Só um babaca — e muito babaca mesmo — para achar que as mulheres não são capazes de fazer qualquer coisa que se disponham a fazer. A história já mostrou isso inúmeras vezes. E o presente continua mostrando, todos os dias.
O Dia Internacional da Mulher é simbólico. Um marco no calendário que nos lembra de uma longa caminhada feita de luta, resistência e conquista. Mas o respeito que se cobra hoje precisa existir amanhã, depois e sempre. Direitos não podem ser lembrados apenas em datas comemorativas.
A mulher ocupa hoje espaços que durante séculos lhe foram negados. Está na ciência, na política, nas artes, na educação, na liderança de empresas, na construção do conhecimento e da própria sociedade. E ainda assim, em pleno século XXI, muitas seguem enfrentando violência, desigualdade e uma realidade cruel chamada feminicídio.
Combater o feminicídio não é apenas uma pauta moral; é uma urgência social. É preciso políticas públicas firmes, campanhas educativas permanentes e leis que realmente protejam e punam com rigor quem transforma violência em covardia cotidiana. Nenhuma sociedade que se pretenda civilizada pode tolerar que mulheres continuem sendo mortas simplesmente por serem mulheres.
O respeito não é favor. É princípio.
E se ainda houver quem duvide da capacidade feminina, basta olhar ao redor. As mulheres seguem avançando, ocupando espaços, liderando transformações e mudando o rumo das coisas.
Convenhamos: este é o século delas.