um comportamento criminoso não é intolerância. É decência. E ninguém precisa se sentir culpado por ser decente.

Tem gente em todo canto agindo como se os incapazes de aceitar que o vizinho espanque a mulher fossem os reais canalhas, só porque não respeitam a “intimidade” do casal. Não pode, não.

Quanta gente fazendo sujeira à luz do dia, bandalheira em frente às câmeras, safadeza com plateia! Quanta gente se orgulhando de ser vil sob o aplauso de quem não se importa de ser torpe. Alguém precisa fazer alguma coisa e precisa fazer já.


Foto: Pixabay 

Mãos à obra! Sem mais o quê, com toda a honestidade de nossa alma, sejamos delicados petulantes. Gentis insolentes! Simpáticos desaforados! Provoquemos arroubos de gratidão em toda gente que nos cruzar o caminho!

Assim, incapaz de ignorar nossas demonstrações de afeto, toda pessoa perdida em crueldade que ainda tiver um restinho de bondade no coração haverá de nos ouvir. E então, bombardeada de afeição, ela será obrigada, senão a revidar com mais afeto, a pensar no assunto com seriedade.

Sejamos firmes e um milagre há de acontecer à luz do dia, despudorado e incrível. Será uma graça despencada do céu sobre nós. Um milagre bonito, desses que acontecem quando a gente se vê no outro, se reconhece em seus acertos, se envergonha dos erros alheios. Um milagre de empatia e compaixão. Sejamos assim.

Sem pretensão nenhuma de santidade, sem o menor desejo de agradar o planeta inteiro, sejamos bons, façamos melhor.

Não é preciso ser legal com todo mundo. É preciso ser legal! E isso quer dizer que uns vão gostar, outros vão odiar. Não importa. Façamos assim mesmo o que acharmos certo. Nem que seja só para ver o que acontece, sejamos legais! Façamos uma força, tentemos. Sejamos melhores do que somos agora. E depois a gente vê o que faz.

Fotos: Pixabay

Escrito por: ANDRÉ J. GOMES

Fonte: https://osegredo.com.br/

“Ninguém se apaixona pela pessoa errada, apenas se encanta por ilusões que ela mesmo inventa”

Por SIMONE GUERRA

Ninguém se apaixona pela pessoa errada, a verdade é que inventamos expectativas e ilusões maravilhosas com relação a quem estamos envolvidos.

Essa coisa de amor à primeira vista, não sei, não entendo. Isto nunca aconteceu comigo, talvez por acreditar que amor não é encantamento, mas sim, vivência. Desconfio de coisas fantásticas demais. Perdi a ilusão com os contos de fadas, quando descobri que tapete mágico servia apenas para deslizar, que castelo era solitário demais e que príncipe não passava de um homem normal qualquer. Percebi que tudo que li nos romances ou assisti na TV, apenas foram inventadas para nos fazer sonhar e aliviar algumas rotinas.

Desilusão não faz ninguém amargo, é você que permite se envenenar. Desilusão serve para amadurecermos e crescermos também.

Até as negatividades da vida são lições para melhorar o nosso eu. Inventamos, criamos e vivemos nossos dias. Todo mundo cria expectativas em relação às pessoas e à vida. 

Nem sempre somos pés no chão como deveríamos, porque criamos ilusões e investimos nessas falsas realidades. Quando estamos apaixonados ou encantados por alguém, vemos beleza onde não tem, vemos humor em piadas sem graça e qualidades demais onde não existe, porque os sentimentos têm essas cegueiras estranhas.

Às vezes, levamos muito tempo para perceber que aquele amor não passa de um gostar intenso, que aquele paquera não passa de mais uma bobagem, que aquela pessoa que você apostou até o último centavo, não passa é isso tudo. Criamos tantas expectativas em relação a alguém, que até inventamos para nós mesmas que é bom. Acreditamos em tantas ilusões perdidas, e não temos o controle disso, muitas vezes. Ainda não foi inventado um botão para deletar ilusões que inventamos e que servem apenas para nos trapacear, infelizmente.

Apaixonamos algumas vezes, talvez milhares de vezes, e cada ilusão é diferente, porque nossas perspectivas mudam de pessoa para pessoa. Inventamos um gostar íntimo para cada pessoa que passa em nossa vida e inventamos ilusões diferentes para cada um.

Ninguém é igual, similar ou genérico, cada pessoa é única e sem restrições, até que apareça algum mal-estar para atormentar.

A realidade é muito diferente daqueles contos de fadas. A desilusão marca a gente para sempre. Viver é acertar e errar; é apostar, ganhar e perder; é ser real e fantasia; é inventar ilusões boas e ruins; é trapacear e jogar… viver é também inventar problemas, principalmente, quando cismamos com alguém que não passa de ninguém.

Ninguém se apaixona pela pessoa errada, a verdade é que inventamos expectativas e ilusões maravilhosas com relação a quem estamos envolvidos. Quando nos envolvemos com alguém, não medimos o encantamento, muito menos prevemos se vai ser bom ou não; criamos ilusões para que essa pessoa se torne especial.

Eu não acredito em amor à primeira vista, é verdade, mas acredito piamente na possibilidade de um amor para sempre. Inventei muitas ilusões e vivi todas elas, e não me arrependo, porque quem não investe em um alguém especial, perde a chance de conhecer uma pessoa inesquecível ou não aprende a escapar de mais uma desilusão.

Como diz uma música que a Marília Mendonça canta: “Ninguém se apaixona pela pessoa errada, apenas se encanta por ilusões que ela mesma inventa.”

Foto: Pixabay

Fonte: https://osegredo.com.br/