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“Quero fazer as pessoas sorrirem e chorarem de emoção”- disse Mateus, o poeta que quer ser igual o Braúlio Bessa

O menino mora com a mãe e avó na comunidade de Boa Nova, no município de Óbidos.

De pior aluno da escola e com muito problemas familiares, Mateus Nunes Marinho, de 7 anos, viu seus dias mudarem por meio de poemas. Ele começou o interesse pela poesia, após assistir uma novela em que o personagem era poeta. A partir daí, inspirado pelo poema “Recomece” de Bráulio Bessa, o pequeno começou a versar com autoria própria na comunidade Boa Nova, no município de Óbidos, no oeste do Pará.

Sem pai, com a mãe com problemas mentais e avó cega, Mateus estava se tornando uma criança agressiva na escola e até mesmo dentro de casa. No colégio, os responsáveis sempre eram chamados para serem advertidos pelas atitudes do menino com os colegas e até mesmo com a professora,

O menino destacou que vivia momentos de revolta pela dificuldade que passava com a família. E que ouviu de uma vizinha que cuidava dele que ela chamaria até mesmo o Conselho Tutelar e procuraria um atendimento médico para que ele parrasse com essas agressões.

“Eu era o pior aluno da sala, agredia meus coleguinhas, não respeitava minha professora. Ela era cobrada pelos pais de alunos para que eu não sentasse ao lado dos filhos deles. A professora me cuidava muito bem, me dando toda a atenção, mas mesmo assim muitas lágrimas rolavam em seu rosto”, contou Mateus.

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A vizinha de Mateus, Lúcia Nunes de Siqueira resolveu olhar com um cuidado mais atento ao menino e em conversa com ela, o menino despertou entusiasmo e disse que queria ser poeta, igual aquele ator da novela.

“Naquele momento, nos abraçamos, e chorando ele disse que era para Deus dar o caminho, porque não tinha noção como versar um poema. Eu liguei meu celular e ele pesquisou um poema do poeta Bráulio Bessa que tem como título ‘Recomece’. Ele disse que achou lindo e que preencheu o vazio do coração dele. Ele me pediu para deixar meu celular para que ele pudesse ouvir mas vezes”, contou Lúcia.

“Quero fazer as pessoas sorrirem e chorarem de emoção, e não mais de dor”, disse Mateus.

Mateus ressaltou os cuidados da “Tia Lúcia”, pois mesmo com muitos afazeres sempre reservou um tempinho para ele. Ela conseguiu fazer ele assimilar quatro estrofes.

“Logo me tornei fã do Bráulio e como quase que todos naquela comunidade profetizavam mal de mim, até porque meu pai é alcoólatra, usuário de drogas e ninguém acreditava na minha capacidade. Versamos o primeiro poema, que tem como título o ‘Menino lá da roça'”, destacou.

Atualmente, o pequeno poeta tem sentimentos pelas pessoas e muito amor pelos avós. A paz está completa na família. Além de ser admirado na escola, todos adoram ouvir os poemas. Ele deseja ajudar a família humilde e quer ser como o poeta Bráulio Bessa.

mateus marinho poeta quer ser igual braulio bessa cafec om poemas reportagem g1 2020

Menino poeta do interior do Pará — Foto: Redes Sociais/Reprodução

“Quero estar um dia no programa da Fátima, transformando a vida das pessoas e um dia poder escrever sobre tudo. Espero contar com apoio das pessoas, pois venho de uma família muito humilde. Hoje, posso sentir que os poemas transformaram a minha vida, mesmo sendo muito tímido tenho muita ansiedade em me apresentar como aquele ator, lançar um livro e transformar vidas”, finalizou Mateus, o pequeno poeta.

Confira os poemas:

 

O menino lá da roça

Vida solitária

Levo a vida de um menino

Entre flores e espinhos

Entre chuva e sol

As vezes me sinto só

Deus és minha inspiração

Seguro em suas mãos

Olho pra este mundão

Com tanta corrupção

Parece não ter saída

Olho pra minha vida

Uma família sofrida

Mas com Deus no coração

Tenho lembrança dos

Momentos difíceis da

Minha vida

O coração do menino

Um contador de piada

Com a língua toda enrolada

Alegrando a molecada

O palhaço da escola

Que dança pula e rebola

A corrida no saco

A hora da lição

Me relembra o coração

Aquela mochila verde

Pendurada na parede

Aquela balador na mão

Pra balar aquele avario

O chamado do vovó

Com um bastão na mão

Me relembra o coração

São milhões de pensamentos

Que passa pela cabeça

Talvez seja o meu destino

Nascido para escrever Aquilo que faz bater

O coração do menino.

Á Realidade

No radinho lá de casa

Curioso eu cheguei perto

Pra mode escutar o certo

Minha vó que sempre foi a melhor

Com um papel de vilão

Sabe regrar o sim

E nunca poupar o não

Ela me falou da paz

Já que a paz é um sentimento

Ferida e chorando muito

Naquele escato momento

Ela me falou da violência

Que o mundo vem sofrendo

Da conta que o povo paga

Sem se quer esta devendo

Olhando para o meu lado

Avistei outras crianças

Sorrindo nos abraçamos sem pensar em desistir

Somos nos a esperança

Deste sofrido país.

Confiar

Se você se amar

Se você confiar

O mundo pode mudar

Você pescador deixe da covardia

Zele pela natureza

E pelo pão de cada dia

Vivendo uma vida plena

Fazendo valer apenas

Cada passo que for dado

Meu perfil

Ao rimar este poema

O alfabeto vou usar

Pra contar minha história

Do povo deste lugar.

Mateus é o meu nome

Escrito com a letra M

Com sete anos de idade

Já tenho a capacidade

De escrever o meu poema

Sou filho do interior

Com muito orgulho de ser

Não tenho pai registrado

Com uma mãe do meu lado

Uma vó que me irradia

Não tem a capacidade

De enxergar a luz do dia.

É normal que todo mundo

Tenha uma vocação

Vou me tornar um poeta

Pra alegrar seu coração

Todo dia eu peço a Deus

Saúde pra estudar

Pra ser alguém na vida

E minha família ajudar

Na vida: Ninguém

É feliz sozinho

Preciso do seu carinho

Não quero mal a ninguém

Só quero deixar saudade

No coração de Alguém.

O agricultor

O meu Pará tem riqueza

Tem terra pra trabalhar

O agricultor no campo

Tentando seu pão ganhar

Com tanto suor no rosto

Com a esperança no Amanhã

A praga vem e devora

Aquele atravessador

Que não tem coração

Leva por um trocado

O que sobrou da plantação

A vida é dura demais

Mas vale apenas viver

Com o próprio suor do rosto

De que por matar e roubar

Família

Nem as preciosas pedras

Com seus mais altos valores

Não compara uma família

Que é regada por amor

Não importa o tamanho

Nem a nacionalidade

E lá que existe o perdão

E nasce a felicidade

É o jardim mais florido

Daqueles que sabem amar

É nela que os que caíram

Podem se levantar

É a escola da vida

Que insiste a ensinar

Que ela é a base de tudo

Basta saber amar…

Trabalho escravo nunca mais

Os novos tios tem riqueza

Tem peixe para pescar

A maior fonte de água doce

Para nos se saciar

São milhões de toneladas

De toda espécie pescada

A maior fonte de renda

Sendo desvalorizada

O pescador consciente

Não aceita exploração

Não se tornando escravo

Da sofrida profissão

Nesse mundo todo mundo

Poderia se respeitar

E assim nossos direitos

Ninguém vinha violar

Seja rico, seja pobre

Ou a cor que você tem

Não importa profissão

O mas importante é

Ter o amor no coração

É hora de se unir

Para se fortalecer

Para que o trabalho escravo

Nunca mais acontecer

Agradecimento

Não preciso ser famoso

Pra ser ídolo de alguém

Obrigado Vanda Bentes

E o Josemar Também

Herói sou eu e você

E essa gente do bem

Obrigado chico Alfaia

E a Semed Também

Reprodução: G1

 

“Esquecemos de falar de vida em meio a tanta morte”

Para muitas mulheres brasileiras, a gravidez foi eclipsada pela incerteza vivida durante a pandemia de covid-19. Em meio ao temor de contrair a doença, gestantes relatam estresse e solidão.

“É um momento único, do qual não quero me lembrar só como uma tragédia para a humanidade. Isso é muito forte para uma criança”, comenta Denise Martin, grávida de 31 semanas de Bella, sobre gerar uma vida durante a pandemia.

A pedagoga e professora de ioga de 38 anos relembra com surpresa o desconforto que uma flor presenteada à sua médica causou há poucos dias. “A secretária ficou completamente sem reação, não sabia se pegava a flor pelas pétalas, pelo caule… Então percebi que está todo mundo tão apavorado que até ser gentil é difícil.”

A paulistana viajou em novembro da Irlanda, onde vive desde 2016, para o Brasil. A ideia era passar apenas alguns meses no país, mas, em dezembro, descobriu que estava grávida e resolveu ficar em São Paulo para ter a companhia de familiares e amigos ao longo da gestação. No entanto, a chegada do novo coronavírus ao Brasil, no final de fevereiro, e a quarentena decretada em todo o estado de São Paulo, em 24 de março, frustrou as expectativas.

“Voltei para o Brasil para ficar perto das pessoas que amo durante a gravidez, mas, no final, estou isolada no meu apartamento, mais solitária que nunca”, reclama. “Nem minha mãe pode tocar na minha barriga; ela é diarista e precisa pegar mais de um ônibus por dia, se expondo ao risco do vírus, então mal consigo vê-la, senão por vídeo”, lamenta.

O parceiro, Tommy, é irlandês e engenheiro naval. Passa mais tempo no mar que em terra firme. “As decisões políticas afetam até isso. Não posso voltar à Europa, nem ele entrar [no Brasil] a menos que sejamos casados.”

Estresse, solidão, medo e falta de esperança no futuro são sentimentos comuns a muitas mulheres que estão próximas do nascimento do primeiro filho em meio à pandemia. A ocasião tão esperada, um dos momentos mais especiais da vida da maioria delas, acabou eclipsada por uma tragédia mundial.

© Provided by Deutsche Welle Distanciamento social:

Enquanto reabre grande parte de sua economia após três meses de uma quarentena frágil e respeitada por menos da metade da população na maior parte do tempo, o Brasil registrou até esta segunda-feira (06/07) mais de 65 mil mortes em decorrência da covid-19 e mais de 1,6 milhão de casos da doença, segundo o Ministério da Saúde

“Esquecemos de falar de vida em meio a tanta morte”, lamenta Denise, que começou a escrever um diário para a futura filha, interrompido durante parte da quarentena. “Somos bombardeados por notícias ruins. Mesmo evitando telejornal, o diálogo com a Bella se tornou silencioso. Queria escrever coisas gostosas, mas só vem tristeza.”

A doença assusta e afasta gestantes de parentes e até mesmo dos médicos. Giovanna Valentim, de 17 anos, mora com a mãe, enfermeira do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Santo André, na Grande São Paulo. Resguardada desde dezembro, a adolescente grávida há 37 semanas fez apenas uma consulta presencial com seu médico desde o início do isolamento oficial no estado até ele se infectar com o novo coronavírus e ser obrigado a se afastar do consultório.

“Tenho medo de me arriscar e acabar pegando também. Ainda assim, é ele [o médico] quem vai fazer meu parto”, comenta a jovem. Ela diz temer contrair o vírus logo antes do nascimento ou mesmo no hospital e prejudicar o bebê.

Por conta da exposição à doença no cotidiano profissional, a própria mãe, Andreia, cogitou se mudar para um hotel quando o vírus chegou ao Brasil. “Eu pirei, fiquei morrendo de medo. Até hoje tomo o dobro de medidas de precaução que os meus colegas da emergência porque nunca sabemos o que vem pela frente. Já houve caso de atendimento em casa de repouso de idosos em que só soubemos que todos se infectaram quando chegamos lá”, reclama a enfermeira, que diz ter mais medo de trazer o vírus do trabalho para casa do que de ficar doente.

“Horrível é a palavra que mais define esse período”

Por uma enorme coincidência, Ticiana de Paula comprou, ainda no fim de 2019, litros de álcool em gel para serem distribuídos às visitas quando Sofia nascesse em agosto deste ano. Contudo, tomar todos os cuidados possíveis, incluindo a recomendação do obstetra de evitar hospitais mesmo com febre e tosse, não manteve a gestora de viagens de 36 anos livre da covid-19. Em março, na 21ª semana de gravidez de Sofia, ela passou 11 dias internada, sendo uma das primeiras grávidas com o vírus no hospital Santa Joana, em São Paulo.

“Horrível é a palavra que mais define esse período. Eu não podia sequer mover a cabeça para o lado que começava a tossir e não parava mais até vomitar. Não sentia falta de ar, mas simplesmente não conseguia respirar porque a tosse não parava”, relata ela, agora com 33 semanas de gravidez.

© Provided by Deutsche Welle Giovanna Valentim e a mãe: grávida há 37 semanas, a jovem fez apenas uma consulta presencial com seu médico

Após ser atendida na rede pública de São Caetano do Sul, também na Grande São Paulo, uma radiografia apontou uma pequena mancha no pulmão, que piorou drasticamente em dois dias. “Quando fui internada, a tomografia apontou que eu estava com 50% do pulmão comprometido. A infecção evolui muito rápido, por isso que as pessoas acabam morrendo”, aponta.

Sem apetite e paladar, ingerindo apenas água durante seis dias, Ticiana recebeu a notícia de que, se não melhorasse após dois dias, teriam que retirar o bebê por meio cirúrgico, com muito poucas chances de ele sobreviver.

“Não contei para ninguém essa notícia, nem para o meu marido, para evitar o sofrimento de outras pessoas. Ouvia os médicos comentando de pacientes que tinham morrido por conta do vírus, e tinha muito medo de nunca sair do hospital”, relata, revivendo a angústia do que poderia ter ocorrido e com o que teria de lidar sozinha naquele momento.

Apesar de recuperada, as estrias provocadas nos pulmões pela infecção prejudicam até hoje a sua respiração, e a impedem de ter o desejado parto normal. Segundo seu médico, o sistema respiratório danificado não suportaria o esforço exigido pelo parto. Por causa da falta de estudos a respeito, Ticiana não sabe se algum dia seus pulmões voltarão à capacidade total, ou mesmo se Sofia terá alguma sequela. Quanto às garrafinhas de álcool em gel, serão reservadas para as visitas somente após a pandemia.

Gravidez invisível

O medo em relação à própria vida e à vida do bebê leva gestantes a terem cuidados redobrados em relação ao coronavírus. “Há um cuidado maior com o corpo e com o bebê, e, com isso, um aumento da ansiedade. Só de sentir qualquer coisinha eu já fico com medo que seja covid-19”, conta a coordenadora de projetos sociais Nira Miguez, de 32 anos.

Apesar do medo de contaminação que a levou a consultas menos frequentes, algumas delas online, ela correu a um laboratório para realizar, em sistema drive-thru, um exame para saber se havia contraído o novo coronavírus após sentir muitas dores no corpo e febre leve. O resultado foi negativo.

Nira conta que, somente após quase 32 semanas de gestação, sua gravidez foi notada na rua: “Estava com mais de sete meses de gestação em uma rua na praia quando uma mulher comentou com a filha que tinha um bebê dentro da minha barriga”, diz sobre a surpresa de ser abordada por uma estranha depois de tantos meses. “É uma sensação muito esquisita, parece até que estou tendo uma gravidez invisível. Até brinco com amigos que as pessoas vão pensar que roubei um bebê, porque quase ninguém vai me ver com barrigão.”

Frustrada por não poder compartilhar o momento mais especial da sua vida com pessoas próximas, ela sente falta dos mimos usuais recebidos por gestantes. “Sinto-me pouco paparicada. Tenho só meu marido próximo neste momento, sem contato nem com amigos ou com a família do jeito que eu gostaria”, diz.

© Provided by Deutsche Welle

Especialistas avaliam que o distanciamento social é particularmente difícil para gestantes e mães de primeira viagem, que passam por um processo de incerteza sobre a vida e o futuro.

“O distanciamento familiar é muito forte para mulheres gestantes. A pandemia traz a necessidade do pai da criança ainda mais perto no processo do final da gravidez e no puerpério, pois ele costuma ser o único com quem as mulheres podem ter contato. Mas o que acontece é que esse homens em geral estão trabalhando, mesmo de casa, o que faz com que elas se sintam ainda mais sozinhas”, aponta a psicóloga Denise Feliciano.

“Estar grávida em meio a uma pandemia vai deixando a gente maluca”, reclama Ticiana. Casada e sem receber nenhuma visita, ela conta que gestação agora é ainda mais solitária e que acaba tendo o dobro de trabalho do que teria se aguardasse o futuro filho Rafael em tempo normais, lamentando ter de cozinhar, arrumar a casa e trabalhar em meio à gestação

Solteira, a jovem Giovanna se preocupa com a interação com o pai de seu bebê. “Apesar de as pessoas estarem fazendo a quarentena, não tem como confiar que todos se cuidem como eu, inclusive ele. Não sei se está se isolando, protegendo. Ele pode não estar cumprindo a quarentena como deveria e acabar passando o vírus para nós”, diz.

O final da gravidez e começo da vida do bebê, chamado puerpério, já é normalmente cercado de incertezas sobre o futuro, e isso acaba sendo exacerbado devido ao coronavírus, diz a psicóloga Denise Feliciano. Enquanto Nira teme que a solidão já característica desse período seja ainda maior, Ticiana questiona se um dia se sentirá confortável de deixar a futura filha na escola.

Acostumada à realidade de viver fora do país, Denise Martin expõe a desesperança provocada pela falta de clareza e coerência no governo federal. “Aqui a gente não tem trégua. Antes pensava se criaria minha filha aqui, agora já tenho certeza de que não quero isso. A pandemia chacoalhou estruturas, acabou com todos os meus planejamentos, e a política brasileira me trouxe medo de ficar aqui”, lamenta.

Para a Andreia, mãe de Giovanna, se as gestantes pudessem escolher, nenhuma teria filho agora. “Tantas coisas foram adiadas devido à pandemia, mas não se pode adiar o inevitável, mesmo em um momento tão instável.”

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A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.

Autor: Gustavo Basso, Natália Ximenez

 

As informações foram retiradas do site: msn

Pandemia e empatia: o que podemos aprender com o coronavírus

Uma vez que a doença pode atingir qualquer pessoa, é fundamental que cada um faça a sua parte para conter o avanço. Só com o esforço de todos veremos a melhora dos resultados

Alcançou-se, nestes dias, a marca de um milhão de contaminados e de mais de 47 mil mortos. E os números não param de crescer. Mesmo assim, muitos, inclusive políticos e autoridades, se recusam em aceitar o risco da doença e em colaborar para que ela não se propague. Ao contrário, contribuem para ações irresponsáveis e para aumentar a tensão social. 

Desde que o coronavírus foi considerado pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), causou muito pânico e caos ao redor do mundo. A doença trouxe uma sensação de fragilidade, vulnerabilidade e impotência que tomou conta das pessoas, das mais diferentes idades, culturas, raças e religiões.

Por ser uma condição democrática, que pode atingir a todos, embora todos os pesares, reforça a importância da união para que tudo funcione. 

Nesse contexto, o coronavírus ensina sobre empatia. Todos dependemos de todos para que a situação de forma geral possa ser minimizada ou até erradicada. “Quando nos preocupamos com os outros, geralmente, temos a tendência de pensar nas pessoas dentro do nosso núcleo: nós mesmos, nossa família e nossos amigos.

O momento atual nos traz a oportunidade de expandir nossa mente, exercitar o altruísmo e se preocupar pelo bem de todos os seres. Quem quer que seja e onde quer que esteja”, defende Vivian Wolff, coach especialista em desenvolvimento humano e mindfulness pelo Integrated Coaching Institute (ICI), mãe de Chloé, Alexia e Arthur. 

A especialista explica que empatia é a habilidade de perceber o outro, sem que ele precise dizer algo sobre a própria situação emocional ou afetiva. É se colocar do no lugar do outro e, considerando o momento atual, esse interesse genuíno e ativo faz toda a diferença. Isso é reforçado quando pensamos no grupo de risco (idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas), pois quando você não faz a sua parte pode, direta ou indiretamente, afetar esse público. 

Para Vivian, o caminho é primeiramente aceitar e encarar os fatos. “Devemos avaliar a qualidade dos pensamentos que escolhemos cultivar. Lidamos com o momento difícil cultivando pensamentos de medo que nos enfraquecem ou pensamentos que nos fortalecem?

Em meio a uma crise global, ser capaz de avaliar o alcance de uma adversidade e ter recursos internos para lidar com ela da melhor maneira possível é muito valioso. Pessoas resilientes fogem de reclamação e justificativas e passam para o gerenciamento das emoções e solução de problemas”, explica. 

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Foto: Reprodução

Esse é o primeiro passo para depois poder enxergar o próximo. “Talvez você não esteja no grupo de risco do coronavírus, mas já olhou a sua volta?”, provoca Elaine Di Sarno,  psicóloga com especialização em Avaliação Psicológica e Neuropsicológica, e Terapia Cognitivo Comportamental.

Você pode ter vizinhos idosos ou com diabetes e hipertensão. “Pratique a empatia, a solidariedade. Ofereça ajuda. Se for preciso, faça o supermercado para sua vizinha de 70 anos e evite que ela se exponha ao risco”, sugere. Ambas especialistas reforçam: “Reflita e dê o seu melhor como ser humano”. 

 

*As informações são do portal  msn/notícias e do site paisefilhos

Repórter da Record faz teste ao vivo e descobre que está com coronavírus

Kelly Borges, repórter da Record em Santa Catarina, testa positivo para covid-19 durante reportagem

A repórter da Record Kelly Borges tomou um susto na última segunda-feira (15) durante uma reportagem sobre testes rápidos para o novo coronavírus. A jornalista da NDTV, afiliada da emissora em Santa Catarina, fez o exame ao vivo no ‘Balanço Geral Joinville’ e descobriu que está infectada com a covid-19.

O programa mostrou uma profissional da saúde colhendo o sangue de Kelly em um terminal rodoviário da cidade. Acontece que a repórter não voltou a entrar ao vivo no programa para revelar o resultado. Ontem, a apresentadora do ‘Balanço Geral Joinville’ Sabrina Aguiar divulgou que a colega foi afastada do trabalho por causa da doença e ficará isolada por sete dias.

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A emissora afirmou que o cinegrafista que acompanhava Kelly no dia da reportagem e outras três profissionais que trabalharam diretamente com ela também fizeram o exame e testaram negativo para o novo coronavírus.

De casa, Kelly Borges participou do programa e relatou a situação. “A covid-19 não escolhe quem ataca. (…) Quando eu sentei, fiz de uma forma tranquila. Tomo todas as medidas para me manter protegida tanto no trabalho quanto em casa. Não imaginava mesmo. Não foi um susto, mas uma surpresa. E não tenho os sintomas”, dispara. Confira:

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por Kelly Borges (@kelly.borges) em

As informações são de Yahoo Vida e Estilo.

(Foto: Reprodução/TV Record)

Editorial: A nossa página “Café com Poemas” bateu mais de 10.000 mil inscritos, gratidão!

O conteúdo que oferecemos é gratuito, pensado com muito amor e compromisso com vocês, leitores e parceiros de nossa página. 

Neste mês de junho de 2020, a nossa página, atingiu um público de mais de 10.000 mil inscritos! A meta era um desejo nosso, quando no começo deste ano, lançamos a campanha:Convide seus amigos a curtirem a nossa página e ganhe brindes. A peça publicitária foi um sucesso. Saímos da marca de 1.932 mil inscritos para mais de 10 mil, em pouco mais de 5 meses. Evidente, que não adotamos apenas esse método de “chamar amigos para curtirem”.

Tivemos também que recauchutar os conteúdos, interagir mais com o nosso público, conhecer o processo de interesse de publicações, presente nas redes sociais (o que as pessoas gostam de curtir e compartilhar), além de impulsionar uma ou duas vezes alguns conteúdos.

O Processo de impulsionamento, sinceramente, foi um dos que renderam menos resultados, (até porque não foi o foco da campanha). Mas, o resultado, finalmente, foi alcançado e agora caminhamos para atingirmos mais resultados, de maneira que o projeto seja cada vez mais conhecido e apreciado. E que a página atinja de maneira substancial o seu objetivo: que é levar conteúdos novos,  interessantes, significativos.

Que a poesia, então, seja cada vez mais o elo de ligação entre o entretenimento, a inspiração, as boas notícias e conteúdos interativos, com respeito, sobretudo, àqueles que despertaram o interesse de curtir e saborear “Café com Poemas”.

O nosso projeto conta com a plataforma de publicações que envolve, perfil no instagram, página no Facebook e o site. Além de editoração de livros, projetos particulares e sociais como o Movimento Cultivista Brasileiro (presente em algumas cidades na Bahia e outros estados), Projetos Cartas e Depoimentos, entre outros. 

Nós do Café com Poemas, agradecemos, a cada curtida, compartilhamento e leitura em nosso site e página. O conteúdo que oferecemos é gratuito, pensado com muito amor e compromisso com vocês, leitores e parceiros. 

Caso você tenha, alguma sugestão ou critica que leve ao melhoramento da ideia, ou que queira enviar-nos algum conteúdo de sua autoria ou de terceiros que seja interessante ao site,  favor entrar em contato através do e-mail: [email protected] ou aqui, através deste LINK (Envie seu texto).

No mais, só agradecer e pedir que continuem nos apoiando e se possível, convide e indique o nosso projeto. 

Um grande abraço,

Equipe_CP

 

‘Lua de Morango’ com eclipse penumbral nesta sexta; confira

Última Lua cheia da primavera no hemisfério norte também é a origem da 'lua de mel'. No Brasil, ainda poderemos ver o fim do eclipse lunar penumbral logo ao nascer da Lua

Lua cheia desta sexta-feira (5) – a primeira de junho – marca, tradicionalmente, o início da estação de colheita de morangos no nordeste da América do Norte. Por isso, os nativos norte-americanos, especialmente a tribo dos algonquinos, lhe deu o apelido que ficou até hoje: Strawberry Moon, a Lua de Morango.

Este nome aparece pela primeira vez registrado no Almanaque do Fazendeiro do Maine, publicado em 1930, que possui um copilado com os nomes que as tribos dos Estados Unidos deram a todas as luas do ano. Mas na Europa, a última Lua cheia da primavera já era chamada de Mead Moon ou Honey Moon (isso mesmo, a Lua de Mel) desde pelo menos 1500.

O “mead” é como é chamado o hidromel, uma bebida criada pela fermentação do mel misturado com água, às vezes com frutas, especiarias, grãos ou lúpulo. A tradição de chamar os primeiros dias do casamento de “lua de mel” pode estar ligada a essa lua cheia – seja por causa do costume de se casar em junho ou pela crença da época de que no fim de junho o mel estaria pronto para ser colhido das colmeias.

Todos esses nomes vêm da cultura ocidental do hemisfério norte. Por aqui, abaixo da linha do equador, essa lua cheia em particular não tem uma tradição particular – mas não deixará de ser interessante de ser vista. Isso por que, graças a um fenômeno chamado eclipse lunar penumbral, as pessoas poderão ver a superfície da Lua um pouco mais escura neste dia 5.

 

Um mapa de visibilidade para o eclipse lunar penumbral de 5 a 6 de junho de 2020. Imagem: Fred Espenak/Nasa

O eclipse será mais visível para quem estiver na África, a Austrália e a Ásia Central e do Sul. Durante este evento, o nosso satélite mergulhará quase metade de sua face na penumbra, ou sombra externa, da Terra, começando às 14h45 (Horário de Brasília) – abaixo do nosso horizonte. Como o eclipse durará 3 horas, 18 minutos e 13 segundos, a costa leste da América do Sul testemunhará só o fim do evento – ao nascer da Lua.

Tanto no dia da “Lua de Morango”, quanto na véspera (a quinta-feira, 4), a Lua estará próxima da estrela supergigante vermelha de Antares, a mais brilhante da constelação de Escorpião. 

Via: Live Science

Supremo aprova súmula vinculante sobre imunidade tributária para livros eletrônicos

A decisão de 2017, que equiparou e-books e e-readers aos livros físicos, agora deve ser seguida por juízes e tribunais em decisões semelhantes

Em 2017, em uma decisão histórica para o mercado editorial, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu equiparar os e-books e e-readers ao livro, garantindo a estes produtos a imunidade tributária, garantida pela Constituição Federal de 1988.

Em decisão unânime, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou, em sessão virtual, a Proposta de Súmula Vinculante (PSV) 132, formulada pela Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), para fixar que a imunidade tributária dada pela Constituição Federal a papel, jornais, livros e periódicos se aplica também a livros digitais e seus componentes importados.

A proposta da Brasscom teve por base a jurisprudência consolidada do STF no julgamento conjunto dos Recursos Extraordinários (REs) 330817 (Tema 593)  e 595676 (Tema 259), com repercussão geral, em março de 2017. Na ocasião, o Plenário entendeu que, nos termos do artigo 150, inciso VI, alínea “d”, da Constituição Federal, estão isentos de imposto livros, jornais, periódicos e papel destinado a sua impressão e que essa imunidade deve abranger os livros eletrônicos, os suportes exclusivos para leitura e armazenamento e os componentes eletrônicos que acompanhem material didático.

A redação aprovada para a Súmula Vinculante 57, nos termos do voto do relator, ministro Dias Toffoli, presidente do STF, foi a seguinte:

“A imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, da CF/88 aplica-se à importação e comercialização, no mercado interno, do livro eletrônico (e-book) e dos suportes exclusivamente utilizados para fixá-los, como leitores de livros eletrônicos (e-readers), ainda que possuam funcionalidades acessórias”.

AR/AS//CF

 

Fonte: http://www.stf.jus.br/

George Floyd: as marcas da segregação racial que movem protestos nos EUA

Após morte de George Floyd durante ação policial, centenas de manifestantes tomaram as ruas da cidade de Minneapolis, onde crime ocorreu

Desde o meio desta semana, cidades americanas têm sido palco de uma série de protestos, que têm como bandeira principal o movimento “Black lives matter” (“vidas negras importam”). Minneapolis é o município onde acontecem as manifestações mais radicais e que ganharam mais visibilidade: lojas foram depredadas, saqueadas e o prédio de uma delegacia foi incendiado. 

O motivo? Era lá que trabalhava o policial que matou George Floyd asfixiado, nesta quarta (27), depois de abordá-lo por supostamente ter usado uma nota falsificada de 20 dólares em uma loja.

 

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George Floyd era negro. No vídeo gravado por uma testemunha, ele é imobilizado no chão pelo policial, que aperta seu pescoço com o joelho. Antes de morrer, ele repetiu diversas vezes que não conseguia respirar. 

Embora os quatro policiais envolvidos no caso já tenham sido demitidos, até agora nenhuma acusação formal foi apresentada, e a impunidade alimenta a revolta de manifestantes que já viram tantos casos semelhantes se repetirem sem consequências no país. O caso de Floyd, na verdade, evoca um episódio muito parecido que ocorreu em 2014, quando Eric Garner repetiu 11 vezes que não conseguia respirar enquanto era estrangulado por um policial, que o abordou por suspeitar que estava vendendo ilegalmente cigarros avulsos. 

homem negro café com poemas george floyd 2

O homem que ficou conhecido pela cena do policial com o joelho sendo pressionado em seu pescoço até a morte.

Infelizmente, os casos não são coincidência: basta olhar o histórico de abordagens policiais que acabaram em mortes no país para concluir que se trata de um racismo estrutural, que permeia as instituições e a sociedade americana. Trayvon Martin, Michael Brown, Walter Scott, Freddie Gray, Sandra Bland e outros são algumas das vítimas de violência policial que tiveram seus casos repercutidos pela imprensa depois de ondas de protestos nos últimos anos. 

Muitos outros ficaram marcados apenas nas estatísticas: um levantamento feito pelo jornal The Washington Post revelou essa semana que a maioria dos assassinatos cometidos por policiais no ano passado teve como vítimas afro-americanos. Um outro estudo da ONG Mapping Police Violence revelou que negros têm quase 3 vezes mais chances de serem mortos por policiais nos Estados Unidos do que brancos. 

Para entender as raízes do racismo e a violência policial nos Estados Unidos

A herança escravagista, assim como acontece em muitos países, é o ponto de partida para entender o racismo nos Estados Unidos. Colônia inglesa até 1776, os EUA só foram encerrar de vez a escravidão em meados do século 19, com a Guerra de Secessão. Neste texto, explicamos as particularidades do sistema escravagista e da abolição dele no país. 

Mas quem pensa que o fim da escravidão representou uma completa mudança na vida dos negros americanos está bastante enganado. Assim como ocorreu no África do Sul, os Estados Unidos também viveram o seu apartheid. A segregação racial instituída pelo Estado, que dividia de escolas a bebedouros para negros, só teve fim definitivo em 1964, com a promulgação da Lei dos Direitos Civis. Para que essa conquista fosse alcançada, grupos de resistência como Os Panteras Negras e ativistas como Martin Luther King trilharam um longo caminho de luta. 

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A indignação pela morte de George Floyd, 46, vai além de sua família e amigos. Várias celebridades reagiram ao incidente nas redes sociais

O fato é que mesmo que abolidas por lei, a escravidão e a segregação racial no país da liberdade deixaram heranças racistas que se refletem em diversos setores da sociedade americana, seja nos índices de pobreza ou na violência policial escancarada pelo caso de Floyd e tantos outros. 

Em 2019, a minissérie Olhos que Condenam, lançada pela Netflix, contou a história de cinco adolescentes negros que foram condenados por um crime que não cometeram. A mesma diretora da série, Ava Duvernay, também abordou a violência policial e o sistema penitenciário racista americano no documentário A 13ª Emenda, que traz dados relevantes para entender a prisão em massa e a criminalização de negros nos Estados Unidos. 

No Brasil, um cenário não muito distante

Pois é, vale lembrar que, embora não tenhamos tido um apartheid por aqui, o Brasil esteve entre os últimos países do mundo a abolir a escravidão, em 1888. E a violência policial também é, sem dúvida, uma de nossas heranças escravagistas. A 13ª edição do Anuário da Violência, publicado no ano passado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelou que 75,4% dos mortos pela polícia entre 2017 e 2018 eram negros. 

A relevância do tema pode colocá-lo na mira dos grandes vestibulares, seja em questões ou no tema de redação. Mesmo o Enem já cobrou, em 2017, uma redação sobre os caminhos de combate ao racismo no Brasil

*As informações são do site Guia do Estudante.

George Floyd, o Evangelho em meio à violência

O homem que ficou conhecido pela cena do policial com o joelho sendo pressionado em seu pescoço até a morte.

George Floyd, 46 anos, passou a ser conhecido em todo o mundo pela cena do policial com o joelho sendo pressionado em seu pescoço. Mas em uma comunidade negra em Houston, no Texas, EUA, ele era conhecido por influenciar jovens usando a Palavra de Deus. Antes de se mudar para Minneápolis, onde foi morto após a ação policial, para uma oportunidade de emprego através de um programa de trabalho cristão, o homem passou quase toda a sua vida na Third Ward.

Discipulado e evangelismo

Com o desejo de quebrar o ciclo de violência entre os jovens, Floyd usou sua influência para trazer ministérios à comunidade, fazer discipulado e evangelismo. Principalmente entre os moradores mais carentes.

“George Floyd era uma pessoa de paz enviada pelo Senhor que ajudou o Evangelho a avançar em um lugar em que nunca morei. A plataforma para alcançarmos esse bairro e as centenas de pessoas que alcançamos até agora foi construída nas costas de pessoas como Floyd”, disse Patrick PT Ngwolo, pastor da igreja Resurrection Houston, que fazia cultos na Third Ward.

O pastor Ngwolo e outros líderes cristãos conheceram Floyd em 2010. Ele revelou que o homem deixou suas prioridades claras desde o início. “Ele disse: ‘Eu amo o que vocês estão fazendo. A vizinhança precisa, a comunidade precisa, e se vocês se interessam pelas coisas de Deus, eu também me interesso’”, disse Corey Paul Davis, um artista cristão de hip-hop que participou da Resurrection Houston.

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A indignação pela morte de George Floyd, 46, vai além de sua família e amigos. Várias celebridades reagiram ao incidente nas redes sociais

A igreja expandiu seu envolvimento na região, realizando estudos bíblicos e ajudando com compras e consultas médicas. Floyd não apenas forneceu acesso aos moradores; ele deu uma mãozinha enquanto a igreja realizava cultos, torneios de basquete, churrascos e batismos na comunidade.

“Ele sempre dizia aos rapazes que Deus supera a cultura da rua. Acho que ele queria ver jovens largando as armas e tendo Jesus em vez das ruas”, disse Ronnie Lillard.

Evangelho em meio à violência

Mais de 50 pessoas foram mortas nos últimos anos em meio à uma guerra de gangues que se espalha pela Third Ward e pelo sudeste de Houston. Para pessoas que vêm de fora e atuar nestas comunidades, é preciso ter um “selo de aprovação” concedido por figuras Floyd.

“Sua fé era um coração para a Third Ward, que foi radicalmente mudada pelo Evangelho, e sua missão era ajudar outros crentes a entrar e levar esse Evangelho adiante”, disse Nijalon Dunn, que foi batizado na comunidade.

Floyd se mudou para Minnesota por volta de 2018, disse sua família ao jornal Houston Chronicle. Ele estava lá para um programa de discipulado que incluía um emprego, de acordo com o pastor Ngwolo.

Embora ele nunca tenha voltado para casa, ele será “imortalizado na comunidade da Third Ward para sempre”, disse Lillard. “Os caras das ruas olham para ele como, ‘cara, se ele pode mudar sua vida, eu também posso’”.

O pastor Ngwolo ainda está abalado com as notícias, mas lamenta pelo “derramamento de sangue inocente”, conforme relata o livro bíblico de Gênesis sobre a morte de Abel por Caim.

“Se você avançar 2.000 anos, há outro inocente cujo sangue falou de coisas melhores que o de Abel. O sangue de Jesus diz que Ele pode nos redimir nesses tempos sombrios e perigosos”, disse Ngwolo. “Tenho esperança porque, assim como Abel é uma figura de Cristo, também vejo meu irmão [Floyd] como uma figura de Cristo, nos apontando para uma realidade maior. Deus nos ouve. A vingança acontecerá na cruz ou no dia do julgamento”.

*Com informações de Christianity Today

Movimento “Lixo Zero Condeúba” promove uma série de lives sobre a Semana de Melhores Práticas, se ligue

A convidada dessa vez será a Professora e Advogada, Fábia Carvalho, que é Doutora e Mestre em Direito pelo Programa de Direito Econômico e Socioambiental da PUC/PR

Lixo Zero é um movimento que visa uma sociedade sem lixo, em que os compostagens de materiais orgânicos virem adubo, reinserindo-se na cadeia produtiva os materiais recicláveis e potencializando o reaproveitamento de resíduos para, assim, reduzir, efetivamente, o encaminhamento de lixo para os aterros sanitários.

O movimento Zero Waste (termo em inglês que significa lixo zero), surgiu na década de 1970 na indústria química.

No Brasil, existe o Instituto Lixo Zero Brasil, fundado em 2010. O ILZB representa no Brasil a ZWIA (Zero Waste International Alliance – Aliança Internacional do Lixo Zero), movimento internacional de organizações que desenvolvem o conceito de princípios “Lixo Zero” no Mundo.

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Em 2011, o instituto lançou também a versão jovem do projeto, chamada de Juventude Lixo Zero (Zero Waste Youth) em que disseminou uma campanha pelas mídias sociais, fundando núcleos de jovens pensadores e comprometidos com o meio pedagógico, ético, econômico do meio ambiente, numa visão de mudança do estilo de vida e no incentivo para práticas de sustentabilidade.

Nessa perspectiva, o movimento #lixozerocondeuba, iniciado pela jovem condeubense Eliana Grama Moreira Dutra (conhecida com Aninha) iniciou uma série de lives no Instagram, seguindo orientação da “Semana de Melhores Práticas” do ILZB,  com diversos debatedores e temas como “Redução e reuso do plástico”, “Compostagem”, “Conscientização e educação ambiental”, “Ações comunitárias públicas”, entre outros.  

Para enriquecer ainda mais o debate, o Movimento de Condeúba convidou a Professora e Advogada, Fábia Carvalho, que é Doutora e Mestre em Direito pelo Programa de Direito Econômico e Socioambiental da PUC/PR para falar sobre o tema: “Resíduos Sólidos”.

A live acontecerá no dia 29/05/2020 (hoje), às 16h: 20min, através do perfil do Movimento no Instagram: @condeubalivozero  

 

Confira abaixo, um pouco sobre a convidada:

 

Fábia Ribeiro Carvalho de Carvalho é Especialista em Direito Empresarial pela FECAP/JUSPODIVM. Já atuou como professora do curso de Direito da Universidade Federal de Sergipe (UFS), professora assistente do curso de Direito da Faculdade Pio Décimo e Universidade Tiradentes (UNIT) e ainda como professora dos cursos do Programa de Pós-Graduação em Direito Lato sensu da Universidade Estácio de SáAracaju-SE. Ex assessora jurídica do Banco Bradesco e Itaú.

Atuou ainda como professora em cursos preparatórios para carreira jurídica em Aracaju-SE (FMB). Integrante do grupo de pesquisa Sociedades hegemônicas e populações tradicionais da PUC/PR. atuou como Presidente da comissão científica da Comissão de Violência e Gênero do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM/SE). Avaliadora ad hoc da FAPITEC-SE. Avaliadora da revista Interfaces científicas.

Atuou como Presidente da Comissão de Direito Ambiental (CDMA) da OAB-SE. Conselheira seccional suplente da OAB-SE. Atua como professora da Faculdade de ciencias e tecnologia FTCcampus Salvador e FBB- Faculdade batista brasileira- Salvador.

Presta consultoria jurídica e advoga em Direito Ambiental, socioambiental e civil, atuando principalmente nos seguintes temas: Direito contratual e real (propriedade e territórios), Direito dos povos e populações tradicionais, territorialidades, resíduos sólidos. E-mail: [email protected] fone: 79-998061608. (Texto informado pelo autor)