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Literatura em Guarulhos-SP: Programa Agentes de Leitura

Visitar recordações, lembranças pessoais e trabalhar com a criação da memória coletiva. Dentre as ações de fomento à leitura desenvolvidas por Danielle Carvalho da Silva Santos, jovem de 22 anos, bolsista do Programa Agentes de Leitura, estão as oficinas realizadas pelo Projeto Girassol, coletivo formado por mulheres em 2018 no bairro Vila Carmela, região de Bonsucesso, onde ela mora com seus pais.

O programa Agentes de Leitura é uma iniciativa da Secretaria Especial de Cultura do Governo Federal, em parceria com a Prefeitura de Guarulhos e a Secretaria de Cultura, que prevê a concessão de bolsas de complementação de renda a jovens com residência fixa no município.

Durante a primeira oficina, realizada no mês passado, Danielle abordou o tema Memórias e utilizou como recurso um varal de poesias. “As participantes deveriam escolher um poema que remetesse à sua história; depois, em voz alta, fazer a leitura e compartilhar o porquê de sua escolha”, explicou a jovem.

Para esse encontro, do qual participaram 10 mulheres, Danielle selecionou os textos O Mal e o Sofrimento, de Leandro Gomes de Barros; Casamento, de Adélia Prado, Simplesmente Sertão, de Leandro Flores, Poema sem nome, de Patativa do Assaré, Brisa, de Manuel Bandeira, Consolo na Praia, de Carlos Drummond de Andrade, e Poemas para saudosistas, de Anna Lara Souza.

Danielle conheceu o Projeto Girassol através de sua mãe, que também frequenta as oficinas oferecidas pelo espaço. Para além da possibilidade de inserir a leitura em um contexto de empoderamento feminino, a jovem observou a iniciativa como uma oportunidade de trabalho com atividades de fomento ao livro, à leitura e à literatura.

“Tem sido incrível, me colocou em contato de pessoas próximas, estamos trocando experiências. Sempre soube que a leitura era importante, mas não sabia que, em meio a um processo de aprendizagem, que ela podia ser verdadeiramente transformadora, pois essas atividades chegam mais rápido às pessoas”.

Fomentando a leitura em mim

Unir sua experiência da leitura com o teatro também tem sido, segundo a jovem, incrível. Danielle está no último semestre do curso de bacharel e licenciatura em Artes Cênicas da Faculdade Anhembi Morumbi.

Ela estudou nas oficinas do Teatro na Comunidade no Centro Municipal de Educação Adamastor e participou de criações bem interessantes que o grupo espalhou pela cidade durante o período de atuação, dentre elas a Mostra Teatro na Comunidade com o espetáculo Mundo Perfeito. É integrante da Cia Unó e atua como auxiliar de direção musical, coreografa e atriz no espetáculo Rubro. Danielle também é professora de Artes da rede estadual.

A jovem conta que decidiu participar do Programa Agentes de Leitura porque sempre quis se dedicar a atividades que pudessem transformar a sociedade.

“Meu intuito com as oficinas do Projeto Girassol é valorizar as histórias e vivências que essas mulheres possuem, entender o quanto elas são fortes e presentes na sociedade, muitas das quais já têm idade avançada, vieram da região nordeste do país, trabalham ou não, outras trabalham em casa, mas não têm esse trabalho reconhecido”.

O sucesso da primeira oficina com as participantes do Projeto Girassol foi tão grande que a segunda oficina, realizada no último dia 29, contou com um número ainda maior de mulheres. Danielle propôs o tema Estima, com um trabalho com a autoimagem, o cuidado, o elogio à outra e a si mesmo, com textos motivacionais e reflexivos ditos umas para as outras.

“Esse trabalho de transformação é diário, em cada atividade que faço, o texto que escolho, tudo causa um impacto nas pessoas que saem do encontro transformadas. Por isso as atividades têm uma característica sensível, para que as mulheres possam olhar para si, e o teatro ajuda nesses momentos de improvisação, as leituras fluidas encontram sentido naquilo que tem sido proposto”.

Projeto Girassol

As oficinas do Projeto Girassol acontecem quinzenalmente, às segundas-feiras, e têm como objetivo oferecer suporte, prestar atendimento e promover encontros sobre temáticas como empoderamento, autoestima e outras demandas do universo feminino.

“O trabalho da Dani no Girassol é muito especial e veio para somar com o projeto. Ela tem muito respeito pelo próximo e grande entusiasmo pelo que faz. O resultado desse trabalho com as meninas é bastante positivo, elas se envolvem com o encontro, com as leituras dos textos, dos poemas, se identificam com as situações, partilham e comentam, tudo acaba sendo uma rica troca de experiências entre todas nós”, conta Mauricélia Ventura da Silva, conhecida como Célia, de 53 anos, uma das idealizadoras do projeto.

Temáticas pertinentes à igualdade feminina, saúde e prevenção de doenças, delegacias especializadas, apoio psicológico, violência psicológica, moral ou sexual, homofobia, família, direitos humanos, direcionamento a outros profissionais quando necessário. Silvana Testa, cofundadora do projeto e psicóloga, conta que a equipe também se dedica a campanhas de arrecadação de alimentos, rodas de conversas, palestras, dinâmicas e aulas de violão.

“O projeto surgiu em parceria com a Célia. Antes de estarmos no nosso espaço, uma das participantes ofereceu sua casa para que as oficinas começassem a acontecer e, desde então, realizamos esses encontros quinzenalmente, sempre às 19h30”, explica Silvana, enfatizando que o grande sonho da equipe é ampliar o atendimento do projeto para outros públicos, além do feminino.

Além de Silvana e Célia, a equipe do projeto também é composta pela social media Nayuri Seyfarth e a psicóloga Camila Santos.

Apontando para o futuro, Danielle acredita que também deveria haver um projeto de cravos, um encontro de homens, que também precisam aprender a ouvir e juntos tentar lidar com um comportamento masculino estrutural, que é passado de geração para geração.

“Às vezes, as mudanças vão acontecer de pouquinho em pouquinho, e eu acho que é exatamente isso que o Projeto Girassol faz. Quando a gente junta essas mulheres e conversa sobre violência doméstica, que elas não podem aceitar essa situação, quando falamos sobre a questão da mulher no mercado de trabalho, ou de depressão, cuidado consigo mesma, isso desperta uma força nessa mulher, e se conseguirmos uma sociedade com mulheres mais fortes, que reconhecem o seu valor, a gente automaticamente incentiva uma sociedade mais igualitária, porque elas deixam de aceitar situações de violência”.

 

Para saber mais sobre o Projeto Girassol, acompanhe suas redes sociais no

Facebook (https://www.facebook.com/Projetogirassolong/) e

Instagram (https://instagram.com/girassol_project?utm_medium=copy_link).

 

Fonte: Portal Educação – Guarulhos

“Muito prazer, Josy Miranda.”

Josy Miranda, é escritora, jornalista e atriz. Filha de lavrador e de dona de casa. Ela nunca desanimou com os percalços da vida, adora sorrir. Sempre gostou de escrever com a alma. Imprime nas palavras o que vem do infinito do seu ser.

Aos 14 anos saiu da casa dos pais e foi morar em Salvador, na casa de alguns conhecidos (a ideia dela é que isso ajudaria em seu crescimento profissional, já que vivia em pequeno povoado do município de Araci).

Após um ano em Salvador ela vai morar em Acajutiba -cidade onde seus pais estavam moraram naquela época. Ficando ali por um ano e meio, quando logo volta a morar em Araci, agora não mais no povoado e sim no próprio município. Ficou um pouco mais que quatro anos em Araci- período em que concluiu o ensino médio.

Logo volta a morar em Salvador, onde conclui a faculdade em jornalismo. Começando logo em seguida a vivência no teatro.

A descoberta como escritora começou a partir do momento em que ela percebe que os pensamentos e as emoções só faziam sentidos se houvesse a possibilidade de alguém ler, só na vida adulta que descobre que escreve desde criança. Em “Meu Eu, Poesia que vem da alma”, seu primeiro livro, ela apresenta, na maior parte dele, seus escritos de adolescente.

Um pouco sobre mim: celeste maria farias de souza dias.

Psicopedagoga. Escritora. Poeta. Foi Conselheira representante da sociedade civil no Conselho Municipal de Políticas Culturais de Belo Horizonte – COMUC (Gestão 2018-2020), no setorial de “Literatura, Livro e Leitura”. Fundadora e Coordenadora do Fórum Municipal de Literatura, Livro e Leitura de Belo Horizonte. Participou do GT Lei COMUC. Participa do Comitê de Acompanhamento da Lei Aldir Blanc em BH.

Agente Cultural (UFBA/2017). É baiana, de Salvador, mora em Belo Horizonte desde 2011 e desde 2012 participa dos Saraus da Lagoa do Nado; local onde já organizou, juntamente com outros poetas/escritores, diversas atividades na área da literatura, cultura tradicional, dança, patrimônio imaterial…; em outubro de 2013 realizou a Escala Cultural Bahia Minas (10 dias de eventos em Centros Culturais e Praças de BH com artistas/escritores/jornalistas baianos e mineiros).

É educadora, palestrante, poeta e editora de livros. Doutora Honoris Causa em Letras pela Reitoria Acadêmica do Seminário Teológico Bonhoeffer – BOU- Bonhoeffer Open University; Bacharel em Teologia metodista pela FATEH – Faculdade de Teologia Hokemãh; Licencianda em Filosofia na FAJE – Faculdade de Filosofia e Teologia; Pós-graduada em Psicopedagogia Institucional na Faculdade Educacional da Lapa – FAEL (2020); Especialista em Língua Portuguesa e Literatura pela Faculdade de Tecnologia de Palmas – FTP (2016).

Acadêmica Literária da ANELCA/MG; Autora dos livros “Inanna Salomé – Poesias e Mistérios” 2013 – Cogito Editora e “No divã da consciência” 2015 – Agilite Publicações e Interatividade; Participa de mais de 20 Antologias; É organizadora das Antologias “Tens Algo Para Mim?”, “Entrelinhas e Reticências…” “Café com Poemas I”, “Anelca em prosa e versos – Volume XI”; Ganhou diversos prêmios e honrarias.

Membra da Seccional CAPPAZ em Belo Horizonte; Conselheira Estadual MG/Brasil do Movimento União Cultural; Foi Diretora de Relações Públicas e Marketing da Academia Nevense de Letras, Ciências e Artes – ANELCA/MG; é Coordenadora de Projetos do Movimento Cultivista Café com Poemas; Gestora Literária e Coordenadora Geral do Projeto Cartas e Depoimentos; Diretora Executiva da Ordem Federativa de Honrarias ao Mérito; Gestora Literária e Diretora Executiva da Agilite Publicações e Interatividade (desde 2014).

O Movimento Cultivista Café com Poemas, no qual é coordenadora em Minas Gerais e também é cofundadora com o Jornalista e Poeta, Leandro Flores, traz em seu Manifesto ao Cultivismo, lançado em 2015, quatros pilares de sustentação: a arte, a cultura, a educação e a filosofia; O Café com Poemas foi iniciado em novembro de 2013 na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

O Movimento tem representantes atuantes em várias partes do país, permitindo que Celeste transite por diversas áreas, valorizando assim, as multiculturas e os patrimônios imateriais desse nosso Brasil.

http://lattes.cnpq.br/9944350871909369

SNIIC Nº: AG-72478
http://mapas.cultura.gov.br/agente/72478/

Empreeendedora (MEI desde 14 de agosto de 2014).
Editora Executiva/Revisora|Psicopedagoga|Poeta|Escritora
Associada Individual | ABED
Associação Brasileira de Educação à Distância

Leandro Flores – Vamos encher este mundo de amor

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Vamos esvaziar todo estoque de mau humor,
De ódio, de falta de esperança, de azar, de pessimismo;
Vamos sabotar a mentira, o preconceito, o racismo,
A falta de empatia, o egoísmo;
 
Vamos abastecer os olhos de poesia,
O coração de melodia, o ar de alegria…
Vamos transmitir somente os bons sentimentos,
As boas notícias, o que realmente faz sentido;
Fazer de nosso jeito;
 
Espalhar o amor,
Viver as nossas diferenças
E respeitar o que não nos diz respeito.
Vamos, todos juntos, fazer diferente,
Reconstruir dessas ruínas da fatalidade,
Um mundo sem o instinto primitivo da maldade;
 
Agora é hora,
O universo nos dá uma nova chance
De viver com dignidade
Para construir um futuro diferente,
Sem olhar os erros do presente
E reconstruir uma nova realidade.
 
Leandro Flores

Foto: Autoria Desconhecida    

 

 

 

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               Autor

Leandro Flores é fundador e produtor dos Projetos ligados ao Café com Poemas.

 

 

Advogado, Jornalista, Sertanista, Poeta, Editor de Livros e Revistas e Designer Gráfico. Leandro é autor dos livros “Sorriso de Pedra – A outra face de um Poeta” e “Portfólio: Traços e Conceitos”.

É membro-fundador da Academia de Letras do Sertão Cultivista, membro da CAPPAZ – Confraria Artistas e Poetas pela Paz, além de outras instituições Acadêmicas pelo país. Também é Coordenador e Idealizador do Movimento Cultivista Brasileiro e do Projeto Cartas e Depoimentos. Já fez participações em dezenas de antologias poéticas, além de ORGANIZAR e AUXILIAR outras publicações. Leia mais…

Antônio Santana – O que é cultura?

No Brasil, não é somente necessário garantir os Direitos Fundamentais dos cidadãos pela Constituição Federal de 1988, como também o Poder Público deve oferecer – lhes as demais condições para exercê – los. Portanto, é interessante compreender que cultura nos apresenta vários conceitos. Como: “Todo complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente na família, como também por parte de uma sociedade da qual é membro”. Cultura também definida em ciências sociais, aprendidas de geração em geração através da vida em sociedade.

No entanto, o que se pode observar é tamanha dificuldade encontrada nas prefeituras de cidades do interior do Brasil, a exemplo de Condeúba, na Bahia, quando se trata de investimentos à Cultura. São milhares de crianças, adolescentes, jovens e também adultos que procuram desenvolver as suas habilidades na arte, nos esportes, na cultura e na literatura, porém, não conseguem nenhum tipo de suporte técnico e apoio financeiro do Poder Público Municipal.

Vale ressaltar, que tanto a Filosofia quanto a Sociologia, conceituam à Cultura intrinsecamente relacionada ao comportamento e ao convívio do homem na sociedade.

Nessa perspectiva, se percebe angústias, decepções e insatisfações por parte dos artistas profissionais e amadores ou em formação que querem produzir arte, mas não conseguem desenvolver suas habilidades e/ou talentos por ausência de políticas públicas de governos que não ofertam a esta categoria.

Nesse sentido, torna-se cada vez mais difícil repensar ou reescrever a história do Brasil, sem passar por uma educação que se proponha a trabalhar na transformação intelectual dos indivíduos através da leitura, da arte e da literatura.

Abrindo novos caminhos para formar cidadãs e cidadãos humanamente melhores, politizados, conscientes de seus direitos e deveres para com a sua Pátria, visando uma sociedade crítica, solidária e fraterna para todos.

 

 

Antônio Santana
Professor, escritor e poeta.
Condeúba – Bahia

Antonio Santana é também Coordenador do Mov. Café com Poemas em Condeúba/BA

Antônio da Cruz Santana nasceu na cidade de Saubara, na Região do Recôncavo Baiano, em 9 de abril de 1971. Em sua cidade natal, fez o curso primário, na Escola Estadual Professor Caio Moura, e o ginásio, no Centro Educacional Cenecista de Saubara.

Leia mais…

Conheça um pouco sobre o nosso “poeta do momento”, Bráulio Bessa

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O poeta cearense Bráulio Bessa mora no coração das massas. Ele é poeta, cordelista, declamador, palestrante brasileiro e mais recente escritor de livros. A história desse jovem é cheia de cultura nacional.

Biografia Bráulio Bessa

Bráulio Bessa nasceu no município de Alto Santo, no Sertão do Ceará, no ano de 1986. Com 14 anos aprendeu a amar a poesia de seu conterrâneo Patativa do Assaré (1909-2002). Depois que uma professora passou um trabalho escolar de pesquisa sobre o grande poeta de cordel.

Bráulio Bessa, “o neto de Dedé sapateiro”, como é conhecido em sua cidade natal. Entrou em contato com a poesia de Patativa e se tornou um “fazedor de poesias”, como ele mesmo se define. Com grandes sonhos, ingressou na faculdade, no curso de análise de sistemas, que lhe motivou a criar um movimento na internet para divulgar e defender o povo e a cultura nordestina, do preconceito que aflora no resto do país.

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No começo, para ser ouvido, Bráulio revolveu adaptar seus versos para o teatro da escola e logo estava conquistando prêmios em cidades vizinhas. A guinada se deu quando visualizou nas redes sociais uma espécie de feira moderna onde podia publicar vídeos de cordéis e poemas sobre vários temas, como medo, preconceito, amor, depressão, identidade. Foi quando percebeu não apenas o poder da internet, mas também a força das palavras.

Sinceridade e pureza

Em 2012, Bráulio criou o blog “Nação Nordestina”, que logo conquistou milhares de seguidores. Com a força do projeto e o objetivo de divulgar a literatura de cordel, o poeta reuniu sua paixão pela cultura popular, pela poesia matuta de cordel e a internet, e em sua cidade natal. Bráulio passou a gravar vídeos com frequência e postar suas poesias na mídia. Logo, seus vídeos conquistaram 30 milhões de visualizações.

Com estilo até pelas suas origens e influência, calcado na literatura de cordel, os poemas de Bráulio falam fundo no coração e mente das pessoas. Um ingrediente poderoso que salta aos olhos do leitor é a sinceridade e pureza da narrativa do poeta, que tem o dom de falar não o que as pessoas querem ouvir, mas o que precisam ouvir. São orações do cotidiano enfeitadas de palavras de incentivo, como aquele que o autor chama de seu clássico.

O sucesso de suas poesias chegou ao ambiente da televisão e Bráulio passou a se apresentar em programas de entrevistas. Onde declamava e contava suas histórias. Foi convidado pelo programa Encontro, da rede Globo e com o sucesso conquistado passou a ocupar semanalmente um quadro intitulado Poesia com Rapadura, em que o poeta declama cordéis e poesias, além de participar de bate-papo com os convidados.

Esse quadro no qual Bráulio declamava suas poesias se transformou em um livro. Os temas centrais da obra são dramas dos dias atuais, como a violência e o preconceito, passando pelo cancioneiro sertanejo e pelo amor.

O livro Poesia que Transforma

Em Poesia que transforma, Bráulio Bessa faz mais do que publicar poemas declamados no famoso Encontro com Fátima Bernardes. Ele conta a história por trás dos poemas ou casos da sua vida que refletem as linhas rimadas. Como era de se imaginar, não foi fácil para Bráulio ganhar a vida como poeta, tornar-se reconhecido nacionalmente. Mas não é só sobre as dificuldades e superações que o poeta nordestino fala em seu livro.

Bráulio aborda a importância da família, de ter raízes e asas, de ter pessoas a quem confiar o coração, de entender que o ser humano muda o tempo todo e a todo tempo. Porque quem é completo, perfeito é quem já está morto e não tem mais o que mudar. Bessa tem a voz suave, a narrativa com cheiro de café da tarde na varanda de casa. Essa voz mansa, que nos embala em casos da infância, da juventude e nos planos para o futuro.

Frases e Pensamentos de Bráulio Bessa

Sendo eu, um aprendiz
A vida já me ensinou que besta
É quem vive triste
Lembrando o que faltou

Magoando a cicatriz
E esquece de ser feliz 
Por tudo que conquistou

Afinal, nem toda lágrima é dor
Nem toda graça é sorriso
Nem toda curva da vida 
Tem uma placa de aviso
E nem sempre o que você perde
É de fato um prejuízo

O meu ou o seu caminho 
Não são muito diferentes
Tem espinho, pedra, buraco
Pra mode atrasar a gente

Mas não desanime por nada
Pois até uma topada
Empurra você pra frente

Tantas vezes parece que é o fim
Mas no fundo, é só um recomeço
Afinal, pra poder se levantar
É preciso sofrer algum tropeço

É a vida insistindo em nos cobrar
Uma conta difícil de pagar
Quase sempre, por ter um alto preço

Acredite no poder da palavra desistir
Tire o D, coloque o R
Que você tem Resistir

Uma pequena mudança
Às vezes traz esperança
E faz a gente seguir

Continue sendo forte
Tenha fé no Criador 
Fé também em você mesmo
Não tenha medo da dor

Siga em frente a caminhada
E saiba que a cruz mais pesada
O filho de Deus carregou


“Nem toda lágrima é dor, nem toda graça é sorriso, nem toda curva da vida tem uma placa de aviso, nem sempre que você perde é de fato um prejuízo.”

 


AMOR IDEAL 

Repare, que tanta gente no mundo 
Corre em busca de um amor
Alguém que seja ideal
Aquela altura
Aquela cor
Aquele extrato bancário
Aquele belo salário

A quem ligue para a idade
Para raça, religião
Mas quem busca perfeição
Não busca amor de verdade

O ideal é amar
Inclusive o diferente
Afinal, que graça tem 
Amar uma cópia da gente?

Procure sem ter critérios
O amor tem seus mistérios
E deixa a gente atordoado
Você sai para procurar
E ao invés de achar
Acaba sendo achado

E quando o amor lhe acha
Não tem para onde correr
Finda logo essa besteira
De mil coisas para escolher

Finda todo preconceito
É como se no seu peito
Coubesse o mundo inteiro
Com todo tipo de gente
E aceita que o diferente
É só alguém verdadeiro

Percebe que a estrada é repleta de amor
E você, nessa jornada, 
Vai sorrir, vai sentir dor
Vai errar e acertar
Na peleja para encontrar
Um sentimento real

E uma dica, companheiro
Se o amor for verdadeiro,
Já é o AMOR IDEAL.

 

“Acredite no poder da palavra “Desistir” tire o D coloque o R que você vai Resistir. Uma pequena mudança às vezes traz esperança e faz a gente seguir.”

Referência do texto Livraria Nobel e o site Pensador

Foto: Divulgação

5 curiosidades sobre o poeta Fernando Pessoa que talvez você não conheça

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Fernando Pessoa, nasceu em Lisboa em 13 de junho de 1888, considerado o poeta que foi muitos: “A minha arte é ser eu. Eu sou muitos”.

Ficou órfão de pai aos 5 anos e seu padastro foi um comandante militar que fora nomeado cônsul de Portugal em Durban na África do Sul, lá foi educado em inglês, idioma que usou para escrever os primeiros textos e adotou alguns pseudônimos e os heterônimos mais populares, que sempre estiveram de mãos dadas com o próprio criador Fernando Pessoa. Há quem diga que ele criou seu primeiro heterônimo aos 6 anos, chamado de Chevalier de Pas.

Uma outra curiosidade desta personalidade multifacetada é que Pessoa tinha paixão pela astrologia, que resultou na criação de mapas astrais para estas diferentes personalidades (ou, inclusive, para clientes).

Neste processo criativo nada convencional, os heterônimos (personagens com “vida própria”, data de nascimento e morte, com endereço, escolaridade, profissão e estilo literário) lhe fazem companhia, têm uma relação afetuosa e foi através deles que o poeta fez uma profunda reflexão sobre verdade, existência e identidade.

Mas sabia que um dos seus heterônimos, Maria José, era uma jovem corcunda de 19 anos? E que há um vinho batizado em honra desta incontornável figura maior da literatura? E alguma vez ouviu dizer que Pessoa tentava comunicar com os espíritos, através da sua escrita?

Fomos tentar descobrir algumas das curiosidades sobre o desassossegado poeta que tinha em si todos os sonhos do mundo.

1. O PRIMEIRO POEMA

Numa carta de 1935, a Adolfo Casais Monteiro, Fernando Pessoa afirma que tinha seis anos quando começou a interagir com o cavaleiro francês Chevalier de Pas, com quem trocava cartas e “cuja figura, não inteiramente vaga, ainda conquista aquela parte da minha afeição que confina com a saudade”.

É na escrita que encontra consolo para o seu isolamento, principalmente após a morte do pai e, um ano mais tarde, do irmão. Sensivelmente nesta altura, escreve aquele que aparenta ser o seu primeiro poema, dedicado à sua mãe: “Ó terras de Portugal / Ó terras onde eu nasci / Por muito que goste delas / Inda gosto mais de ti.”

2. MARIA JOSÉ, A JOVEM CORCUNDA

Entre os vários heterônimos de Pessoa, há um feminino, utilizado uma única vez: Maria José. Uma jovem com 19 anos, com pouco tempo de vida, em consequência da tuberculose. Além de corcunda, sofria também de um problema nas pernas, que lhe limitava a mobilidade.

Era uma mulher daquelas figuras que vêem o mundo passar pela janela, sem poder desfrutá-lo. É por essa janela que se apaixona pelo serralheiro, o Sr. António, que por ela passa todos os dias. Sem coragem para lhe falar, confessa o seu amor numa carta, que começa em tom de despedida: “O senhor nunca há-de ver esta carta, nem eu a hei-de ver segunda vez porque estou tuberculosa, mas eu quero escrever-lhe ainda que o senhor o não saiba, porque se não escrevo abafo”.

3. O FLAGRANTE DELITRO

Quando trabalhava era comum Fernando Pessoa levantar-se no meio do expediente, pegar seu chapéu, ajeitar os óculos e dizer que ia até ao Abel. Este hábito do poeta intrigou um  dos seus colegas de trabalho, que percebeu algum tempo depois, que as idas ao Abel eram, nada mais nada menos, que uma visita ao depósito mais próximo, a casa Abel Pereira da Fonseca, fundador da Companhia Agrícola do Sanguinhal, para tomar um copo de vinho.

Em homenagem ao poeta e ao fundador desta empresa, foi recriada a marca de vinhos Casabel. Nos rótulos, foi reproduzida a dedicatória que Pessoa fez a Carlos Queirós (1907-1949): “Carlos: Isto sou eu no Abel, já próximo do paraíso terrestre, aliás perdido”.

Ofélia, a eterna namorada do autor do “Livro do Desassossego”, quis uma fotografia igual à que seu sobrinho recebeu de Pessoa e quando ele lhe fez a vontade, ofereceu-a com uma dedicatória: “Fernando Pessoa em flagrante delitro”.

O flagrante delitro no depósito de vinho do Abel. Foto: Domínio público

4. EM CONVERSA COM OS ESPÍRITOS

Teresa Rita Lopes é uma das mais reconhecidas investigadoras do poeta em Portugal. Estuda a obra de Fernando Pessoa há mais de meio século e revela que ele fazia escrita mediúnica, com o intuito de perceber se os espíritos se manifestavam através dele. “Ele estava sempre no limiar entre acreditar e brincar com isso”- afirma.

5. AS DUAS TENTATIVAS DE ‘POESIA DA MESQUINHEZ’

“Conto de fadas de quem não tem imaginação”, “poesia da mesquinhez”. Foi assim que Fernando Pessoa descreveu o romance, gênero literário de que nunca gostou particularmente. Apesar disso, existem dois romances que — como muitos outros textos — ficaram inacabados. “Reacção” e “Marcos Alves” foram escritos por volta de 1909, que agora estão acessíveis ao público no livro “A Porta e Outras Ficções”, editado pela Assírio & Alvim em Portugal.

Os dois romances, que se juntam a sete contos inéditos na ficção pessoana, são os únicos do gênero encontrados no seu espólio. Fernando Pessoa achava “difícil, senão impossível, manter, num longo texto, a perfeição desejada”.

Texto extraído da Revista Ecos da Paz

Quem é Leandro Flores? – Confira a sua Biografia

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Advogado, Jornalista, Sertanista, Poeta, Escritor, Editor de Livros e Revistas e Designer Gráfico. Leandro é autor dos livros “Sorriso de Pedra – A outra face de um Poeta” e “Portfólio: Traços e Conceitos”.

É membro-fundador da Academia de Letras do Sertão Cultivista, é também Membro Correspondente da Academia de Letras e Artes de Feira de Santana/BA, membro da CAPPAZ – Confraria Artistas e Poetas pela Paz, além de outras instituições Acadêmicas pelo país. Também é Coordenador Nacional e Idealizador do Movimento Cultivista Brasileiro e do Projeto Cartas e Depoimentos. Já fez participações em inúmeras antologias poéticas, além de ORGANIZAR e AUXILIAR outras publicações.

Recebeu o Título de Doutor Honoris Causa em Letras pela Reitoria Acadêmica do Seminário Teológico BOU-Bonhoeffer Open University e diversos outros PRÊMIOS NACIONAIS E INTERNACIONAIS.

Leandro começou a sua carreira literária em abril de 2008 e, desde então, passou a escrever sobre diversos temas, sendo, inclusive, um dos poetas mais reproduzidos na internet, citado por juízes, acadêmicos (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7), poetas, sites de frases e mensagens (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11….), políticos (Vereadores, Deputados, Prefeitos e até Ministro de Estado (aqui)), além de personalidades como Anderson Silva (confira aqui) e outros atletas pelo país. Sua frase mais famosa é: “O esporte é a ferramenta de inserção social mais eficazpois o resultado é imediato e as transformações são surpreendentes.”

Reconhecido por exaltar o sertão, em 2009, recebeu da Câmara de Vereadores de Condeúba/BA uma Moção de Congratulação pela participação em projetos na área da Literatura, pela promoção de eventos de propagação da arte e da cultura nessa região e em outros cantos do Brasil.

Em 2015, lançou em Belo Horizonte, pela Revista Café com Poemas, o MANIFESTO AO CULTIVISMO, resultado de alguns encontros, debates, estudos e pesquisas acerca da cultura e da arte CONTEMPORÂNEA no país.

São dez itens com sugestões e posicionamentos sobre o que os seus membros (artistas, ativistas culturais e simpatizantes) acreditam e referenciam como importantes para o Movimento (ao Cultivismo) Café com Poemas, arte e cultura em geral. A intenção foi levar, através dos compromissos firmados pelo Manifesto ao Cultivismo, o sabor da arte e da cultura a todos os interessados.

O Movimento cresceu e se estendeu em diversas cidades do país, como Cordeiros/BA, Rio de Janeiro/RJ (atualmente sem representantes), Condeúba/BA, Itapetinga/BA, Sorocaba/SP, Blumenau/SC, Imbituba/SC, Joinville/SC, etc.

Leandro é advogado, pós-graduando em Comunicação Digital e Mídias Sociais e é fundador e produtor dos Projetos ligados ao Café com Poemas e da editora Novos Sabores Publicações.

 

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